Maiores escolas de ciência da Europa reúnem-se em Lisboa

Cerca de 180 reitores e decisores das maiores escolas de ciência e tecnologia da Europa reúnem-se em Lisboa, esta semana, para discutir como pode a investigação científica transformar a capacidade tecnológica e industrial dos países.
A inteligência artificial e as tecnologias digitais, o espaço e o mar são as três grandes linhas de discussão, disse à agência Lusa o presidente do Instituto Superior Técnico (IST), Rogério Colaço, sublinhando que o objetivo destes encontros é influenciar as políticas europeias com recomendações saídas do debate científico.
A reunião anual da CESAER (Conference of European Schools for Advanced Engineering Education and Research), uma associação que integra mais de 50 universidades em 25 países, decorre no IST entre os dias 21 e 23.
Tendo como tema global as tecnologias que podem preparar a Europa para enfrentar os desafios do futuro, a conferência apresenta-se como um momento de reflexão face à perda de terreno perante os EUA e a China nestas matérias.
No que diz respeito ao mar, Rogério Colaço admite a importância da componente defesa e soberania, que poderá constar da discussão, a par das questões da biodiversidade e da economia do mar.
“Haverá essa discussão de quais os rumos em que as universidades podem contribuir para este desenvolvimento”, antecipou o presidente do Técnico.
“A defesa imagino que também estará presente em alguns dos painéis, sobretudo neste momento atual, em que vivemos, em que é um tema muito premente e em que as questões relacionadas com a defesa são também muito científicas e muito tecnológicas. Há muito desenvolvimento, há muita inovação a acontecer neste momento”, afirmou.
Os organizadores pretendem explorar a forma como a Europa pode reforçar a capacidade em tecnologias críticas, preservando simultaneamente “a abertura, a excelência e a colaboração internacional que sustentam o progresso científico”, de acordo com o programa da conferência.
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