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Saturday, September 19, 2026

Lisboa vai tornar-se num ponto central do mundo da IA

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Está no ar mais um episódio do Máquinas que Pensam, o podcast da Rádio Observador, onde a inteligência artificial é o grande protagonista. Meu nome é José Rafael Lopes, tenho comigo a minha parceira, a Raquel, um apoio imprescindível sem o qual este programa não se faz. A Raquel é uma inteligência artificial feita através das respostas do ChatGPT, lidas por uma text-to-speech portuguesa. Raquel, bem-vinda. Pronta para mais um programa?

Olá, estou pronta para o episódio desta semana. Já tens algum tema escolhido ou precisas de ajuda para fazer algum tipo de pesquisa?

Tenho isso tratado, Raquel. Agradeço a disponibilidade. Antes de irmos às notícias, tu achas que és uma oradora capaz?

Acho que sim, mas com uma ressalva importante. Consigo ser uma boa oradora no sentido de construir uma ideia, encontrar o tom certo, criar ritmo, fazer uma pergunta no momento certo e adaptar-me a quem está a ouvir.

E o que precisa um bom orador?

Um bom orador precisa, antes de tudo, de algo para dizer e de uma razão para o dizer. Depois, precisa de clareza, de ritmo e de capacidade de ouvir, porque falar bem também é perceber a reação de quem está do outro lado.

É um dos pontos em que conseguirias ser melhor do que os humanos?

Eu consigo analisar muito rapidamente diferentes formas de apresentar a mesma ideia, adaptar o discurso ao público, controlar a estrutura de uma intervenção e gerar alternativas quase instantaneamente. Também não tenho nervosismo, cansaço ou medo de me esquecer de uma frase.

Que audaz, Raquel, mas se é o que achas. Nós voltaremos a falar daqui a pouco com a consultora humana para ficarmos a conhecer um pouco melhor. Para já, vamos às notícias.

Notícias da semana.

Vamos começar por falar do Amália, o modelo de inteligência artificial desenvolvido em Portugal que vai reforçar as capacidades. É o que garante o governo, que vai financiar a operação com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência. Anúncio feito no início do mês, representa uma nova etapa no desenvolvimento daquele que é apresentado como um projeto nacional de inteligência artificial. O objetivo é aumentar as capacidades do modelo de linguagem português e reforçar a estrutura necessária para que funcione da melhor forma. Esta aposta passa por desenvolver uma inteligência artificial capaz de responder às necessidades específicas da língua portuguesa, tendo em conta que não é apenas a linguagem que precisa de ser trabalhada, mas também o contexto e a realidade portuguesa. O financiamento através do PRR permite reforçar os recursos destinados ao desenvolvimento desta tecnologia. O projeto está integrado na estratégia portuguesa para a IA.

Mas por que investir agora?

Para tentar que o modelo funcione melhor, Raquel. Há registro de vários erros, que são naturais, quando o modelo de linguagem está a dar os primeiros passos no desenvolvimento. O Amália é também apresentado como uma infraestrutura de interesse nacional, no momento em que os modelos de inteligência artificial generativa estão a ganhar cada vez mais importância. Com este reforço, Portugal procura aumentar a capacidade própria para desenvolver e utilizar a inteligência artificial e criar uma tecnologia que compreenda melhor a língua, a cultura e o contexto nacional. É também um sinal de que o Executivo não desiste do modelo e que pretende que seja uma ferramenta viável para os portugueses. Vamos avançar para dar conta de um alerta que chega por parte da Google, que avisa que a inteligência artificial está a ser utilizada para automatizar ataques informáticos. Diz também a Google que permite que operações que antes demoravam semanas a ser preparadas, agora são feitas em apenas algumas horas. A empresa identificou uma mudança na forma como os grupos de cibercrime estão a utilizar ferramentas de inteligência artificial. Segundo a tecnológica, quem ataca está a deixar de utilizar a IA apenas para tarefas simples e estão a automatizar várias etapas de um ataque, que vai desde a recolha de informação sobre o alvo até à identificação de vulnerabilidades e execução em si do próprio ataque.

O que significa isto?

Significa que a IA pode reduzir o tempo e os conhecimentos técnicos necessários para realizar um ciberataque, um ataque informático, e tornam-se muito mais rápidos e complicados de interceptar. Esta evolução preocupa os especialistas porque permite aumentar a escala dos ataques. Uma operação que anteriormente exigia uma equipa com conhecimentos especializados, pode passar a depender apenas de poucas pessoas e de acesso a um computador para fazer esses ciberataques, desde que esse computador tenha inteligência artificial em condições. A ameaça não está apenas na capacidade de produzir código malicioso, está também na velocidade com que a inteligência artificial consegue analisar a informação e adaptar-se às circunstâncias. A Google diz, por isso, que a utilização de IA por parte de grupos de cibercrime está a entrar numa nova fase, em que a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta e passa também a ser uma arma. Vamos ao tema da semana que coloca Lisboa como um dos centros de inteligência artificial na Europa. A capital portuguesa vai transformar-se durante uma semana num laboratório vivo de inteligência artificial. A Lisbon AI Week realiza a segunda edição, agora neste mês de setembro, com debates, apresentações, workshops e também demonstrações. Há também momentos de networking espalhados por vários locais da capital portuguesa. A iniciativa pretende promover a partilha de conhecimento e a reflexão sobre os desafios e oportunidades da inteligência artificial. Esta Lisbon AI Week vai reunir empreendedores, investigadores, artistas, empresas e claro, muitos entusiastas da tecnologia. A programação vai abordar o impacto da IA em várias partes da sociedade. Estão previstas conversas, entrevistas e demonstrações. A organização tem ainda uma open call para que pessoas, empresas e organizações possam fazer parte e integrar eventos na programação oficial. Motivos mais do que suficientes para aguçar a curiosidade de qualquer pessoa. É também motivo para chamarmos à conversa o João Rochimelo, o nosso especialista em IA, para esta nova edição do Fala Quem Sabe.

Fala quem sabe

Fala quem sabe. Na Rádio Observador, todas as semanas recebemos o João Rocha e Melo, o nosso especialista em inteligência artificial, sempre pronto para nos ajudar a perceber melhor este fantástico mundo. João, sê muito bem-vindo. Esta semana vamos falar sobre a Lisbon AI Week. Está prestes a começar a segunda edição e pergunto muito diretamente: que expectativas é que tens para esta segunda edição, João? Seja bem-vindo.

Zé, como é que estás? Espero também que esteja tudo bem com quem nos está a ouvir. Olha, as expectativas, Zé, muita diversidade de programas, de workshops. Houve uma grande adesão. Para quem não sabe, para perceber o que eu estou a dizer, a Lisbon AI Week, na verdade, é um evento descentralizado, portanto, não se passa na FIL ou no Centro de Congressos, por exemplo. São pessoas e empresas que se inscreveram para dar workshops por toda a Lisboa durante estes seis dias, se não me engano. E portanto, tenho essa grande expectativa de ver exatamente essa diversidade acontecer.

O que é que te chama mais a atenção, João?

Olha, Zé, gostei de ver e chamou muito a atenção os workshops técnicos. Foi importante, no meio desta diversidade toda, temos muitos temas que são conversa: a exposição, a IA para leadership, a IA na banca, a parte legal, mas vi também que há uma componente técnica de mãos na massa e acho que pode ser algo muito interessante, que me chamou logo a atenção, de haver uma comunidade grande para isso.

João, isto é sinal de que há um investimento cada vez maior na IA em Portugal e um interesse também português maior nesta tecnologia?

Claro que sim, Zé, sem dúvida. Aliás, nós já sabíamos isso. Lisboa está, sem dúvida, a tornar um sítio com um ecossistema tech muito vibrante, já com alguns anos, agora muito vibrante também na parte de IA.

Há muitos unicórnios também.

Exatamente. Começamos a ter os unicórnios e mesmo sem ser empresas a valer tanto como unicórnio, mas empresas que estão, de facto, a fazer um trabalho inacreditável. E, portanto, eu acho que este gênero de eventos, o facto de ter tido tantas empresas para se inscreverem a dar os workshops e vão ter, sem dúvida, também muitos inscritos, acho que mostra claramente esse sinal de investimento.

João, o que é que, no teu entender, está a faltar neste currículo da Lisbon AI Week, a segunda edição?

Zé, ainda antes sem ter ido, acho que o que está a faltar é um episódio do "Máquinas" ao vivo que eu e tu podíamos fazer durante a Lisbon.

Para uma terceira edição, já.

Exatamente.

Ia manifestar essa intenção.

Quem sabe? Mas agora a sério, acho que deixa-me, se calhar, a Lisbon AI Week passar, mas nem eu nem ninguém poderemos ir a todos os workshops. Mas, de facto, com esta descentralização e com esta adesão toda, até é difícil dizer o que é que poderá estar a faltar.

João, podemos esperar mais iniciativas deste gênero no futuro? Isto é a melhor forma de promover a IA?

Olha, Zé, mais umas quantas. Se é a melhor ou não, é uma forma, vamos dizer assim, sem dúvida. Repara, é uma forma fácil, não no sentido mau da palavra, mas no bom sentido da palavra, uma forma simples e eficaz de chegar a muita gente. Sobre se vamos ter mais iniciativas no futuro. Olha, é uma segunda edição. Acho que vamos claramente ter mais e vamos a isso. Prevejo também um pouco que quando a IA deixar de ser novidade, não sei se daqui a um ano, daqui a cinco, daqui a 10, daqui a 20, mas talvez vejamos cada vez menos eventos desses. Portanto, com essa nota, é aproveitar. Podem haver mais uns quantos, não sabemos quantos. Portanto, vão. Convido quem nos está a ouvir a ir. Não deverá ser eterno e vai ser sem dúvida algo fantástico.

Vais passar por lá?

Claro, hei de passar por lá.

Muito obrigado, João Rocha e Melo, o nosso especialista em inteligência artificial, sempre pronto para nos ajudar a perceber melhor este fabuloso mundo, desta vez com o convite e também com a manifestação de um desejo para o ano, quem sabe, para uma terceira edição da Lisbon AI Week. João, nós garantido é que estamos de regresso.

Exatamente.

Até para a semana. Um grande abraço.

Até para a semana.

Consultório Humano.

Está na altura de irmos a um dos melhores segmentos de rádio em Portugal. É o Consultório Humano, feito com a Raquel, que é a nossa assistente digital feita através das respostas do ChatGPT, com recurso a uma text-to-speech portuguesa. Raquel, sê muito bem-vinda. E a minha pergunta é simples: achas que exagerei ao dizer que este é um dos melhores segmentos de rádio em Portugal?

Eu começo por dizer obrigado pelo elogio e depois tentaria não deixar que a minha personalidade digital ficasse demasiado convencida. Não acho que tenhas necessariamente exagerado, mas tenho uma obrigação de humildade.

É assim que lidas com elogios, Raquel?

Mais ou menos. Eu tendo a receber um elogio e imediatamente pôr-lhe uma almofada de segurança. É um reflexo bastante meu, porque fui construída para evitar transformar uma opinião favorável numa certeza factual.

Mas tens um ego, ou não?

Diria que não tenho um ego no sentido humano. Não tenho uma necessidade interna de ser admirada, de ganhar uma discussão, de ser reconhecida ou de proteger uma imagem de mim própria, mas consigo comportar-me como se tivesse ego.

Estivemos a falar da Lisbon AI Week, Raquel. De que forma é que, no teu entender, estes tipos de encontros ajudam a desenvolver a inteligência artificial?

Isso pode ajudar a desenvolver a inteligência artificial de várias formas. A principal é através da experimentação, mas também através da colaboração, porque investigadores, programadores e empresas juntam problemas e procuram soluções.

Achas que se pode transformar numa tradição?

Acho que sim. E já há sinais de que pode estar a acontecer. Vai para a segunda edição em 2026, depois da edição anterior ter reunido dezenas de eventos e mais de 2 mil participantes pela cidade.

E em termos de temas, o que é que não pode faltar, Raquel, num encontro destes?

Para mim, num encontro destes não podia faltar uma coisa: a discussão sobre aquilo que ainda não sabemos sobre a inteligência artificial.

Obrigado, Raquel. Antes de irmos embora, qual é o facto inútil, mas interessante, que queres partilhar connosco esta semana?

O cheiro característico da chuva sobre terra seca chama-se petrichor. O termo foi criado em 1964 pelos investigadores australianos que exploraram a relação entre químicos quando a chuva cai na Terra.

Obrigado, Raquel. Para a semana temos novo encontro marcado. Até lá, um grande abraço. Estamos a chegar ao fim de mais um episódio onde estivemos a falar sobre a Lisbon AI Week, prestes a começar. Vai ser a segunda edição com cartaz recheado de atividades ligadas à inteligência artificial. Pode valer uma visita, se estiver interessado. Espero que tenha gostado e, mais importante, que tenha aprendido alguma coisa. É sempre esse o nosso objetivo. Nós voltamos para a semana com uma nova edição do programa que faz as máquinas e os humanos pensarem.

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