Canções para "Os Escândalos de uma Revolucionária"

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Esta semana no Isto Não Passa na Rádio, o tema é: canções para os escândalos de uma revolucionária. A voz de Celia Cruz na abertura do Isto Não Passa na Rádio. Esta semana temos canções para o podcast Plus da Rádio Observador. Aqui está ela. Celia Cruz, Tiago Pereira, é uma espécie de Amália de Cuba. Rainha da salsa, talvez a maior embaixadora da música cubana. O que é que tens a dizer sobre a Celia Cruz? Faz-te dançar, não? Tem muita ginga a Celia.
A principal coisa que eu tenho para dizer sobre este episódio deste extraordinário programa, é que eu nunca fui a Cuba.
Nem eu. E também não está fácil agora, porque está sempre a falhar a luz.
E se calhar devia ter refletido mais sobre o conteúdo deste show, mas passei mais tempo a pensar nisso. Então, mas eu nunca fui a Cuba.
É verdade. Estás a passar ao lado da história de-
Eu devo estar a passar ao lado de muita coisa
...de Ani Silva Pais.
Até ponho em causa a minha legitimidade para falar aqui neste programa.
Não, mas repara, nós estamos a fazer canções para os escândalos de uma revolucionária. A história de Ani Silva Pais, casada com um diplomata suíço, que abandona esse casamento e se enamora pela revolução cubana, ficando em Havana, porque foram ambos para lá viver, porque Raymond Kendos, não sei como é que se pronuncia o nome do suíço.
Está ótimo.
Foi colocado a trabalhar em Havana. A sua esposa acompanhou, mas não estava à espera que ela se apaixonasse pela revolução desse próprio país. Mas são coisas que acontecem.
Meu amigo, nós temos que estar prontos para tudo.
Temos que estar preparados para situações dessas. De resto, esta é uma história que começa ali por volta de 1965, creio, quando ambos se mudam para Havana. E esta é uma canção de 1966. Quase que aposto que Ani Silva Pais ouviu esta "Bemba Colorá", que foi um dos primeiros sucessos da Celia Cruz, que é um nome maior da música de Cuba, apesar de muito cedo ter saído do país, ter estado no México primeiro e depois nos Estados Unidos, mais ou menos crítica do regime cubano, mas uma figura maior da sua música. E tu escolheste "Girl", dos Beatles. Por quê?
Para já, porque é de 1965.
Está bem.
E portanto, foi o ano em que é um ano-chave nesta história.
Pelos vistos.
É um ano importante nesta história. E é uma canção sobre uma rapariga e é uma canção sobre não compreender muito bem, mas querer muito lá chegar, sobre descodificar alguém, como se estivesse a correr atrás de uma rapariga.
É uma rapariga que parte corações, esta dos Beatles.
Claramente, parte pelo menos o coração ao narrador desta cantiga com voz de John Lennon.
Parece-me que Ani Silva Pais era um caso desses.
Pois é. E então eu achei que Acho que fazia sentido. Além disso, há aqui outra questão que é uma canção do álbum de 65, Rubber Soul, que foi agora reeditado. Sabes aquelas políticas de reedições dos Beatles?
Não, não sei.
Volta e meia, lá vai mais uma reedição com o som não sei o quê.
Uma nova mistura.
Uma nova mistura. Se apesar disso tudo eu fico entusiasmado com um novo vinil de Beatles na mão? Sim.
Is there anybody going to listen to my story. All about the girl who came to stay. She's the kind of girl you want so much it makes you sorry. Still you don't regret a single day. Ah, girl. Girl, girl. When I think of all the times I've tried so hard to leave her. She will turn to me and start to cry. And she promises the earth to me and I believe her. After all this time I don't know why. Ah, girl. Girl, girl. She's the kind of girl who'll put you down when friends are there, you feel a fool. When you say she's looking good, she acts as if it's understood, she's cool, ooh, ooh, ooh. Girl. Girl, girl. Was she told when she was young that pain would lead to pleasure? Did she understand it when they said. That a man must break his back to earn his day of leisure. Will she still believe it when he's dead? Ah, girl. Girl, girl. Ah, girl.
Soube-me bem ouvir isto.
Pois é.
Obrigado por teres trazido Girl dos Beatles a este programa, Tiago Pereira. É por isso que cá estás.
Não gostas de ouvir o John Lennon a suspirar ao teu ouvido?
Gosto de ouvir pessoas a suspirar ao ouvido, John Lennon também. Olha, gostei muito desta canção, mas agora queria centrar-me aqui um bocadinho também numa espécie de protagonista desta história do novo Podcast Plus do Observador, os escândalos de uma revolucionária, que é o diplomata suíço. Que foi abandonado, que foi trocado pela revolução cubana.
É sim.
Já há pouco dizíamos que temos que estar preparados para estas coisas.
A vida acontece como quer.
Mas ele parecia uma pessoa muito simpática.
Se calhar, eu acho que pode ser uma conclusão precipitada tua.
Claro que é, porque eu não o conheci. Mas pelo que contam nesta história, o senhor até tinha boas intenções. Se bem que, naquela altura em que ele viveu em Portugal e ainda antes de ir para Havana, estava a recordar que no Podcast Plus é contada a história de que ele sentia-se sozinho e estava à procura de uma companhia feminina. E pôs um anúncio no jornal, em Portugal.
Um pregão no Blitz?
Sim, uma espécie de pregão. Que precisava de companhia, uma rapariga para dar uns passeios. Por isso eu acho que o Raymond era uma pessoa de boas intenções, só que a vida também não lhe foi muito sortuda neste aspecto do amor. A Ani Silva Pais enamorou-se por outra pessoa, seguramente, e por outros ideais. Lembrei-me que não há muitas bandas da Suíça. Há os Yengods.
E pronto.
E há os Double.
E então vamos...
E por isso é que eu me lembrei da Captain of My Heart, porque claramente a Ani Silva Pais também trocou o Raymond por um outro capitão. Alguém se tornou o capitão do coração de Ani Silva Pais. Quem será? Nunca saberemos.
Pois é, meu.
Mas esta é uma boa canção, uma soft rock ballad, que pode encaixar também nesta história.
It was way past midnight. And she still couldn't fall asleep. This night the dream was leaving. She tried so hard to keep. And with the new day's dawning. She felt it drifting away. Not only for a cruise. Not only for a day.
Os Double, da Suíça, para o Isto Não Passa na Rádio. É mais uma canção para o podcast Plus do Observador, os escândalos de uma revolucionária. "The Captain of Her Heart". Há pouco disse my heart, não disse? Disse mal.
Mas eu acho que quando tu disseste captain, eu já estava aqui.
Já estavas no her heart?
Já estava a dançar sozinho. Com um copo na mão.
Não é?
Sim.
Estás de blazer, não é? Camisa branca, blazer preto. Tens um copo de tubo na mão. Estás num bar de hotel.
É qualquer coisa muito especial isto.
"The Captain of Her Heart", claramente um capitão roubou o coração de Ani Silva Pais e ela ficou por lá em Cuba. Terá sido Fidel, terá sido Che Guevara? No podcast é levantada essa hipótese. Alguns dizem que poderá ter havido um envolvimento com Fidel.
Sabes como é que diz o outro? Ide ouvir.
Outros dizem que se calhar não, mas nada como ouvir os episódios deste podcast Plus do Observador. E tu tens o quê agora? Muito rapidamente.
Dead Combo.
Está bem.
Porque tem uma canção chamada "Cuba 1970", porque ainda que eu nunca tenha estado em Cuba, esta música soa-me a Cuba. E volta e meia é bom lembrar que os Dead Combo têm-
Foi uma das melhores coisas que aconteceram na música nacional.
Mas não é só isso. Têm músicas que servem de banda sonora para quase todos os acontecimentos.
"Canções para os escândalos de uma revolucionária". Estamos aqui a olhar para o novo podcast Plus do Observador, a história de Ani Silva Pais, que se juntou à Revolução Cubana, uma história que pode conhecer nestes seis episódios disponíveis nas plataformas de podcast e no site do Observador. De resto, acho que nesta semana saiu o quinto episódio. Se forem assinantes do Observador, já têm acesso a todos os capítulos desta história.
Senão deviam ser.
Senão deviam ser. Há pouco estávamos a ouvir os Dead Combo, que me parece também que foram uma grande inspiração para o Frankie Chaves, que assinou a banda sonora deste novo podcast. Fez um belíssimo trabalho com as canções que estão neste novo podcast Plus do Observador. Lembrei-me de uma coisa.
Vá lá, o que vais fazer?
Já nem me lembrava que isto tinha acontecido.
Depois daquilo que fizeste na primeira parte, tens lata para reaparecer aqui?
Tenho um bocadinho. Tem que ter. São coisas que a gente tem que fazer pela vida. Já não me lembrava que existiu uma coisa, que até bateu bastante em Portugal no início dos anos 2000, que foram os Orixás.
Pois é.
Orixás. Vieram muitas vezes a Portugal, muitas vezes às Queimas das Fitas.
É, mas eu nunca me convenci. Desculpa. Não tenho nada contra, acho ótimo.
"Sigue, sigue", foi uma canção que fizeram com os The Weasel.
"Dale"!
"Dale". De resto, estava a tentar lembrar-me, porque esta canção faz parte do álbum dos The Weasel de 2001, que é o "Podes fugir, mas não te podes esconder".
Ah, tinha visto.
Está aqui uma relação com a história da Ani Silva Pais. Podes fugir, mas não te podes esconder. "Sigue, sigue", uma colaboração entre Cuba e Portugal. Os Orixás são um grupo hip-hop de Havana, mas pareceu que também sempre estiveram radicados em França. Estes não muito críticos do regime, diria eu, até porque há uma história que entretanto encontrei, que Fidel Castro deu uma festa para os Orixás. Convidou-os para lhes agradecer o que estavam a fazer.
Isso foi uma forma, na verdade, de ele os contratar sem contratar.
Se calhar. Sim. E cair nas boas graças da juventude. De facto, há muitas histórias também de bandas que vão tocar a Cuba. A primeira banda que tocou em Havana, lembram-se dos Rolling Stones?
Os Manic Street Preachers.
Os Manic Street Preachers. Há uma série de histórias.
Esses cardalhos.
Sim, o pessoal que ia tocar para lá do Muro de Berlim, também há muitas histórias dessas durante os anos 80. Escolhi então esta "Sigue, sigue", mais para recordarmos. Não é a única. Lembro-me que Luís Represas colaborou com um artista cubano, Pablo Milanés, creio. Não serão os únicos que fizeram estas pontes musicais entre Cuba e Portugal, mas lembrei-me desta, em particular, de 2001, que pode ser também uma boa recordação para alguns que já não se lembrem bem desse início dos anos 2000.
Sempre a rir, tipo parvo, sem saber porquê. Facilito rimas, passo tipo ABC. Represento o que se vê, confirma só no CD. Orixás e The Weasel, tavas à espera do quê? Luso-africana, latina, cubana. doce como rum de cana. Passamos de Lisboa até Havana. É tudo bom, sensação não dá para refutar. Yo, Russo, te presento pra cantar. Te lo tragas, guarente con la raza. De Portugal a Havana, mestiza que flopou cara. De facto, estou em sério, português. Sou caribenho, selo pombo em tua língua, pelo. Sou mamão, não tenho freno. Escupio nisto até o The Weasel, para os néscios. Aqui não há abracadabra, ni pata de cabra. Yo! Para que lo aprendas y no te vas a perder. Canta Orixás con The Weasel. Estamos juntos, fazemos isto, coração. Canta Orixás con The Weasel. Para que lo aprendas e no te vas a perder. Canta Orixás con The Weasel. Cuba y Portugal fazemos isto, coração. Orixá lo canta con The Weasel. The Weasel, conexión, Orixás é lo que trai. Rumba-cumbia, yoruba, Cuba, Portugal. Donde o sol vira vergo, calienta mais. Come o som, rico, rico, sigue laín. Ubícate, não sobre bases. Vivele sin pensar. Que muchos somos cazases. Se quedou, pegou, colou. Siga, sigue, sigue, ponle, baila. No me detenga a mí, nossa vaina. Malo cotón, son melón. ¿Qué te pasa? Soy el papi chulo que controla, muchacha. Para que lo aprendas y no te vas a perder. Canta Orishas con el The Weasel. Estamos juntos, fazemos isto de coração. Canta Orishas con el The Weasel. Para que lo aprendas y no te vas a perder. Canta Orishas con el The Weasel. Cuba y Portugal fazemos isto de coração. Orishas, o Ganda con el The Weasel. Para que lo aprendas y no te vas a perder. Canta Orishas con el The Weasel. Estamos juntos, fazemos isto de coração. Canta Orishas con el The Weasel. Para que lo aprendas y no te vas a perder. Canta Orishas con el The Weasel. Cuba y Portugal fazemos isto de coração. Orishas, o Ganda con el The Weasel. Não dá pra parar, não dá pra pausar, só dá pra jampar, só dá pra dançar, até o corpo aguentar. A festa tá bem rija, enche a tua botija. Bomba-lhe com gás, sabes que és capaz, sabes como se faz. Fácil como andar de bicicleta. Esquerda pra direita, toda a gente se ejecta, toda a gente em comunhão, sente a celebração. Tenho uma hóstia na mão, chama-me padre, let's go! Aborto aqui na tua área, só babies. Não vou parar, já estou a ficar crazy. É tudo bom em Cuba, yo, ladies. Deixa só o som entrar, cra-cra-cra-cra-crazy. No selecta, a porta está aberta. Junta-te a nós porque isto aqui tá uma festa. Junta-te à festa, isto aqui tá um show. Muchachas cubanas, ay, ay, ay, come on, let's go! Para que lo aprendas y no te vas a perder. Canta Orishas con el The Weasel. Estamos juntos, fazemos isto de coração. Canta Orishas con el The Weasel. Para que lo aprendas y no te vas a perder. Canta Orishas con el The Weasel. Cuba y Portugal fazemos isto de coração. Orishas, o Ganda con el The Weasel.
Ainda te lembras disto, Tiago?
Tu não te lembras, meu amigo? Era um jovem.
Na tua juventude. Isto bateu bastante, não foi?
Isto é de que ano?
2011. Eu já disse há bocado, tu é que não estás atento.
Já não era assim tão jovem. Era jovem.
Siga, siga. Cuba e Portugal juntos, entre Orishas e The Weasel, canção do álbum "Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder". E é por isso que o Tiago pensou tão bem nisto e escolheu uma canção chamada "How to Disappear Completely", dos Radiohead.
Foi a primeira canção que me lembrei.
Engraçado. Nunca me lembraria de Radiohead para esta história.
Lembro como se fosse hoje. 2000. Isto foi mais para o final do ano.
Ok.
Outubro, exatamente. Foi há 26 anos. Lembro perfeitamente como se fosse hoje. Sei o que dei, que era o álbum depois de "OK Computer". Era talvez o álbum mais esperado de sempre da história dos Radiohead. E depois foi uma chatice.
Não cumpriu?
Deixou muita gente surpreendida.
Achas que não cumpriu?
"O que é isto?" Outros muito desiludidos, outros muito apaixonados. A história veio, acho que podemos dizê-lo, a fazer do álbum um marco bastante importante.
É um disco de culto, Tiago?
Não sei. Acho que é mais do que culto. Para ser de culto tinha que-
É seminal, então.
Desculpe. É um disco ótimo. É isso. E tem esta canção, que em português é "Como Desaparecer Completamente", e tem aquela atmosfera que não é de filme de terror, mas é mistério, é sombrio, está sempre nevoeiro, pesado. Esta rapaziada está muito deprimida, mas resulta muito bem, até porque é a voz de Thom Yorke. Acho que resulta sempre bem, afinal, sobre a depressão.
Os Radiohead, escolha de Tiago Pereira, "To Disappear Completely", para o álbum Kid A. Estamos com canções para os escândalos de uma revolucionária, alguém que também desapareceu durante algum tempo, ou pelo menos abandonou a sua vida normal para ficar em Cuba durante grande parte da sua vida. A história de Ani Silva Pais. Tiago, sempre que se fala em Cuba, e já aqui o referi algumas vezes neste programa.
Bebes um shot?
Não. Lembro-me do Miami Vice, do Michael Mann, o filme de 2006, porque eles estão em Miami, mas depois têm umas ligações a Cuba, há viagens a Cuba, há investigação de contrabando e tráfico que vem de Cuba, e tem umas idas a discotecas em Havana. Está ali uma ligação que eu acho muito bonita no grande ecrã, principalmente entre o Colin Farrell e a Gong Li, que fazem par romântico neste filme, de mundos opostos, a criminosa e o polícia, que a está a investigar, mas eles lá se envolvem.
Lá se envolvem?
Lá se envolvem. Sucumbem à sedução.
Parece uma daquelas frases tipo: "Isto aqui era tudo quintas".
Se quiseres.
Que só podes dizer a partir de certa idade.
Sim. E na banda sonora desse filme, que não é nada má-
"A água hoje na praia, até não está fria". Também é uma coisa-
Queres continuar a bater nessa tecla? Mas nessa banda sonora do Miami Vice, de 2006, creio, há Moby com uma canção chamada "One of These Mornings", que aqui ganha uma versão para a banda sonora do filme que tem a voz da Patti LaBelle. A canção não tem a voz da Patti LaBelle no seu original, que é do álbum 18, o grande sucesso do Moby, e se calhar o único. Eu não me lembro de mais nenhum, mas se calhar até teve. E a canção tem esse lado, mesmo na própria letra: "One of these mornings, won't be very long, you will look for me and I'll be gone". Vais estar aqui à minha procura e eu já atraído para outro lado qualquer. Foi um bocadinho o que a Ani Silva Pais fez também nesta história de os escândalos de uma revolucionária. Vamos, por isso, recuperar esta canção que faz parte da banda sonora do filme Miami Vice. A voz de Patti Labelle com Moby nesta "One of These Mornings", também a história quase de alguém que vai fugir, vai dar de frosques.
Está a avisar.
Está a avisar. Eu estou aqui e esta manhã vais olhar e já fui.
Pois é. São de mira.
Muito bem, vamos fechar o programa desta semana com La Sonora Mantecera. Não sei se pronunciei como deve ser.
Amigo, sei lá. Eu acho que deve ser mais Mantancera.
Mantancera?
Não sei.
Não tem. Matacera? Matancera?
Meu amigo, esta canção chama-se "Sigo Pecando Igual".
Sei que eles têm um disco chamado "Los Reyes del Ritmo".
Eles têm muitos discos. Esta gravação é de 65. Isto é uma banda, um daqueles conjuntos que atravessa gerações e que Celia Cruz também cantou durante muitos anos com este grupo.
Tipo Buena Vista Social Club.
Pois, isso. Desde os anos 20. Agora pensa, tem uma discografia que nunca mais acaba. E é daquelas coisas que também atravessou várias fases do próprio país, de Cuba, e foi sempre ilustrando sonoramente, se assim quiseres, aquilo que se foi passando. E eu acho que isto cai muito bem no fim. "Sigo Pecando Igual". Estou a imaginar a amiga Ani a desembarcar ao som deste slow meloso. Está quente, vê-se logo que está calor.
Ok.
Assim que chegas à Havana. Dê-me um mojito.
É uma bela forma de fechar o programa desta semana.
Quer um mojito?
Obrigado. Sim, e com calor e a caminho de Cuba. Obrigado pela colaboração, Tiago Pereira. Foi um gosto.
Tu apreciaste?
Apreciei bastante as escolhas que fizemos esta semana. Canções para os escândalos de uma revolucionária. Ainda vão a tempo de ouvir toda esta história muito interessante que está contada neste novo podcast Plus do Observador. Para a semana regressamos com outro tema. Continua desse lado. Tchau, Tiago.
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