Preço de casas novas cai pelo 40.º mês consecutivo na China

Os preços das casas novas na China caíram em setembro pelo 40.º mês consecutivo, prolongando a crise imobiliária no país, embora a um ritmo inferior ao registado em agosto, segundo dados divulgados esta segunda-feira.
Os preços em 70 cidades selecionadas recuaram 0,14% face a agosto, segundo cálculos efetuados com base nos dados divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas chinês, depois de uma queda de 0,17% no mês anterior, face a julho.
Das 70 cidades analisadas, 49 registaram descidas nos preços das habitações novas, o mesmo número de agosto, enquanto 17 apresentaram aumentos, incluindo Xangai, no leste do país, e Cantão e Shenzhen, no sudeste, acima das 15 registadas no mês anterior.
Os cálculos baseados nos dados oficiais revelaram também uma descida de 0,26% nos preços das casas em segunda mão em setembro, uma contração menos acentuada do que os 0,31% registados em agosto.
Neste segmento, os preços aumentaram em apenas nove das 70 cidades analisadas, incluindo Xangai, Cantão, Shenzhen e Pequim, o triplo das três cidades que tinham registado subidas no mês anterior.
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Em contrapartida, 59 cidades registaram quedas nos preços das habitações usadas.
Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram várias medidas para travar a crise do mercado imobiliário, uma questão que preocupa o Governo devido às suas implicações para a estabilidade social, uma vez que a habitação constitui um dos principais veículos de investimento das famílias chinesas.
A crise imobiliária é também um dos principais fatores por detrás do abrandamento da economia chinesa nos últimos anos.
Segundo estimativas de alguns analistas, o setor imobiliário, incluindo as atividades económicas indiretamente relacionadas, chegou a representar cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
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