ESPNSeven games, seven points: Man United are sleepwalking to another lost seasonESPN DeportesArsenal no puede atravesar el muro del Nottingham ForestThe Jerusalem PostTrump endorses Netanyahu days before Israeli election, warns US could face Iran alone if PM losesRTP DesportoAlverca afastado pelo Tondela com golos no prolongamentoPunchKogi LG poll: APC wins all 21 chairmanships, 239 council seatsZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioVanguardADC Campaign to Kwankwaso: Declare for APC if you share its agendaPopular ScienceWash your hands. There’s probably poop on them.n-tvBoss-Knall in der Bundesliga: Sportvorstand Krösche schmeißt bei Eintracht Frankfurt hinThe GuardianNottingham Forest v Arsenal: Premier League – liveThe Sydney Morning HeraldGreens insiders break cover to demand public findings in Steele-John inquiryGuardian SportTexans beat Jaguars at the last; Bears v Falcons, Ravens v Browns and more: NFL week six – live
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, October 18, 2026

Abstenção, brancos e nulos: quem decide o 2º turno?

Translate

A abstenção eleitoral atingiu, em 2026, o maior patamar em números absolutos desde a redemocratização, em 1988. No primeiro turno, realizado no domingo, 4 de outubro, mais de 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas.

O número corresponde a 21,08% do eleitorado apto a votar e ajuda a dimensionar o desafio dos candidatos para o segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro. Apesar do recorde, esse índice foi um pouco superior aos 20,9% registrados em 2022.

Segundo levantamento da EXAME sobre os estados com maior abstenção nas eleições de 2026, a ausência dos eleitores variou entre as unidades da Federação. 

Lideraram esse índice: Mato Grosso do Sul, com 23,87% de abstenção, Rio de Janeiro, com 23,32%, Minas Gerais, com 22,81%, São Paulo, com 22,54%, e Mato Grosso, com 22,20%.

Flávio Bolsonaro, Lula e a abstenção

O recorde de abstenções pode influenciar a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Para o cientista político Antônio Lavareda, Lula perdeu votos para a abstenção, e não para Flávio Bolsonaro.

Apesar do peso potencial desse grupo, a participação dos eleitores que faltaram à primeira votação não garante vantagem para nenhum dos candidatos.

O resultado dependerá de quantos ausentes voltarão às urnas e de como os eleitores distribuirão seus votos entre os dois concorrentes.

Abstenção e 2º turno

Historicamente, a participação tende a diminuir na segunda votação: entre 2002 e 2018, a abstenção aumentou em todos os segundos turnos presidenciais. A exceção recente foi 2022, quando o índice recuou de 20,9% para 20,6%, em meio à disputa entre Lula e Jair Bolsonaro.

Em 2010, a elevação chegou a aproximadamente 3,4 pontos percentuais; em 2014, foi de 1,7 ponto; e, em 2018, de 1 ponto. O histórico indica, portanto, que uma mobilização adicional do eleitorado, como a registrada em 2022, é possível, mas não representa a regra das últimas eleições.

Eleição1º turno2º turnoVariação (p.p.)
200217,7%20,5%+2,8
200616,8%19,0%+2,2
201018,1%21,5%+3,4
201419,4%21,1%+1,7
201820,3%21,3%+1,0
202220,9%20,6%−0,3
202621,08%——

Fonte: TSE. Valores históricos arredondados. Segundo turno de 2026 ainda não realizado.

O desafio é particularmente relevante para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao programa Eleições em Pauta, da EXAME, Lavareda avaliou que o desempenho do petista abaixo do esperado no primeiro turno esteve associado à maior abstenção entre eleitores de baixa escolaridade, segmento em que Lula concentrava parte importante de seu apoio.

Segundo Lavareda, o presidente teria perdido votos para a abstenção, e não necessariamente para Flávio Bolsonaro (PL). Recuperar esses eleitores, porém, não será simples.

Pesquisa Real Time Big Data logo após o primeiro turno mostrou que apenas 22% dos entrevistados que não votaram no primeiro turno consideravam comparecer ao segundo; outros 78% afirmavam que certamente ou provavelmente voltariam a faltar.

Os resultados sugerem que a capacidade de mobilizar eleitores ausentes poderá ser tão relevante quanto a conquista dos votos destinados a candidatos derrotados.

Há ainda um componente geográfico nessa disputa. A ausência de segundo turno para governador em quase todos os estados pode reduzir os incentivos à mobilização local, sobretudo em municípios menores.

Um estudo do BTG Pactual publicado pela EXAME em setembro mostrou que, entre 2002 e 2022, estados sem disputa estadual tiveram, em média, aumento 1,1 ponto percentual maior na abstenção presidencial.

Entretanto, o efeito praticamente desaparece nas eleições mais recentes quando os resultados são ponderados pelo tamanho do eleitorado. Isso sugere que a ausência de uma campanha estadual não é suficiente, isoladamente, para antecipar um aumento expressivo da abstenção.

Para Lula e Flávio, o fator decisivo será a capacidade de levar às urnas seus próprios apoiadores, especialmente aqueles que não compareceram em 4 de outubro. Em uma eleição apertada, pequenas diferenças de participação entre regiões e grupos sociais podem alterar o resultado nacional

O que é abstenção eleitoral?

A abstenção ocorre quando um eleitor apto a votar não comparece à seção eleitoral. Nesse caso, o voto não é registrado para nenhum candidato.

A ausência pode ocorrer por diferentes motivos, como problemas de saúde, distância do local de votação ou compromissos pessoais. Para quem tem obrigação de votar, a falta exige justificativa à Justiça Eleitoral ou regularização posterior, conforme as regras e os prazos estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No segundo turno, os eleitores que não compareceram à primeira votação podem voltar às urnas.

A participação desse grupo pode alterar a distribuição dos votos válidos entre os dois candidatos, mas não é possível prever antecipadamente qual candidatura será beneficiada.

Quem precisa regularizar a ausência pode consultar o procedimento no portal do TSE.

Qual é a diferença entre voto branco e voto nulo?

O voto em branco ocorre quando o eleitor seleciona a tecla “Branco” na urna eletrônica e confirma a escolha. Já o voto nulo é registrado quando a pessoa digita um número que não corresponde a nenhuma candidatura válida e confirma o voto.

Embora sejam formas diferentes de registrar uma opção que não escolhe um candidato, os dois têm o mesmo efeito na apuração: não são considerados votos válidos.

Isso significa que votos brancos e nulos não são transferidos para nenhum candidato e não entram no cálculo usado para determinar o vencedor.

Quem decide o segundo turno?

O vencedor será o candidato que receber mais votos válidos no domingo, 25 de outubro. Na prática, a definição depende da quantidade de votos registrados para cada concorrente, sem incluir brancos e nulos.

A participação dos eleitores que não compareceram no primeiro turno pode influenciar o resultado. O mesmo vale para quem escolheu candidatos que não avançaram para a segunda etapa e agora precisa decidir entre os dois finalistas.

No entanto, abstenções, votos brancos e votos nulos não são automaticamente contabilizados em favor de nenhum dos concorrentes. A influência desses grupos depende das decisões individuais dos eleitores que comparecerem às urnas.

A votação do segundo turno é independente da primeira etapa. Os votos registrados em 4 de outubro não são somados aos da nova rodada.

Quem é obrigado a votar no segundo turno?

O voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados com idade entre 18 e 70 anos.

Para pessoas de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e analfabetos, o voto é facultativo. A obrigação de votar continua no segundo turno, mesmo para quem compareceu às urnas na primeira etapa. 

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.