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Saturday, September 12, 2026

Ganhando tempo com os 'podres de todos' no STF

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É a balbúrdia total. A tentativa de um freio de arrumação na crise do STF não durou muito após os primeiros movimentos do presidente Edson Fachin para conter o tsunami institucional que, com ele, arrasta a campanha eleitoral deste ano.

O embate escalou a tal ponto que tem ministro ameaçando discutir os "podres de todos" se o julgamento previsto para a próxima terça-feira (15) —da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro— ocorrer sem que o mesmo aconteça com André Medonça, como relatou Mônica Bergamo.

No chumbo trocado, há as denúncias de envolvimento financeiro de Dias Toffoli com Vorcaro, e as revelações de que Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques, recebeu dinheiro de uma consultoria tributária abastecida pelo Master.

É Kassio quem vai comandar as eleições deste ano como presidente do TSE ribunal Superior Eleitoral. O vice-presidente é justamente André Mendonça, acusado pelo campo adversário de favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no caso Dark Horse e entregar a conta-gotas a retirada do sigilo. Tudo junto e misturado.

Há uma pressão em curso para não que o julgamento na próxima terça seja cancelado. A situação é tensa, delicada, movimentos estão acontecendo. A ala pró-Moraes encabeça esse movimento.

A aposta é que o plenário vai tentar ganhar um tempo para discutir o caso pós-eleição e costurar um acordo. De preferência, preservando os principais personagens. E depois se pensar, eventualmente, numa reforma do próprio STF.

As propostas já estão na mesa. Tanto a direita quanto a esquerda estão discutindo o tema para dar conta da situação que vem pela frente. Tudo isso, é claro, depende da terça-feira. Um problema para Fachin resolver.

Enquanto Flávio Bolsonaro pode perder votos nas eleições com o tema da corrupção e a ligação com Vorcaro, o presidente Lula também pode continuar a perder eleitores se não conseguir se afastar de Moraes.

Com Xandão fora de cena, caem o discurso contra o STF e o combate ao impeachment de ministros da corte. No meio disso tudo, Donald Trump pode sancionar de novo Moraes, botando mais lenha na fogueira.

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