Ary Mirelle comemora Dia do Nordestino e rebate xenofobia: 'Meu sotaque é parte de quem sou'

Esposa de João Gomes, influenciadora pernambucana destaca a importância da representatividade e da valorização das raízes
Ary Mirelle, de 24 anos, comemora o Dia do Nordestino, nesta quinta-feira (08). A influenciadora digital pernambucana, que é esposa de João Gomes, falou em entrevista exclusiva à Quem sobre a importância da data, a representatividade regional nas redes sociais e como encara o impacto de sua visibilidade na vida de outras mulheres.
“Ser jovem, mãe e nordestina com um público tão grande que me acompanha é muito especial para mim. Saber que posso tomar decisões importantes e ajudar pessoas me faz enxergar muito além. É uma oportunidade de influenciar positivamente, de mostrar que nós, nordestinas, temos uma força e uma resistência que merecem ser celebradas todos os dias”, diz ela, que tem Jorge e Joaquim com o cantor.
Orgulhosa de sua origem, Ary reflete sobre as dificuldades que já enfrentou, como episódios de xenofobia, especialmente nas redes sociais. “Já passei por situações muito tristes na internet. Constantemente recebo comentários como ‘não sabe nem falar’, ‘que dicção horrível’, ‘fala arrastado’, ‘fala com preguiça’. Muitos acham que falar com sotaque é motivo de piada. Leio coisas assim todos os dias, e sei que não estou sozinha, muitas pessoas da minha terra também sofrem com esse tipo de ataque. Mas não deixo isso me abalar. Meu sotaque é parte de quem eu sou, e tenho muito orgulho disso”, rebate.
Em meio a essa realidade, a influenciadora faz questão de utilizar suas plataformas digitais para destacar a cultura de sua região. Para ela, é fundamental manter vivas as tradições nordestinas e mostrá-las ao público que a acompanha.
“Eu sempre tento trazer um pouco da cultura nordestina para minhas redes sociais. Seja mostrando as comidas típicas, danças, o forró, a forma como a gente vive e as nossas celebrações. Acho muito importante preservar essas tradições e fazer com que as pessoas se orgulhem de onde vieram. Isso ajuda a fortalecer nossa identidade e a história que carregamos”, acredita.
Para Ary, um dos maiores reconhecimentos de seu trabalho é saber que sua trajetória inspira outras mulheres nordestinas a acreditarem em seu próprio potencial. “Quando vejo mulheres me contando que se sentem motivadas por me acompanharem, isso me dá ainda mais energia para continuar. Porque nós, nordestinas, somos pessoas felizes e acolhedoras”, conclui.
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