Operação humanitária para resgatar milhares de ucranianos de território controlado pelos russos provoca reencontros emocionantes

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Os moradores de Oleshky, cidade ucraniana ocupada pela Rússia, estavam sitiados, sem conseguir sair.

Após mais de quatro anos de ocupação, moradores de Oleshky chegam a território livre
A operação humanitária para resgatar milhares de ucranianos de um território controlado pelos russos termina neste domingo (1º) à noite e tem provocado reencontros emocionantes.
Preparar uma sopa de beterraba é a primeira coisa que a filha quer fazer com o pai agora que se reencontraram. Estavam separados pela guerra, como tantas famílias que se abraçaram neste sábado (31).
“A gente escapou do inferno. A situação lá é muito difícil”.
Os moradores de Oleshky, cidade ucraniana ocupada pela Rússia, estavam sitiados, sem conseguir sair. Deixaram a cidade em uma operação humanitária que envolveu um cessar-fogo mediado com a ajuda dos Estados Unidos. Eles saíram de Oleshky de ônibus, atravessaram a Península da Crimeia, também ocupada pelos russos, e seguiram até a cidade russa de Anapa. De lá, embarcaram em quatro aviões para Belarus, onde voltaram a pegar ônibus até a fronteira ucraniana e finalmente chegaram a uma região menos perigosa no país: Chernihiv.
Operação humanitária para resgatar milhares de ucranianos de território controlado pelos russos provoca reencontros emocionantes — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
As negociações tiveram a mediação da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e o apoio do Papa Leão XIV. A trégua que permitiu a operação humanitária começou na terça-feira (27) e está prevista para terminar neste domingo (1º) à noite. A cidade de Oleshky tinha 24 mil habitantes antes da guerra. Restavam 1,7 mil pessoas, muitas delas idosas. O mais velho tinha 94 anos. Moradores relataram ao jornal britânico "Guardian" que, por causa da escassez de alimentos, estavam sobrevivendo com uma refeição por dia. Alguns chegaram a cozinhar ervas.
“Perdi 20 kg em um ano. Fiquei muito fraco. Fui internado no hospital”, conta um homem.
A trégua agora permitiu a entrada em Oleshky de comida e também de remédios.
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