Alertas desaparecem, e Rússia é acusada de ocultar possível surto de peste

Shipilova trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk da Sibéria e do Extremo Oriente. Relatos indicaram que ela adoeceu após deixar cair um tubo de ensaio com o patógeno, mas também houve informação de que ela havia retornado de uma viagem à Buriácia, na fronteira com a Mongólia.
Alexei Tsydenov, autoridade regional, inicialmente afirmou que Shipilova morreu de peste e que não havia viajado à Buriácia. Depois, ele alterou a publicação e escreveu que ela "possivelmente morreu de peste".
O órgão sanitário russo afirmou hoje que não detectou casos de peste entre os 187 funcionários que tiveram contato com a técnica nos dez dias anteriores. A Organização Mundial da Saúde informou que a Rússia comunicou não haver casos da doença em Irkutsk; exames identificaram dois casos de Covid-19 e dois de rinovírus entre os contatos.
Autoridades regionais de saúde também classificaram como 'falsas' as notícias de que medidas de quarentena haviam sido implementadas na região. "Nenhuma decisão desse tipo foi tomada até o momento", dizia o comunicado.
Hoje, os Estados Unidos publicaram uma recomendação para seus cidadãos na Rússia. A Embaixada dos EUA na Rússia recomendou que os cidadãos americanos deixem o país "imediatamente" devido à suspeita de peste pneumônica. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que tem uma "ligação programada" com o presidente russo, Vladimir Putin, para tratar do assunto.
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