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Tuesday, October 27, 2026

Governo Trump defende nos bastidores candidatura de Viktor Orbán a liderança da ONU, diz jornal

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O governo de Donald Trump defende nos bastidores a candidatura do ex-primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán a secretário-geral das Nações Unidas. A ideia, apresentada ao próprio político por autoridades americanas, é que ele concorra com o apoio conjunto dos Estados Unidos, da Rússia e da China, segundo editorial publicado pelo jornal The Wall Street Journal neste domingo (25).

O texto, assinado pelo conselho editorial do jornal, afirma que fontes de três países confirmaram as tratativas. A proposta ainda dependeria de uma decisão final. Orbán teria se mostrado receptivo, mas indicado que não pretende entrar na disputa sem estar confiante na vitória. Procurado pelo WSJ, ele não comentou.

Segundo um funcionário do Departamento de Estado ouvido pelo jornal, Rússia e China seriam favoráveis à iniciativa, a julgar por conversas anteriores com Washington. O representante americano avalia que Orbán teria apoio confortável de oito integrantes do Conselho de Segurança da ONU e poderia chegar a dez dos 15 membros do órgão.

A dúvida, nesse cenário, seria a posição de Reino Unido e França, que, assim como as três potências favoráveis à proposta, são membros permanentes do conselho e têm poder de veto. Segundo o WSJ, os dois países costumam ser cautelosos no uso desse recurso.

A ideia surgiu em conversas de autoridades americanas sobre o perfil desejado para o comando da ONU. O nome de Orbán passou a ser citado em diálogos com representantes russos e chineses, que concordaram com a avaliação de Washington.

Conhecido pelas políticas de restrição à imigração e pelos embates com a União Europeia, o ex-premiê é considerado por uma autoridade americana o candidato ideal para a ala conservadora ligada ao movimento Maga, de Trump.

O presidente americano apoiou Orbán na eleição húngara de abril, enquanto o vice-presidente J. D. Vance fez campanha por ele. Segundo uma fonte ouvida pelo WSJ, um eventual anúncio de apoio à candidatura para a ONU ficou para depois das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para a próxima semana.

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A articulação ocorre em meio à sucessão do português António Guterres, cujo mandato à frente da ONU termina em 31 de dezembro. A diplomata dos Emirados Árabes Unidos Lana Nusseibeh entrou na corrida na semana passada e deve responder a perguntas na terça (27), antes de uma nova votação indicativa no Conselho de Segurança, na quarta (28).

No editorial, o WSJ critica a possibilidade de Orbán assumir o posto, citando sua proximidade com o presidente russo, Vladimir Putin.

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