3h. Macron nega alerta da CIA sobre ataque russo com drones
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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
Muito boa noite. O presidente francês nega que a CIA tenha alertado França para um possível ataque russo com drones na Europa. Em entrevista conjunta às televisões TF1 e France 2, Emmanuel Macron disse que os serviços secretos franceses não receberam qualquer aviso da agência norte-americana. Ainda assim, o chefe de Estado francês admite que as tensões estão a aumentar na Europa. Podemos desmentir essa informação. A CIA não informou os serviços franceses sobre tal ataque, e o ministro da Defesa italiano também não. Por isso, quanto a isso, posso dizer-vos que não. Por outro lado, sim, há uma situação em que a tensão está a aumentar, o que é preocupante, evidentemente, para a Ucrânia, que se encontra em guerra direta com a Rússia, e também para nós europeus, porque especialmente nas últimas semanas, os atos hostis têm-se multiplicado um pouco por toda a Europa. O presidente francês Emmanuel Macron nega que a CIA tenha alertado França para um possível ataque russo com drones na Europa. A informação tinha sido avançada pelo jornal espanhol "El Mundo", que noticiou que Espanha, França e Itália poderiam ser alvo de uma operação russa, com drones lançados a partir de navios mercantes. Macron admite, ainda assim, que França possa vir a ser alvo de um ataque deste tipo. Diz que um cenário semelhante ao ataque com drone carregado de explosivos no aeroporto de Leipzig, na Alemanha, pode acontecer também em território francês. Portugal apela ao diálogo entre o Irão e os Estados Unidos. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, esteve reunido em Nova Iorque com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi. Numa publicação na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros diz que no encontro, Portugal defendeu que os canais de comunicação permaneçam abertos e que a diplomacia prevaleça sobre uma escalada das tensões. Portugal volta em janeiro de 2027 ao Conselho de Segurança da ONU como membro não permanente, onde diz que continuará a defender o direito internacional, a não proliferação nuclear e a proteção dos civis. E o primeiro-ministro Luís Montenegro apela ao fim do "masoquismo coletivo" que considera estar a causar a escalada dos preços dos combustíveis. Luís Montenegro discursou esta quinta-feira na Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde abordou, entre outros temas, a crise energética. Diz que é preciso encerrar rapidamente este capítulo.
Esta é uma crise insensata, porque é má para todos. E nós temos de acabar com esta espécie de masoquismo coletivo. E temos de o fazer rapidamente para encerrar este capítulo, que é um capítulo que gera um prejuízo para todos. Todos temos o dever de aprender com as lições da crise dos anos 70 e evitar o que então aconteceu. Seremos também todos julgados pela forma como formos capazes de lidar com este desafio.
Luís Montenegro no discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde apelou ainda ao fim da tragédia humanitária no Médio Oriente e insistiu ser necessário caminhar para uma solução de coexistência de dois Estados, Israel e a Palestina. O primeiro-ministro discursou numa sala algo vazia, isto porque a intervenção anterior foi a de Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro israelita afirmou que acusar Israel de genocídio é a maior mentira do século e acusou as delegações que abandonaram a sala no início da intervenção de cobardia moral. De regresso a Portugal, uma bombeira ficou gravemente ferida em Resende, no distrito de Viseu, na sequência da queda de uma árvore de grande porte. Isto numa altura em que no centro das preocupações das autoridades continua o incêndio de Odemira, no distrito de Beja, e que já se alastrou a Silves. Disso mesmo dá conta o oficial de operações Paulo Santos, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, à Rádio Observador.
O incêndio mais preocupante é o de Nave Redonda, no Conselho de Odemira. Isto porque o incêndio desenvolve-se com várias frentes, ainda sem possibilidade de ser dominado. A registrar um despiste do veículo florestal de combate a incêndios do Corpo de Bombeiros de Portimão, do qual resultaram dois feridos leves.
Paulo Santos a dar também conta de dois feridos leves do Corpo de Bombeiros de Portimão, na sequência de um despiste. A Proteção Civil garante que não houve evacuações de zonas habitacionais, mas mantém a recomendação de precaução. As chamas obrigaram ao corte de algumas linhas ferroviárias, que já foram, entretanto, reabertas. Paulo Santos dá ainda conta de dificuldades dos meios em chegar ao teatro de operações.
Estes dois incêndios estão a desenvolver-se numa área cujo combustível está extremamente seco e, portanto, está a desenvolver-se de uma forma bastante rápida, quer pela influência do vento, quer também na zona de Odemira, agora pela influência da serra. Muitos dos meios ainda não conseguiram chegar sequer ao teatro de operações. Se estiverem agora nas próximas horas no teatro de operações
Julgamos estarem reunidas condições para se iniciar o domínio do incêndio.
O oficial de operações Paulo Santos, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, à Rádio Observador. No combate às chamas estão empenhados cerca de 430 operacionais, apoiados por quase 150 viaturas. No distrito de Beja, lavra também um outro incêndio em Ourique, mas os bombeiros já conseguiram dominar as chamas. O governo endurece a contribuição de solidariedade temporária para as empresas de refinação. A proposta do Executivo introduz uma nova forma de calcular os lucros da refinação, com o objetivo de aumentar o valor sujeito ao imposto e assim a receita do Estado. A mudança surge depois da contribuição de 2022 ter rendido muito menos do que estava previsto. O governo socialista de então esperava arrecadar entre 50 e 100 milhões de euros, mas as contribuições sobre a energia e a distribuição relativas a 2022 e 2023 rondaram apenas os oito milhões. À semelhança do que aconteceu nesses dois anos, a contribuição mantém uma taxa de 33% e aplica-se à parte dos resultados de 2026 que ultrapassem em 20% a média dos lucros tributáveis registados em 2024 e 2025. O novo regime é exclusivo de Portugal e não europeu, como aconteceu anteriormente. A proposta do governo terá ainda de ser aprovada na Assembleia da República. E para amanhã, sexta-feira, está marcada uma marcha lenta de caminhões que deverá impactar três autoestradas, incluindo a A1. Os caministas protestam contra o aumento dos preços dos combustíveis. A iniciativa é organizada por empresários dos setores da extração de materiais, terraplanagem, escavação e transporte de terras. A passagem da fila de mais de 400 veículos caminhões deve coincidir com o período de maior tráfego, entre 08h e 10h, num trajeto que começa em Paredes e segue em direção a Coimbra. Miguel Pina Andrade.
A A42 vai ser a primeira autoestrada impactada pela manifestação. A fila segue depois pela autoestrada 41 e, por fim, entra na A1, a principal autoestrada do país. Os caminhões vão circular pela via mais à direita, isto porque o objetivo não é bloquear as estradas nem impedir o trânsito. À Rádio Observador, Miguel Machado Mendes, um dos organizadores do movimento Marcha Lenta, fala num sentimento de desespero por parte das empresas.
Neste momento, aquilo que une estas pessoas é efetivamente este desespero e estamos a ter a capacidade de juntar quer grandes empresas, quer pequenas empresas, mesmo aquelas que têm dois carros e que param a sua atividade para se juntarem a nós, porque eu julgo que toda a gente sente que da maneira que as coisas estão, a atividade destas empresas é insustentável.
Miguel Machado Mendes acrescenta que os apoios do governo não englobaram os setores envolvidos no protesto, o que aumentou ainda mais a motivação do movimento Marcha Lenta.
O facto de na semana anterior ter sido comunicado um apoio para o setor dos transportes, deixando órfão este setor, acaba por ser o dínamo que propiciou que estas pessoas se manifestassem. Porque no dia de amanhã nós efetivamente vamos ver caminhões na rua. Mas é bom notar que estes caminhões não são caminhões que fazem transportes de mercadorias que estão abrangidas pelas medidas do governo.
Miguel Machado Mendes, um dos organizadores do movimento Marcha Lenta, em declarações à Rádio Observador. O ponto de chegada é Coimbra Sul, depois a fila de centenas de veículos dá meia-volta e faz o percurso de 146 km de regresso ao ponto de partida.
Um trabalho do jornalista Miguel Pina Andrade sobre o movimento Marcha Lenta de cerca de 400 veículos contra o aumento dos preços dos combustíveis. Também em protesto contra o impacto destes aumentos, cerca de 30 empresas de transporte de mercadorias reúnem-se esta sexta-feira para discutirem medidas de lutas. No desporto, na estreia de Jorge Jesus como selecionador nacional, Portugal venceu o País de Gales por 1x0. A equipa portuguesa marcou o único gol da partida à passagem do minuto 22, da autoria de João Félix. Cristiano Ronaldo ainda conseguiu colocar a bola dentro da baliza aos 60 minutos, mas estava em posição de fora de jogo. No final do encontro, Jorge Jesus afirma que o segredo do triunfo esteve no trabalho defensivo.
Como é óbvio, o resultado é sempre importante, porque toda a gente faz análise pelo resultado. E eu faço análise pelo resultado, que foi importante, mas faço também uma análise, mesmo que não ganhasse, pela organização defensiva da equipa. Reparem, a gente contra Gales fez-nos um remate num gol. Um remate num gol. A equipa defensivamente conseguiu segurar esta vitória. Foi a equipa defensivamente que conseguiu segurar esta vitória.
Jorge Jesus, na flash interview depois do jogo. Já o autor do único gol da partida, João Félix, admite que a exibição foi melhor do que o resultado final.
Acho que a exibição foi muito boa para o primeiro jogo, para dois dias de treino com o "mister". Assimilar as ideias de todos não é fácil. Acho que, em modo geral, fizemos um grande jogo. Uma seleção que também não era fácil, mas soubemos controlar, soubemos pressionar, controlámos o jogo, acho que nos deixámos respirar. Inclusive criamos inúmeras oportunidades, não fizemos mais porque isto não calhou. Foi 1x0, mas acho que poderiam ter sido dois, três ou quatro. Mas de modo geral, estou muito contente com a exibição e acho que todos estão.
João Félix, o autor do único gol desta partida de Portugal contra o País de Gales. Portugal soma os primeiros três pontos na Liga das Nações. O próximo jogo está marcado para domingo, frente à Noruega. Notícia de fecho nesta edição das 03h. O essencial da informação é atualizado quando forem 03h30.
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