Haddad atribui força de Tarcísio a tempo de TV, crise no STF e 'Fla-Flu'

Haddad afirmou que a lógica de "Fla-Flu", ou seja, a polarização, "vale para tudo", e também pesa na eleição estadual. Para ele, essa dinâmica ajuda a explicar por que governantes podem ser reeleitos mesmo quando, na avaliação dele, cometem muitos erros.
O Fla-Flu vale para tudo. Inclusive para isso. O Cláudio Castro foi reeleito. O Ricardo Nunes aqui foi reeleito na capital. Eu já vi tanto governante que está metendo os pés pelas mãos ser reeleito. Pega o Brasil de hoje, você vai ver que esse Fla-Flu atrapalha até nisso. Fernando Haddad
Ao ser questionado sobre o motivo de Tarcísio aparecer à frente, Haddad disse que o governador já teve vantagem maior nas pesquisas. Segundo ele, a pré-campanha e a campanha teriam exposto problemas em áreas como saúde, transporte e saneamento.
Quatro meses atrás, [Tarcísio] estava muito melhor do que está hoje. Porque a pré-campanha e a campanha estão jogando um pouco de luz sobre os problemas do Estado. O CROSS, o Sistema de Regulação da Saúde, está uma droga. O transporte privatizado, 27% a mais de falha, está uma droga. A Sabesp que ele privatizou está outra droga. Recorde de queixa no Procon. O povo vai tomando conhecimento. Fernando Haddad
Haddad também afirmou que enfrenta "vários desafios" na campanha e disse ver "o resultado acontecer" no dia a dia. Ele ainda comparou o cenário a uma disputa anterior e lembrou que, "na véspera da eleição em 2012", estava em terceiro lugar.
Na entrevista, o ministro citou a relação institucional com governos de outros campos políticos e disse que, na vida pública, tende a agir "republicanamente" e buscar parcerias. Ele afirmou que, mesmo em situações de antagonismo político, procurou defender interesses de São Paulo e da capital.
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