Israel vai às urnas em eleição dividida que pode tirar cargo de Netanyahu

Mesmo se conseguir a maioria dos votos, o Likud, partido de Netanyahu, só vai poder governar se formar coalizões com outros partidos - o que pode não acontecer. Quando ganhou as eleições mais recentes, em 2022, a coalizão liderada por Netanyahu conquistou 64 cadeiras.
Enquanto no último pleito 29 chapas concorreram, neste ano, 38 se inscreveram. Duas delas desistiram antes das eleições. Para entrar no Knesset, as listas de candidatos apresentadas pelos partidos precisam de ao menos 3,25% dos votos.
Esta é a primeira eleição realizada desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Ela ocorre após três anos de guerra regional, com a segurança no centro da campanha e um desgaste na imagem internacional do país, acusado de genocídio contra a população na Faixa de Gaza.
Disputa é tratada como um teste para Netanyahu, que tenta manter no poder a coalizão mais à direita da história do país. A campanha também tem sido marcada por temas como colonização da Cisjordânia e o futuro da relação com os Estados Unidos.
Netanyahu é o político com mais tempo no cargo de primeiro-ministro de Israel. Ele assumiu pela primeira vez, aos 46 anos, em 1996. Desde então, já foram 19 anos no poder divididos em seis mandatos, nem sempre consecutivos.
País dividido
Pesquisas apontam um empate técnico entre o bloco liderado por Netanyahu e a aliança de oposição comandada por Gadi Eisenkot. Os levantamentos indicam que nenhum dos dois lados parece capaz de alcançar sozinho a maioria parlamentar necessária para formar governo.
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