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Sunday, October 25, 2026

Borja voltou à lição básica: é atrás que se ganha a frente

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A derrota frente ao Betis, não tanto pelo resultado em si mas pelo contexto de como a formação de Sevilha fez a reviravolta depois dos dois golos quase de rajada, não foi normal. O desaire diante do PSV no Dragão, não tanto pelo resultado em si mas pela forma como a equipa não conseguiu sair de um autêntico colete de forças montado pelos neerlandeses quando era “obrigatório” pontuar, também não foi normal. Na verdade, nada foi normal – e pela primeira vez na era Francesco Farioli, o FC Porto sofreu duas derrotas seguidas, com parte dos adeptos a manifestar a sua insatisfação no final da partida com a equipa de Eindhoven pela incapacidade demonstrada para dar outro tipo de resposta quando mais era necessário. Agora, no regresso à Liga, havia uma posição por marcar. E, em paralelo, a tentativa de demonstrar que os dragões “são” de Champions.

Gil Vicente-FC Porto. Santi García perde oportunidade na área (0-0, 3′)

Uma das ilações, quiçá a maior, que se retirou dessa partida com o PSV em comparação com o que se passa no Campeonato é que um dos problemas do FC Porto passa por ter um rendimento que chega para consumo interno mas que fica curto na Europa. Outro dos pontos importantes que saiu da derrota foram as palavras de Diogo Costa no final do encontro, assumindo que as equipas começam a ter uma maior noção da forma de jogar dos azuis e brancos e, com isso, ganham outra capacidade de bloquear os pontos fortes dos dragões (ou potenciar eventuais fraquezas que sintam). Perante tudo isso, Farioli olhava para um copo “meio cheio”. “Já revi o jogo com o PSV cinco vezes e também com o Betis. Infelizmente, não nos dá pontos. Podíamos ter três a quatro pontos na Champions. É importante saber gerir o momento e a emoção do jogo”, frisou.

A chegada da nossa equipa ????????#GVFCFCP pic.twitter.com/PMxR9Y0dRk

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“O que o Diogo quer dizer é que os adversários nos estudam e copiam, porque somos uma boa referência. Tem de ser um momento para acelerar o nosso processo, claro que há coisas para melhorar. Contra o PSV, acho que teve momentos diferentes. Falta de coragem? O Bednarek pressionou do outro lado do campo… Não há nada para nos queixarmos sobre a atitude. Há outras coisas que podíamos ter feito melhor mas merecíamos um resultado positivo”, referiu ainda, no meio de um discurso com vários focos de crítica para fora que quase restituiu o mote que deu alguns momentos da última época dos “inimigos externos”.

Aquecimento ????#GVFCFCP pic.twitter.com/NzVvJ3a0R2

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“Há duas coisas distintas. Há o sentimento dos nossos adeptos de querer ganhar e nisso estamos com eles. Depois, há o mundo exterior que tem o desejo de meter uma bomba, de matar pessoas ou de pelo menos ver algum sangue. Por muito que tentem dividir, a força deste grupo foi sempre o conceito de família. Este grupo é uma família. É um momento de união. Nada nos deve tirar este sentimento. Desculpas? Não, são factos. O FC Porto não esteve na Liga dos Campeões nos últimos dois anos e o presidente explicou-me há 16 meses que o clube não estava numa situação financeira atrativa. Queremos ganhar a liga e enfrentamos uma competição mais exigente na Liga dos Campeões. Os comentários sobre uma eventual crise têm uma dupla intenção. O desejo de fazer barulho tem de estar longe, sabemos o que querem”, apontou Francesco Farioli.

Entram as equipas em Barcelos com uma iniciativa muito bonita na bancada ????#sporttvportugal #LIGAnaSPORTTV #LigaPortugalBetclic #GilVicenteFC #FCPorto pic.twitter.com/jjfYUVExQL

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A fronteira para que essa resposta fosse dada chamava-se Gil Vicente, equipa agora orientada por Luís Pinto que vinha de um triunfo em Braga e que iria tentar prolongar a série de jogos consecutivos a sofrer do FC Porto (sete). “Precisamos de ter a capacidade de reagir a cada sistema do adversário. A minha maneira de pensar é bastante clara. Cada vez que mudamos uma peça, temos outros 18 ou 19 passos que têm de ser bem coordenados. Estamos no caminho certo e devemos continuar assim, sendo mais eficientes e recuperando a atenção nos detalhes para não conceder golos. É isto que tem faltado um pouco nos últimos jogos. Devemos dar mérito ao adversário que consegue encontrar soluções para marcar. Tudo tem de ser analisado mas não é preciso pensar em demasia. Não devia acontecer, por vezes acontece”, sentenciou.

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O nosso 11 em Barcelos ????#GVFCFCP #PortoDeHonra pic.twitter.com/ZsksnFXIXg

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Ao contrário do que aconteceu nas últimas partidas, foi a partir de trás que o FC Porto reforçou ainda mais a liderança na frente. Quebrando a série de sete encontros consecutivos sempre a sofrer pelo menos um golo, os dragões passaram com serviços mínimos em Barcelos aproveitando um golo de Borja Sainz quase a meio da segunda parte tendo mais uma exibição forte em termos coletivos mas sofrível no plano ofensivo – tanto que, à exceção de uma oportunidade do espanhol logo a abrir a partida e de um golo bem anulado a André Silva por fora de jogo no início da jogada, jogou quase sem baliza. Esse continua a ser um problema por resolver: o encaixe que os adversários fazem sem bola continua a deixar os dragões reduzidos a lances individuais ou eficácia nas poucas chances para resolver os jogos. Por cá, chega; na Europa, nem por isso…

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Após bater o Gil Vicente em Barcelos (0-1), os dragões registaram 9 triunfos nas primeiras 9 jornadas, o melhor registo nos últimos 87… pic.twitter.com/azJvNnvNfH

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Ficha de jogo

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Gil Vicente-FC Porto, 0-1

9.ª jornada da Primeira Liga

Estádio Cidade de Barcelos

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora)

Gil Vicente: Lucão; Ricardo Esgaio, Elimbi, Buatu, David Moreira; Andreas Lausen (Zé Carlos, 60′), Diogo Prioste (Guilherme Gomes, 75′); Murilo, Santi García (Tidjany Touré, 75′), Joelson Fernandes (Gil Martins, 60′) e Walace França (Mohamed Kaba, 60′)

Suplentes não utilizados: André Picornell, Samuel Portugal, José Silva, Antonio Espigares, Agustín Morales, Martin Benitez e Gonçalo Maia

Treinador: Luís Pinto

FC Porto: Diogo Costa; Alberto Costa, Bednarek, Kiwior, Zaidu; Pablo Rosario (Alan Varela, 72′), Froholdt, Gabri Veiga (Hwang Inbeom, 46′); Pepê, Borja Sainz (Santi Giménez, 72′) e André Silva (Samu, 59′)

Suplentes não utilizados: Cláudio Ramos, João Costa, Chris Smalling, Gabriel Carvalho, Nehuén Pérez, Gabriel Mec, Séko Fofana, Martim Fernandes e Francisco Moura

Treinador: Francesco Farioli

Golo: Borja Sainz (63′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Pablo Rosario (55′); cartão vermelho direto a Elimbi (81′)

Como um mal nunca vem só, o FC Porto estava ainda no habitual período de aquecimento quando chegou mais uma dor de cabeça para Francesco Farioli: Pietuszewski sentiu um problema na perna esquerda, foi logo assistido e rapidamente Borja Sainz se juntou aos titulares nesse momento de exercícios. Já estava mesmo confirmado: o jovem ala polaco, que falhou vários encontros por uma lesão muscular no início da temporada, voltava a ficar de fora numa das deslocações mais complicadas dos dragões na primeira volta. E se dúvidas ainda existissem, o arranque da partida mostrou bem aquilo que os azuis e brancos teriam de enfrentar, com o Gil Vicente muito bem organizado sem bola e capaz de meter transições rápidas a explorar apoios frontais de Wesley França ou a velocidade dos alas Murilo e Joelson Fernandes. Ainda assim, era no meio-campo que estavam as unidades nucleares, com Santi García a ter duas boas oportunidades para visar a baliza de Diogo Costa (3′ e 15′) e a dupla Lausen-Diogo Prioste a forçar vários erros na construção de Pablo Rosario.

[Clique nas imagens para ver os melhores momentos do Gil Vicente-FC Porto]

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