SK Hynix e Samsung modernizam fábricas na China para produzir chips mais avançados
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Samsung e SK Hynix modernizam fábricas chinesas de memória NAND, segundo a Reuters. Esse tipo de chip equipa dispositivos de armazenamento. Empilhar mais camadas permite guardar mais informação. O setor também está sujeito a controles americanos sobre equipamentos.
A Samsung e a SK Hynix estão modernizando fábricas na China para produzir memórias mais avançadas, segundo investimentos das próprias empresas apresentados nesta quarta-feira, 21. A iniciativa busca atender à demanda de inteligência artificial e enfrentar a chinesa YMTC.
O foco são chips NAND, usados no armazenamento de dados, e não os processadores que executam modelos de IA. A expansão dos data centers também impulsiona esse mercado: no segundo trimestre, a receita da SK Hynix com discos de estado sólido corporativos dobrou em relação aos três meses anteriores.
Segundo a Reuters, a Samsung prepara a fábrica de Xi'an para NAND de 286 camadas; a SK Hynix quer avançar de 192 para pelo menos 240 camadas em Dalian. Ambas confirmaram obras em consulta com Washington, sem detalhar a produção.
Por que as camadas importam
Na memória NAND tridimensional, as células que guardam informações são empilhadas. Aumentar o número de camadas permite colocar mais armazenamento em uma mesma área — uma diferença importante para equipamentos que precisam guardar grandes volumes de dados.
A corrida não é apenas por mais chips, mas por chips capazes de guardar mais informação.
A nona geração de V-NAND da Samsung começou a ser produzida em abril de 2024. No anúncio daquele produto, a empresa informou um aumento de aproximadamente 50% na densidade de bits e redução de 10% no consumo de energia em relação à geração anterior.
A SK Hynix também já oferece produtos com um número maior de camadas. Em abril de 2026, anunciou o fornecimento de um SSD para computadores baseado em NAND de 321 camadas, com versões de 1 TB e 2 TB. A tecnologia combina o empilhamento com células capazes de guardar quatro bits cada uma.
A pressão por armazenamento também chega ao consumidor. Data centers e computadores domésticos disputam componentes, e a prioridade dada aos grandes compradores de infraestrutura de IA ajuda a encarecer SSDs usados em PCs.
Onde entram as restrições dos Estados Unidos
Em agosto de 2025, o Bureau de Indústria e Segurança dos EUA, conhecido pela sigla BIS, anunciou o fim de autorizações que permitiam a determinadas fábricas estrangeiras na China receber equipamentos e tecnologia sem licenças individuais.
Na ocasião, o órgão disse que pretendia autorizar o necessário à operação das instalações existentes, mas não à ampliação da capacidade ou à atualização tecnológica. Isso torna importante distinguir a continuidade da fábrica da aprovação de novos equipamentos.
A política anunciada pelos EUA separa a manutenção das fábricas existentes da expansão de sua capacidade.
A busca por alternativas de produção também alcança os Estados Unidos. Em setembro, a SK Hynix discutia com a Intel a possibilidade de fabricar chips em solo americano. As conversas eram exploratórias e incluíam a hipótese de usar parte de uma instalação planejada em Ohio, sem decisão anunciada naquele momento.
Perguntas frequentes
Quais fabricantes modernizam unidades na China? +
Samsung e SK Hynix, segundo a Reuters.
Para que serve a memória NAND? +
Ela armazena dados sem precisar de alimentação contínua. É utilizada em SSDs e no armazenamento de celulares, entre outros dispositivos.
Mais camadas significam o quê? +
Mais células podem ser empilhadas numa mesma área. Isso ajuda a aumentar a quantidade de informação que o chip comporta.
NAND é a mesma coisa que DRAM? +
Não. A NAND preserva arquivos sem energia; a DRAM funciona como memória de trabalho enquanto o equipamento está ligado.
Já existem produtos com mais de 300 camadas? +
Sim. A SK Hynix anunciou em abril de 2026 o fornecimento de SSDs para computadores com NAND de 321 camadas.
O que os EUA anunciaram sobre essas fábricas? +
Em 2025, o BIS retirou autorizações de exportação sem licenças individuais. O órgão disse que pretendia permitir a operação das instalações existentes, mas não conceder licenças para ampliar capacidade ou atualizar tecnologia.
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