Análise: Fluminense prova do veneno do Palmeiras, e vaga na final depende de nova estratégia

O Flu perdeu por 2 a 1 para o Palmeiras, no Maracanã, na noite desta quarta-feira, mesmo com mais imposição, controle do jogo e a sensação de estar mais perto de abrir o placar. Afinal, foi o time que envolveu os paulistas, principalmente no primeiro tempo. Mas, no futebol, não basta ter a bola; é preciso fazer algo com ela, o que não aconteceu.
Não é novidade que o Palmeiras joga em bloco médio e sabe se fechar, dificultando a vida de muitos adversários por sua força defensiva. E foi justamente aí que o Flu encontrou dificuldades. Um dos planos para o jogo foi promover Savarino entre os titulares, na tentativa de ter mais criatividade para furar o ferrolho palmeirense.
Flaco López em Fluminense x Palmeiras — Foto: André Durão
Mas a iniciativa do time se resumiu a circular a bola de um lado para o outro, sem conseguir o último passe para chegar ao gol. Em todas as tentativas, parecia que a defesa alviverde se multiplicava. Hulk, com toda a sua força, perdeu diversas bolas para os zagueiros palmeirenses. Além dele, poucos tentaram arriscar. O Flu teve 64% de posse de bola e 11 finalizações, contra sete do Palmeiras.
Apesar do domínio na intermediária ofensiva, ficava cada vez mais difícil acreditar que o time conseguiria furar o bloqueio. Pior ainda foi o primeiro gol sofrido, em um contra-ataque mortal, na primeira finalização palmeirense no jogo. O Fluminense provava do próprio veneno diante do Palmeiras.
No segundo tempo, o cenário se repetiu: o jogo era o mesmo, assim como a falta de coragem para arriscar. Sem chutes e com uma insistente troca de passes de um lado para o outro, sem agredir, o Palmeiras foi lá e fez o segundo. E esteve mais perto do terceiro gol do que o time carioca de conseguir o desconto.

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Marcão, porém, acertou e deu sua última cartada. Investiu no um contra um de Wesley Natã, do sub-20, ainda que na “fogueira” de um jogo grande. De forma surpreendente, ele apareceu na área e venceu a defesa alta e exposta do outro lado. O Flu, que até pouco tempo sofria nesse fundamento, manteve a esperança com um gol pelo alto.
Agora, restam a esperança e a necessidade de fazer algo diferente. Porque, se mantiver o mesmo repertório, o Fluminense provavelmente dará adeus ao sonho do bi da Libertadores. O primeiro passo foi dado: reconhecer as falhas e prometer um time com características diferentes no jogo da próxima quarta-feira.
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