Campanha de Lula denuncia Meta por reduzir alcance de posts petistas e impulsionar Flávio Bolsonaro
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou, neste sábado, 10, a Meta, empresa dona de redes como Instagram, Facebook e do aplicativo de mensagens Whatsapp, de ter reduzido o alcance das publicações da campanha petista e de impulsionar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) por meio de seu algoritmo.
Em nota, a Meta admite problemas técnicos, mas diz que as alegações da campanha petista "são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos".
A campanha de Lula fala em "intromissão da plataforma Meta na disputa política brasileira" pelo menos desde dezembro de 2025 e diz que, nestas eleições, "o algoritmo da Meta privilegiava a candidatura da direita (de Flávio Bolsonaro), prejudicando o engajamento das ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais da empresa".
"Essa é uma tentativa de desequilibrar a campanha do presidente Lula e a campanha eleitoral. Estamos denunciando isso e a Meta não tem sido transparente. Reconhece erros, mas não justifica. Continua cometendo erros, e estamos a 15 dias das eleições", afirmou o senador Camilo Santana (PT-CE), que foi incorporado nesta semana à coordenação da campanha de Lula.
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirma que a sigla fez um levantamento que aponta que a página do senador Flávio Bolsonaro no Instagram tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, "mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos e diz que procurou a plataforma. A Meta reconheceu a falha e apontou 'problemas técnicos' como motivo".
"No dia 8 de outubro, uma das publicações da conta oficial do Presidente Lula teve interrupção no número registrado de visualizações, com impacto em seu alcance. A Meta admitiu, uma vez mais, 'problemas técnicos'. Essa situação se repetiu com várias publicações e perfis que traziam declarações de apoio à candidatura do Presidente Lula", diz a campanha do presidente, em nota.
Além disso, segundo a campanha petista, da sexta-feira, 9, até as 6h deste sábado, o perfil do presidente Lula foi impedido pela Meta de impulsionar conteúdos no feed do Instagram. "Durante todo esse período, a campanha não pôde utilizar essa modalidade de impulsionamento, que faz parte da estratégia digital de qualquer campanha política. A empresa alega que essa 'falha' afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil".
A campanha acionou, neste sábado, 10, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentou uma denúncia à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre os casos.
Em nota enviada à EXAME, a Meta diz que "muitos dos problemas técnicos mencionados (pela campanha de Lula) não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas".
"Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos", diz o documento.
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