Na Globo, Flávio erra sobre 'Dark Horse' e ao citar documentário de Lula

FALSO. Diferentemente do que Flávio menciona, o Brasil não enfrenta um recorde de empresas falidas, mas, sim, de empresas inadimplentes (aqui) e em recuperação judicial. O UOL Confere já mostrou que, na verdade, o Brasil tem apresentado queda no número de falências nos últimos anos. Além disso, o processo de recuperação judicial é diferente de falência, uma vez que a primeira é uma tentativa de acordo entre a companhia e seus credores, para renegociar as dívidas sem que a empresa feche as portas. Se o plano de negociação for rejeitado, aí sim a falência é decretada.
O candidato também reproduz uma desinformação que circulou nas redes sociais bolsonaristas ao longo deste ano que afirma que mais de 232 empresas estariam deixando o Brasil de forma massiva com direção ao Paraguai por causa do governo Lula. Na verdade, o número se refere à quantidade de empresas que expandiram a produção para o país vizinho entre 2007 e 2026, e que ainda mantêm operações no Brasil, como mostraram as agências de checagem Aos Fatos, Lupa e AFP Checamos (aqui, aqui e aqui).
Olha o local onde o ex-ministro da Justiça de Lula entrou sem nenhum policial, sem nenhum segurança, numa favela aqui no Rio de Janeiro, chamada Complexo da Maré
FALSO. Flávio Bolsonaro recicla uma desinformação sobre Flávio Dino, associando-o a uma suposta ligação com facções criminosas. Em 2023, quando era ministro da Justiça, Dino foi ao Complexo da Maré, no Rio. Ele foi à comunidade a convite da ONG Redes da Maré para participar de um evento sobre segurança naquela região. A ida do ministro ao local mobilizou diversas forças de segurança, como as polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, além do apoio do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (aqui).
Com o presidente Bolsonaro, as estatais deram R$ 18 bilhões de superávit ou de lucro. Com o Lula, já são R$ 36 bilhões de prejuízo dessas estatais.
EXAGERADO. Desde o início do mandato de Lula, as empresas estatais sob gestão do governo federal registraram déficit primário de R$ 2,27 bilhões em 2023, R$ 8,07 bilhões em 2024 e R$ 5,87 bilhões em 2025, considerando anos completos. Dados divulgados em julho pelo Banco Central mostraram que, no primeiro semestre de 2026, o déficit acumulado foi de R$ 7,6 bilhões (aqui). A soma de tudo isso dá R$ 23,81 bilhões, valor menor que o citado por Flávio.
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