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Thursday, October 15, 2026

Ato pró-Flávio de alunos do Mackenzie tem clima de festa e coro transfóbico contra Erika Hilton

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Com funk, clima de festa e coro transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie realizaram um ato nesta quarta-feira (14) na rua Maria Antônia, em São Paulo, em favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

A manifestação ocorreu na frente da entrada do Mackenzie e da antiga sede da USP (Universidade de São Paulo), onde estudantes das duas instituições entraram em conflito em 1968, na ditadura militar.

Os estudantes chamaram o presidente Lula (PT) de ladrão, disseram que a juventude de direita vai "retomar as universidades" da esquerda e reiteraram o apoio a Flávio. O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), mais votado do estado, convocou o ato e discursou, atacando Erika.

Em referência à fala da deputada, em entrevista à Folha, de que nada tem em comum com Pavanato e com Nikolas Ferreira (PL-MG), Pavanato disse no ato desta quarta: "Nós temos sim algo em comum", ao que apoiadores responderam com o coro transfóbico: "Au, au, au, a Erika tem pau". O deputado eleito não cantou junto e pediu calma.

Imediatamente após o ato, questionado pela reportagem se temia ser denunciado por transfobia pela fala, Pavanato disse: "Por quê? Só o que falei foi que temos algo em comum, e é verdade. Todos os seres humanos têm algo em comum, e nós dois somos deputados, mas eu fui mais votado do que ela."

A direita bolsonarista tenta mostrar força e reagir a manifestações de jovens de esquerda que dominaram o noticiário no segundo turno até aqui.

Na terça-feira (13), por exemplo, Brasília, São Paulo e pelo menos outras nove capitais brasileiras registraram atos a favor da reeleição de Lula, enquanto nesta quarta movimentos sociais em Goiânia, com a presença de Guilherme Boulos (PSOL), e Florianópolis se reuniram em apoio ao presidente.

As manifestações fazem parte de uma série de manifestações que, desde a última semana, tentam reverter o resultado do primeiro turno das eleições, realizado no último dia 4. Flávio alcançou 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula.

Outras manifestações da esquerda, muitas delas convocadas por entidades estudantis, foram registradas nos últimos dias no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Manaus.

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O Mackenzie, uma das universidades mais tradicionais de São Paulo, proibiu manifestações partidárias no campus de Higienópolis no último dia 6. A instituição afirmou ter tomado conhecimento, pelas redes sociais, de eventos convocados sem autorização prévia. Um deles era um encontro de apoio a Lula pelo grupo estudantil Mackenzie com Lula.

Segundo a universidade, diversas pessoas manifestaram preocupação com a assembleia. O comunicado diz que, diante disso, a reitoria observou a "necessidade de zelar pela segurança e bem-estar de todos" e decidiu pela "não autorização de qualquer manifestação partidária nas dependências do campus".

Alguns dos estudantes que discursaram no ato da direita nesta quarta exaltaram a ditadura militar e relembraram a Batalha da Maria Antônia, em 1968 quando estudantes da USP contrários ao regime e alunos do Mackenzie, favoráveis, se enfrentaram na rua no centro de São Paulo.

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