Nepal pede ajuda na ONU ajuda face às alterações climáticas

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As inundações catastróficas que atingiram o Nepal “foram um alerta para o mundo” sobre as alterações climáticas, declarou o primeiro-ministro nepalês na Assembleia Geral da ONU, onde apelou a um maior apoio externo ao país.
O Nepal, situado na região dos Himalaias, sofreu uma das piores catástrofes da sua história em 16 de agosto, devido a uma inundação semelhante a um tsunami, provocada pelo colapso de um glaciar de grande altitude na fronteira entre o Nepal e a China.
De acordo com o mais recente balanço, divulgado em 16 de setembro, as inundações causaram pelo menos 1.403 mortos, dos quais apenas 105 tinham sido identificados, e deixaram 6.150 desaparecidos, incluindo dois portugueses.
Do outro lado da fronteira, na região chinesa do Tibete, o balanço é de 43 mortos e 519 desaparecidos, segundo os meios de comunicação estatais.
O Nepal estima que a fatura da reconstrução ascenderá a 4,78 mil milhões de dólares (4,15 mil milhões de euros).
[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
“O Nepal contribuiu com menos de 0,1% das emissões globais de gases com efeito de estufa. Não criámos esta crise e, no entanto, estamos a pagar o preço por ela”, enfatizou Balendra Shah, na quinta-feira.
O Nepal, um país maioritariamente rural, com cerca de 30 milhões de habitantes, representa apenas uma fração das emissões mundiais de gases com efeito de estufa em comparação com as nações industrializadas.
O primeiro-ministro exortou a comunidade internacional a ajudar a suportar os custos da adaptação às alterações climáticas, afirmando que “o Nepal não consegue fortalecer a sua resiliência sozinho face a uma crise agravada pela falha na governação global”.
Shah propôs a criação de um “mecanismo de resiliência climática dos Himalaias”, envolvendo o Nepal, a China e a Índia, que permitiria partilhar dados de satélite e conhecimentos técnicos, monitorizar lagos glaciares e reforçar sistemas conjuntos de alerta.
Antigo rapper de 36 anos, Shah chegou ao poder há seis meses, impulsionado pela Geração Z para combater a corrupção no Nepal. No entanto, a catástrofe climática de 16 de agosto alterou a agenda política.
O Nepal solicitou 20 milhões de dólares (17,6 milhões de euros) ao Fundo de Perdas e Danos das Nações Unidas — o montante máximo permitido, mas apenas uma fração ínfima das necessidades.
A resposta dada ao país será acompanhada de perto, uma vez que este fundo, criado em 2022 após as inundações catastróficas no Paquistão, ainda não realizou a primeira transferência e sofre de um grave défice de financiamento.
Os Estados Unidos anunciaram uma nova ajuda de 31 milhões de dólares (27,3 milhões de euros) para a reconstrução após as cheias.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Nepal, Shisir Khanal, disse que os países do G7 também prometeram apoio informalmente durante uma reunião na quarta-feira, e que o Reino Unido se comprometeu igualmente a prestar assistência.
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