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Saturday, September 19, 2026

OpenAI projeta fluxo de caixa negativo em US$ 280 bilhões até 2030

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San Francisco e Nova York |Financial Times A OpenAI prevê consumir quase US$ 280 bilhões (R$ 1,4 tri) até o fim de 2030, ressaltando suas enormes necessidades de financiamento no longo prazo. A estimativa surge em meio a busca da empresa de inteligência artificial por uma avaliação superior a US$ 1,2 trilhão (R$ 6,1 tri) em novas negociações de investimento.

A empresa espera registrar fluxo de caixa livre negativo de US$ 278 bilhões ao longo dos cinco anos entre 2026 e 2030, à medida que investe agressivamente para ampliar seu acesso à capacidade computacional, segundo um documento recente ao qual o Financial Times teve acesso.

A estimativa coloca as despesas muito acima das receitas, que devem crescer dez vezes no mesmo período, de US$ 36 bilhões (R$ 185 bi) neste ano para US$ 350 bilhões (R$ 1,8 tri) em 2030. No total, a empresa estima contabilizar US$ 840 bilhões (R$ 4,3 tri) em receita entre agora e o fim de 2030.

Pessoas conversam em estande iluminado com letreiro 'OpenAI' em evento interno. Ambiente escuro com luzes focais destaca o nome da empresa.
Estande da OpenAI em feira de tecnologia em San Francisco, nos EUA - Carlos Barria - 17.set.26/Reuters

A dona do ChatGPT pede aos investidores —muitos dos quais já injetaram dezenas de bilhões de dólares na empresa— que apoiem seus agressivos planos de gastos, prometendo que os retornos futuros justificarão essa confiança.

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O laboratório de IA, avaliado em US$ 852 bilhões (R$ 4,4 tri), iniciou recentemente negociações para uma nova e significativa rodada de financiamento, informou o FT nesta semana. Investidores procuraram a empresa para discutir aportes com base em uma avaliação de US$ 1,2 trilhão. A OpenAI quer uma avaliação mais alta, segundo uma pessoa próxima à empresa.

A capacidade da OpenAI de atender às suas enormes necessidades de financiamento é fundamental para uma rede de acordos financeiros e contratos de hardware que a empresa montou na tentativa de garantir capacidade computacional escassa.

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Grandes grupos de tecnologia, da fabricante de chips Nvidia à Oracle e ao negócio de data centers do SoftBank, dependem fortemente de contratos com a OpenAI para suas receitas futuras.

A OpenAI prevê gastar cerca de US$ 856 bilhões (R$ 4,4 tri) com capacidade computacional e infraestrutura até o fim de 2030, de longe sua maior despesa individual.

A enorme queima de caixa projetada evidencia a pressão sobre os negócios da OpenAI. Após captar US$ 122 bilhões (R$ 627,1 bi) em março, a empresa caminha para esgotar esses recursos em 2028, sugere o documento interno.

Para sustentar seu crescimento, a OpenAI precisa investir centenas de bilhões de dólares em data centers e capacidade computacional para treinar e operar seus modelos. A empresa também reduziu drasticamente os preços enquanto busca conquistar clientes da rival americana Anthropic e afastar a ameaça de modelos mais baratos vindos da China.

Há sinais de que os elevados gastos podem trazer retorno: o lançamento de novos modelos levou a um aumento de cerca de 20% na receita anualizada da OpenAI em julho. Em uma projeção anterior, feita em maio, o grupo previa um fluxo de caixa livre negativo ainda maior, de US$ 305 bilhões (R$ 1,5 tri).

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A OpenAI pretendia realizar um IPO (oferta pública inicial de ações) neste outono do hemisfério norte, e apresentou confidencialmente a documentação à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) em junho. Desde então, porém, adiou o processo, citando a crescente preocupação pública com os riscos representados por sistemas de IA que avançam rapidamente.

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Segundo alguns investidores, o adiamento também é motivado pelo receio de como o mercado acionário poderia receber uma empresa que acumula prejuízos tão elevados. A rival Anthropic não desistiu dos planos de abrir capital neste outono, em uma operação que pode ser a maior da história.

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