Daily MaverickDrought-hit Kenya should lift ban on GMO maize imports to prioritise its food securityESPN Deportes¡EN VIVO! Alexander Zverev vs. Ben Shelton, por la final del US Open 2026ESPN25 years after 9/11, Strahan, Testaverde, others relive the emotional memoriesThe Jerusalem Post'Death of a Democracy': Exploring the rise and fall of Weimar Germany - reviewוואלהחמישה קטינים נעצרו בחשד למעורבות באירוע דקירה בחולוןRTP DesportoEnric Mas confirma triunfo após 21.ª etapa vencida por Tobias Halland JohannessenInquirerRidon: AMLC report will confirm P6.7-B Duterte-Carpio transactionsVarietyCourteney Cox Remembers ‘Scream’ Co-Star Hayden Panettiere: ‘She’s a Really Wonderful Actor’Global NewsRCMP investigate Halifax-area arson, say fire linked to 2 others in past weekIl Fatto QuotidianoBen Gvir e il ministro della Cultura attaccano i registi di Naza: “Tradimento di Stato, andatevene”Wirtualna PolskaŁoś na torach w Warszawie. Poważne utrudnieniaCNN بالعربيةجدل حول صحة هدف فوز السيتي في ديربي مانشستر.. وهيئة التحكيم توضح
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, September 13, 2026

Eleição, poder e STF: como a crise na Corte mexe com a opinião pública

Translate

A crise mais grave enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em sua história recente ainda não alterou de forma relevante a intenção de voto dos brasileiros, mas deu continuidade a uma percepção crítica sobre o papel da Corte: a maioria da população considera que os ministros têm poder excessivo.

Segundo pesquisa Datafolha encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, 76% dos entrevistados afirmam que os ministros do STF têm poder demais. Ao mesmo tempo, 71% dizem que o tribunal é essencial para a democracia, revelando uma avaliação ambígua sobre a instituição.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 125 cidades entre terça-feira, 8, e quinta-feira, 10, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi realizada em meio à crise envolvendo ministros do STF, investigações da Polícia Federal sobre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e uma disputa interna na Corte.

Apesar da turbulência, a intenção de voto para presidente permaneceu praticamente estável. As acusações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes não alteraram a escolha de 85% dos eleitores, enquanto as relacionadas ao ministro André Mendonça não mudaram a decisão de 86% dos entrevistados.

A crise no STF ganhou força após a divulgação de documentos e mensagens relacionados às investigações sobre o Banco Master. O caso envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, preso durante a investigação que apura suspeitas de fraudes bilionárias.

Parte dos documentos analisados pela Polícia Federal apontou possíveis conexões entre Vorcaro e integrantes do Supremo, incluindo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

No caso de Moraes, a PF identificou mensagens e contatos entre o ministro e o banqueiro. Também veio a público um contrato de consultoria estratégica entre o escritório de advocacia da esposa de Moraes e o Banco Master.

Moraes negou irregularidades e afirmou que as acusações distorcem os fatos, rejeitando a existência de atuação para beneficiar Vorcaro.

No caso de Toffoli, relatórios da PF levantaram suspeitas relacionadas a um fundo de investimento no Caribe ligado a recursos associados a Vorcaro e a um empreendimento turístico em que a família do ministro possui participação.

Toffoli negou recebimento de valores, rejeitou ter relação de amizade íntima com o banqueiro e afirmou que sua participação em um evento financiado por Vorcaro ocorreu a convite de Moraes.

Embora a crise não tenha provocado uma mudança significativa na intenção de voto, a percepção sobre o funcionamento da Corte mudou o foco do debate público.

Para 77% dos entrevistados, a população brasileira confia menos no STF hoje do que no passado. A avaliação sobre o excesso de poder dos ministros aparece de forma diferente entre grupos políticos. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 85% afirmam que o STF tem poder demais. Entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esse percentual cai para 67%.

A diferença também aparece quando os entrevistados avaliam o papel democrático da Corte. Entre eleitores de Flávio, 63% consideram que o STF defende a democracia. Entre os eleitores de Lula, o índice chega a 81%.

Crise chegou ao ambiente político

O caso também passou a fazer parte da disputa eleitoral. Flávio Bolsonaro passou a associar Lula ao ministro Alexandre de Moraes, enquanto aliados do governo passaram a criticar decisões e movimentos relacionados ao ministro André Mendonça.

O embate ganhou força após Mendonça liberar documentos sigilosos do caso Banco Master aos quais Moraes havia tido acesso.

Moraes questionou a legalidade dos atos e apontou possível direcionamento político. A resposta veio com uma decisão de Mendonça determinando o afastamento do diretor-geral e do chefe de inteligência da Polícia Federal.

O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as medidas e marcou uma sessão para discutir a conduta de Moraes. A tentativa de conter o conflito, porém, não encerrou a disputa.

Posteriormente, após críticas sobre a divulgação seletiva de informações, documentos do caso foram liberados integralmente.

A pesquisa indica que o episódio chegou a uma parcela significativa da população. Cerca de 66% dos entrevistados afirmam conhecer o caso envolvendo Moraes. Entre esses, 26% dizem estar bem informados.

O nível de conhecimento é maior entre eleitores de Flávio Bolsonaro: 75% afirmam conhecer o episódio, contra 61% entre eleitores de Lula.

No impacto sobre voto, porém, a mudança foi limitada. Entre os eleitores de Lula, 8% disseram ter ficado em dúvida sobre sua escolha por causa do caso, enquanto entre apoiadores de Flávio o índice foi de 5%.

Em relação às suspeitas envolvendo André Mendonça, o conhecimento é menor. 45% afirmam conhecer o teor das acusações, sendo que 22% desse grupo se considera bem informado.

View the original on Exame

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.