Mãe acusada de matar filha envenenada em SP será levada a júri popular

Mãe da vítima virou ré pelo crime em 29 de abril. A promotoria afirma que motivação do crime foi patrimonial. Segundo a denúncia, Nathália foi envenenada de forma premeditada. Elizabete enfrentava graves dificuldades financeiras e era viciada em jogos de azar, tendo recorrido com frequência à ajuda da filha para quitar dívidas.
Elisabete e o filho dela, o médico Luiz Antônio Garnica, também serão levados a júri popular pela morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, em março de 2025, em Ribeirão Preto (SP). Larissa era esposa de Luiz. Mãe e filho são acusados de envenenar progressivamente a vítima com "chumbinho". Segundo o MP (Ministério Público), o médico matou a esposa com a ajuda da mãe para evitar a partilha dos bens do casal e poder viver seu romance com a amante. Eles negam o crime.
A defesa de Elisabete não foi localizada para pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
O que a acusada disse à Justiça
Em interrogatório, Elisabete disse que não matou a filha e é inocente. Segundo a decisão de hoje, na data, a ré confirmou ter ido à casa de Nathália no dia da morte dela porque a filha ligou e disse que estava com suspeita de dengue e muita febre. De acordo com a acusada, elas ficaram juntas, a filha trabalhou no dia seguinte, mesmo com mal-estar, e retornou para casa à tarde. A mulher teria dormido, acordado e dormido novamente. Por volta das 23h30, Elisabete disse ter checado que a filha estava dormindo e não tinha mais febre. Meia hora depois, voltou a verificar como a filha estava, mas ela não acordava.
Elisabete alega ter ligado para os outros dois filhos, Luiz era um deles, após perceber que a filha não acordava e uma deles acionou o Samu. Ainda declarou que não ligou para a emergência porque pensava que a filha havia tomado algum remédio para dormir e, por isso, não acordava. Ela negou ter vício em jogos e apostas, e afirmou não ter descontrole financeiro. Por fim, disse não conhecer o veneno encontrado no corpo da filha e afirmou que não tinha a substância na casa dela ou na de Nathália.
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