Ex-PM suspeito de chefiar grupo de extermínio é condenado a 33 anos de prisão por homicídio em Ribeirão Preto

O crime foi cometido em 28 de dezembro de 2022, na entrada de uma comunidade no Jardim Jandaia, Zona Norte da cidade, onde a vítima foi atingida por cerca de cinco disparos de arma de fogo.
O julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu no Fórum de Ribeirão Preto, com início às 10h. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público e condenaram o réu por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, para o MP, ele integra um grupo de extermínio.
A Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva para garantia da ordem pública.
O ex-policial militar Yuri Vinícius de Almeida Malta, condenado à prisão por homicídio em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/EPTV
A defesa de Yuri Malta informou que vai recorrer da sentença, sustenta que o acusado possui transtorno de personalidade e que precisa passar por tratamento em um hospital de custódia.
Atualmente, o ex-PM está internado em uma unidade psiquiátrica de custódia.
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A vítima, que era usuária de drogas, levou quatro tiros no abdômen e um nas costas. De acordo com a denúncia, o ex-PM agiu de forma fútil e sem dar chance de reação a Breno.
Uma fotografia do corpo da vítima morta foi localizada posteriormente no celular de Yuri com a frase "A noite terminou assim", elemento apontado pela acusação como demonstração do desejo de se vangloriar diante do grupo.
Perícias que compararam o projétil apreendido no local do homicídio e as armas apreendidas com o réu também reforçaram os elementos de prova do processo.
O ex-policial militar Yuri Vinícius de Almeida Malta (à esquerda) a 33 anos de prisão pela morte de Breno Gomes Huescar, de 47 anos, (à direita) em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/EPTV
Investigação de grupo de extermínio e outras denúncias
Relatórios de investigação indicam que ele é suspeito de envolvimento em pelo menos 16 homicídios e seis tentativas de homicídio na região.
Segundo a Polícia Civil, os integrantes do grupo atuavam invadindo pontos de venda de drogas para executar alvos e roubar entorpecentes e dinheiro dos traficantes.
O histórico da corporação aponta que Yuri ingressou na Polícia Militar em maio de 2014 e foi reformado administrativamente em setembro de 2017, aos 23 anos, por incapacidade decorrente de questões psiquiátricas.
Em 2016, de folga, ele efetuou sete disparos no pátio do batalhão em que trabalhava em São Paulo e acabou atingindo o próprio pé antes de ser contido.
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