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Sunday, October 11, 2026

Um centímetro de VAR é suficiente para salvar o FC Porto?

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Seja bem-vindo a mais uma edição de "O Campeão É", manhã de domingo na Rádio Observador. Foi uma vitória justa. O Porto imitou o Sporting, operou uma reviravolta na Madeira frente ao Marítimo, depois de ter estado a perder por 1 x 0. Fechou o jogo com 2 x 1, num belo momento de Pietro Zezki, lance analisado pelo VAR, que colocou o polaco em jogo por 1 centímetro. Mais logo há Benfica, Vitória Sport Club, no Estádio da Luz. Partida para acompanhar com mais uma emissão especial de desporto da Rádio Observador. Eu sou o Nelson Ferreira e comigo para comentar a atualidade desportiva tenho hoje o João Castro, o João Pinto, o Luís Pinto Coelho e o Pedro Henriques. Muito bom dia, campeões. Vou começar a análise puxando a fita atrás e a aproveitar a presença do João Castro, que não esteve conosco ontem. João, queria muito saber o que achaste da vitória do teu clube em Braga, num jogo que se antecipava difícil, mas que foi resolvido a partir do banco.

Bom dia a todos. É verdade. A partir do banco, é uma estrutura diferente do Sporting, um 4-3-3. A defender um 5-4-1 com o Altymira pro meio dos centrais e o Sporting uma equipa mais de transição do que propriamente uma equipa de posse. E que conforme tu disseste, e bem, algumas dificuldades, que depois foram resolvidas com a entrada do Maxi, do Zalazar e do Suárez, a dar outra qualidade à equipa e outra definição no último terço, e o Sporting a vencer bem a partida. Era um jogo fulcral para o Sporting, para o Rui Borges, diria também. E assim já não podem dizer que o Rui Borges não ganha nenhum jogo grande, já ganhou um. E agora vamos ver se realmente o Sporting começa a ser mais consistente, embora ainda tenha muitas dúvidas sobre este sistema, sobretudo quando apanhar blocos baixos.

João Castro, há também essa notícia, ao que parece já confirmada, de Zalazar, que parece estar fora do jogo, por exemplo, com o lance para as Champions na próxima terça-feira.

Sim, infelizmente pareceu uma alia, qualquer coisa na coxa, e portanto deve ser muscular. E saiu, se calhar, muito por precaução para não agravar, mas fica realmente de fora. Nesta situação onde ele entrou, a jogar interior pro lado direito, e com esse sistema, não sei se o Rui Borges irá manter, prevejo que o João Simões tenha uma oportunidade também de começar a jogar.

Muito bem, vamos ter uma semana também de Europa para as equipas portuguesas. Viramos a agulha para o Futebol Clube do Porto. Luís Pinto Coelho, como antecipaste aqui ontem no Campeão, uma vitória difícil na Madeira, onde esteve o melhor e o pior do Futebol Clube do Porto neste jogo de ontem.

Olá, bom dia. Eu diria que o pior foi a primeira parte, acho que uma primeira parte aquém, e depois o Diogo Costa também um bocadinho, entre aspas, a dormir num remate que era perfeitamente defensável para ele, e o Marítimo chega à vantagem, o Porto empata mesmo no final da primeira parte e isso também tranquilizou um pouco a equipa. E depois na segunda parte, sim, o Porto cria muitas oportunidades. O guarda-redes do Marítimo também foi agarrando sempre a equipa. E depois o Porto, que tem um banco incrível, ontem percebeu-se isso, a capacidade que Fariole esta época tem de, se tiver todos os jogadores disponíveis, ir ao banco e acrescentar sempre muita qualidade. Ontem foi o Pietro Zezki que resolveu, mas podia ter sido o Samu, o Jimenez, o Gabri Veiga ou o Borra, porque há muitas soluções no banco. E o Porto faz uma boa segunda parte. Eu previa um jogo difícil. Aquele relvado também não ajuda, a bola salta muito, é difícil da bola rolar com facilidade. Quem tenta jogar muito com a bola pelo chão tem mais dificuldade, mas foi uma vitória justa, parece-me inegável. E se o Porto criou muito mais oportunidades, teve sempre muito mais perigo. E é importante continuar com 100% de aproveitamento. Já melhorou a época passada, porque na época passada, à oitava jornada, o Porto já tinha perdido pontos e agora vai com uma folha limpa.

De fato, o Diogo Costa tem um lance pouco habitual para aquele que é titularíssimo do Porto e também da seleção portuguesa. Há também uma má notícia, Luís, com essa lesão do William. Algumas semanas vai estar de fora com uma entorse.

Sim, é um lance feio até de ver, porque se percebe que o pé torce completamente. Parece que é uma entorse de grau dois. Eu diria que se calhar três semanas, no mínimo, estará ausente. A sorte é que o Porto já tem Pietro Zezki bem, o Borra também tem entrado bem e vamos ver se o Meque também pode aproveitar esta lesão do William. Mas é pena, porque é um jogador que atravessava um excelente momento.

João Pinto, muito bom dia também conosco. Já vamos fazer a antevisão desse Benfica x Vitória, mas queria também o teu comentário relativamente a este jogo que, como ontem aqui falamos, não teve bailinho da Madeira, mas diz o Benfica que foi uma vergonha. Não sei se subscreves a opinião do comunicado feito pelo teu clube.

Bom dia. Eu não gosto desse tipo de coisas, não gosto destes comunicados. O Benfica nem jogou. Portanto, pelo menos tinham que ter o recato de esperar pelo fim do jogo do Benfica, porque nunca sei se o Benfica vai ser beneficiado com dois lances iguais e depois vai ser uma chatice. Mas tirando isso, acho que o Futebol Clube do Porto, o jogo foi muito aquilo que o Luís disse, um Diogo Costa que normalmente costuma ser ele a salvar a equipa. Desta vez foi a equipa que o salvou a ele. Ele tinha alguns créditos e os colegas dele acabaram por o recompensar. E depois, realmente, aquela decisão do VAR ou aquela linha do VAR que por um centímetro, isto não há cá lei Van G, ou Wenger que nos valha, vai haver sempre um centímetro de margem, uma linha que é colocada e o frame do pé que a bola que sai. Vai haver sempre discussão, porque é mesmo assim. Desta vez calhou pro Porto, certamente. Outro dia virá em que será um centímetro a menos.

Pedro Henriques, por um centímetro se ganha e por um centímetro se perde. Estava a recuperar o teu podcast Sem Falta, onde deste nota 7 à equipa liderada por João Gonçalves. É uma nota boa.

A partir do momento que temos vídeo-arbitragem, passa a ser uma nota boa, porque existem tecnologias. Se só perguntar às pessoas, todas que fazem análise e comentário à questão do VAR, se já uma vez estiveram sentadas numa sala de vídeo-arbitragem, se alguma vez operaram o sistema, sabem qual é os prazos que se dá e se sabem se há erro, se não há erro, se sabem alguma coisa sobre vídeo-arbitragem e se sabem qual é a página onde está o protocolo, a resposta é: não sabem. E portanto, falam de algo que, à partida, está logo errado, porque as pessoas não sabem do que estão a falar. Há uma tecnologia que é aplicada de igual forma em Portugal. É uma tecnologia que mistura o 2D com 3D. É uma tecnologia que não é tão perfeita como é o SAOT, Semi-Automatic Offside Technology, traduzindo as letras para português, que tem três momentos com duas intervenções da parte humana, que é exatamente, não é quando a bola sai, é como diz na lei, é o momento em que o jogador, neste caso o Kyora, toca na bola, no fundo, inicia o ponto de contato, é aí que se coloca a paragem. Depois, duas referências têm que ser dadas, neste caso, relativamente ao ombro de quem está em fora de jogo, porque era a parte que estava mais à frente, e estou a falar do Pietrzewski, e depois relativamente ao ombro do jogador do Marítimo, que também era a parte que estava mais próxima da linha de baliza. É só isso que eu quero dizer. A partir do momento em que tu manualmente, através do teu técnico que está ao teu lado, colocas estes três pontos e dás estes três pontos ao computador, o VAR, o homem, o ser humano, já não faz mais nada. Toda a gente que diz que as linhas estão tortas, é mentira, porque o algoritmo não faz linhas tortas. O que há é erros paralax, pessoas a tentar no telemóvel fazer as suas próprias linhas e aquela linha azul para o atacante e a linha vermelha para o defensor. A projeção para o sol, que é aí que se passa do 2D para o 3D, é tudo feito pelo software. E depois medem a distância para a linha de baliza. Não é a linha de fundo, não existe linha de fundo, é linha de baliza. E depois o que é que deu? Deu que o jogador do Marítimo está mais próximo da linha de baliza um centímetro. Dito ao contrário, o jogador do Porto está um centímetro atrás. Mesmo que possa haver aqui erro humano, na perspectiva que é o momento em que tu pões o toque do Kyora na bola, há uma certeza que a gente tem: todos os lances em Portugal da primeira e da segunda liga são colocados exatamente da mesma maneira, exatamente no mesmo critério. E para terminar com isto, não vou falar do jogo, estou me aqui a esticar na parte da vídeo-arbitragem. Se der um centímetro como deu ontem, o VAR, por isso é que demora tempo, desfaz tudo e volta, sem qualquer referência, a colocar outra vez, o que para ele acha que é o momento do toque do Kyora, a referência do ombro do jogador do Porto, que nesse caso era os ombros que estavam mais à frente, e volta outra vez. E se der o mesmo valor ou se não der o mesmo valor, ainda vai fazer uma terceira vez, porque se começar a dar valores diferentes, aí fica novamente a decisão tomada em campo. A partir do momento que deu segunda vez um centímetro, eventualmente, às vezes até vão à terceira vez um centímetro, é essa que é assumida. Tão simples quanto isso. É a mais segura de todas? Não, a mais segura é o FAOT, custa 5 milhões. Ainda não foi feito esse investimento. Agora, dizer que o lance, o jogo é decidido pelo VAR, não, é decidido pelo VAR com uma decisão correta, porque para mim, ou estás fora de jogo ou não estás fora de jogo. E se não estás, não estás. Se querem mudar a lei, como disse aqui o João Pinto e bem, para uma STV anger, que já está a ser estudada no Canadá e em fevereiro vai ser votada, então mudemos a lei, a letra da lei, para depois podermos aplicar as coisas de forma diferente.

Muito bem, Pedro Henriques, também com esta análise mais precisa a estas linhas que deram então a posição em jogo para Pietrzewski, validando assim o 2 x 1 do Futebol Clube do Porto no campo do Marítimo. Vamos ao Benfica, que recebe mais logo no Estádio da Luz o Vitória Sport Clube. João Castro, Tiago Margarido quer fazer história. Diz que o Vitória não vence no Estádio da Luz há mais de uma década, mas que tem aqui uma hipótese de o fazer. Acreditas nas hipóteses do Vitória para ir buscar pontos a este Benfica de Marco Silva?

Eu gostava que eles fizessem história, disso não tenho dúvidas. Agora, acho difícil. O Vitória não está numa boa fase, o Benfica está numa boa fase. Quanto a mim, não está fácil para o Tiago em Guimarães. E vamos ver o que o Vitória consegue fazer. Perante um Benfica que em casa é forte, tem apresentado um bom futebol ofensivo e eu não acho que seja fácil para o Vitória, que tem algumas lacunas no plantel. Passa por algumas dificuldades financeiras e tem que vender alguns jogadores, aposta muito na juventude, mas ainda não tem uma equipa preparada, como se vê até pela classificação. E as coisas não serão fáceis e vamos ver com que estratégia que chega para anular, obviamente, sobretudo o jogo exterior do Benfica. Claramente, há um ponto que é: os jogadores vieram da seleção e viu-se isso com o Sporting, que também tiveram alguns jogadores na seleção e podem não estar já aptos e vamos ver se vão jogar de início, se vão entrar, como é que entram. Esse pode ser um fator importante, ou seja, que reequilibra ali um bocadinho as forças entre o Benfica e o Vitória, mas obviamente o Benfica é favorito.

E a pegar precisamente nesse ponto para perguntar ao Luís Pinto Coelho se a esperança dos adversários do Benfica numa perda de pontos mais logo é um bocadinho esta pausa de seleções que o próprio Marco Silva não criticou, mas que lamentou.

Sim, é um bocadinho por aí. Percebe-se que os treinadores tentam gerir essa pausa, tentam gerir também o jogo europeu que vem aí, os jogadores que não tiveram em seleções e os jogadores que tiveram em seleções, porque há aqui níveis competitivos muito diferentes. Há jogadores que foram às seleções, fizeram quatro jogos, por exemplo, outros que ficaram e não fizeram nenhum jogo e perderam um bocadinho de ritmo competitivo, porque os treinos não são tão intensos, obviamente, e é difícil para as equipes técnicas gerirem isso. Mas o Benfica joga em casa, é muito superior ao Vitória. Eu diria que há aqui, se calhar, 10% de uma possibilidade de o Vitória roubar pontos. Mais do que isso, não me parece que seja muito credível. Agora, o Benfica já perdeu pontos em casa com o Académico de Viseu. Por isso, pode acontecer, embora me pareça difícil, neste contexto, vir a acontecer.

João Pinto, como é que achas que o Benfica se vai apresentar ou se tem de apresentar mais logo para não ter dificuldades frente a este Vitória, que pelas palavras do seu treinador, está motivado para esta partida?

Eu acho que não há razão nenhuma para o Benfica não estar motivado. O Benfica tem vindo a praticar um bom futebol, tem realmente esse empate e essa derrota no campeonato. Está a cinco pontos e agora mais uns quantos atrás do seu foco do Porto, mas tem feito uma boa performance. O Benfica está a jogar bem e tem uma equipa sólida. E é isso que tem que fazer. Há um Lukebakio que parece em melhor forma, que me parece que pode aparecer a titular. Há a questão da ausência do Sudakov e agora a titularidade do Echeverri, que parece que vai acontecer. Há dúvidas sobre a condição física do Prestiánni, mas também tivemos o Schjelderup, que jogou muitos minutos pela Noruega. E portanto, há aqui algumas dúvidas sobre qual é que é aquele tridente ofensivo que o Benfica vai apresentar. Todo o resto da equipa se vai manter igual, se vai manter constante. Há a questão da expulsão do Lenglet, que vai dar a titularidade ao Sirka, que também teve uma boa ida às seleções. E portanto, acho que o Benfica vai ser muito aquilo que estamos à espera, uma equipa pressionante, a querer chegar ao gol, a querer marcar muitos gols no seu estádio, estádio cheio, claro está. Acho que o Benfica vai ganhar, porque o Vitória também não se tem apresentado em grande nível.

Não, e já não ganha, creio, os últimos quatro jogos. Na Luz, sim, desde 2009. Nos últimos jogos é que são quatro, sem vencer. É preciso recuar há cinco jogos atrás para ter uma vitória do Vitória Sport Club. Pedro Henriques, como é que vai jogar o Benfica mais logo na Luz? Há muitas dúvidas também com alguns lesionados. O Kaminski também está fora, mas dá para perceber mais ou menos qual será a aposta de Marco Silva?

Sim, acho que sim, embora com as tais dúvidas. Repara que nos 11 do Sporting, acertei em nove, falhei dois. Ontem no Porto também dois. Por quê? Por este regresso das seleções, as viagens, não temos bem a certeza. Ou seja, este microciclo semanal, que é mais habitual e normal, foi totalmente alterado por esta paragem. Portanto, há aqui sempre dúvidas em relação a isso. Aí só os treinadores, depois com os jogadores, com conversa e com treino, conseguem chegar à conclusão de quais são os melhores. O Thiago Martins faz o papel dele, que é tentar motivar as tropas no sentido de dar esperança e dizer que não vai lá entregar o jogo, e é um discurso muito positivo. Estou de acordo, o Benfica claramente favorito. Está a fazer um futebol muito positivo. Vamos ver agora o que é que dá esta paragem, porque nunca sabemos a parte mental e a parte física. Em relação ao Benfica: Samuel Soares, Bá, Sirka, Tomás Araújo, Dal, Palhinha, Barreiro, Lukebakio, Rafa Prestiánni e Pavlidis.

É essa a aposta do Pedro Henriques para esse Benfica-Vitória de mais logo, com emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. Pedro Henriques, ficaria ainda contigo para um comentário às palavras de Pedro Proença. Lá o ouvimos falar, finalmente, para dizer que todos querem o capitão de volta à seleção. O processo disciplinar já está a correr e espera-se que até seja instaurada uma sanção reduzida a Cristiano Ronaldo por aquela saída mais intempestiva da seleção. Está aqui tudo a perfilar-se para que Cristiano Ronaldo seja convocado já para os próximos jogos de Liga das Nações?

Penso que sim, porque o Pedro Proença, desde o primeiro momento e quando falou, que falou um bocado tarde, mas nesta perspectiva mais apaziguadora e no sentido de tentar reunir as forças e as tropas. Portanto, mostrou claramente, acho que até de forma exagerada quando falou na questão da vénea, acho que não foi a expressão mais correta, mas acho que toda a gente queria e quer que o Cristiano Ronaldo se despeça de forma diferente da seleção. Não queremos ficar com aquela imagem de encostar no Portugal-Noruega, Portugal em estádio banco e chateado, ir-se embora e depois a sair pela calada, não foi da noite, mas da tarde, numa carrinha, de um treino, a abandonar. Acho que isso são imagens más para o próprio Cristiano Ronaldo, mas também ninguém fica bem na fotografia, a própria federação que não foi pró-ativa. Estas palavras são apaziguadoras. O castigo, já se sabe, já tínhamos falado aqui, por causa do artigo 106, ainda por cima o Cristiano Ronaldo não vai abrir propriamente um processo, porque ele não vai apresentar testemunhos e ao assumir a culpa, passa logo para metade, os tais 15 dias a três meses e não de um mês a seis, e a parte financeira não importa. E portanto, eu acho que o ideal, se calhar, era que o Cristiano Ronaldo, por exemplo, voltasse numa parte já mais final a partir de março. Passavam bem de oito meses, apaziguava, havia aqui um certo afastamento, porque ele também não teve a atitude correta e tínhamos os quartos de final da Liga das Nações e depois, se tudo correr bem, aquela em junho, aquela Final Four. Mas eu penso que não será esse o sentido. Será no sentido, Jorge Jesus disse que o convoca, se ele marcar gol, se estiver bem. O Cristiano Ronaldo, no comunicado, disse que pede desculpa, quer ser penalizado e está disponível para. A federação está com vontade. Falta aqui um fator que é, em teoria, os jogadores da seleção estão confortáveis, porque os três que ouvimos falar, o Nuno Mendes, o Rúben, depois o próprio Bruno Fernandes, que até fez capa de jornal a dizer que conta com a seleção, ele é sim, vai sempre em frente. Agora, não sei se depois isso corresponde ao sentimento interno de todos os jogadores e se isso não pode criar desestabilização. Agora, a ideia que fica é claramente em novembro, se tudo estiver normal, no sentido do castigo, da penalização e do Cristiano Ronaldo não estar lesionado, que será convocado.

João Castro, há essa indicação, de fato, de alguns companheiros que publicamente também querem Ronaldo de volta à seleção. Não sabemos como é que o grupo se iria comportar com este regresso. E Jorge Jesus, consideras que o pode convocar já para esses jogos de novembro?

Ele disse na altura que sim, mas isso foi antes do comunicado do Ronaldo.

E tu convocavas?

Atendendo àquele, eu diria que o Quaresma dá um ataque ao caráter do Jorge Jesus porque diz que ele está a mentir.

Coitado do João, que pergunta é essa?

Ele é um homem do campo, o João é um homem do campo, está habituado a isto. Se calhar até já teve uma decisão destas pela frente.

Exato. Atendendo ao ataque ao caráter de Jorge Jesus, Quaresma dizendo que ele mentiu, eu não convocava.

Muito bem. Luís Pinto Coelho, a tua opinião também sobre esta possível convocatória já em novembro de Cristiano Ronaldo, que parece estar a perfilar-se.

Eu ouvi as declarações do Pedro Proença e fez-me lembrar aquele ministro iraquiano. Eles estavam quase na porta dele, ele a dizer que estavam a aniquilá-los a todos. Não adianta dizer que todos querem o regresso do Cristiano Ronaldo, porque quem anda no futebol e fala com algumas pessoas sabe que isso não é verdade. Há jogadores dentro da seleção que estavam cheios daquilo. Continuar com esta narrativa que toda a gente quer lá, que o ambiente é muito bom, que se adoram todos e é tudo beijinhos, não sei, mas ok. O que eu recomendo agora na próxima convocatória, se ele for convocado, é estar sempre lá um advogado. Ele diz: "Vai jogar 30 minutos." É reconhecido pelo advogado, notário, tudo prontinho, que é para depois não haver problema. "Joguei 10, tu prometeste 20 e agora eu quero 30." Parece um jogo de Monopólio, mas enfim, é o que temos na nossa federação.

João Pinto, há aqui um desafio logístico, jurídico, institucional para as próximas convocatórias de Cristiano na seleção.

E por causa disso é que eu invoco a quinta emenda. E, portanto, prefiro remeter-me ao silêncio. Exatamente.

Muito bem, vamos avançar com as nossas notas de campeão. Fico já contigo, João Pinto. Quem é o teu campeão hoje e com que nota?

Nota 15 para o Académico de Viseu. Um grande início de campeonato, quinta posição, algo que realmente é de sublinhar. Depois nota oito para Manchester United e para Tottenham, que empataram 1 x 1 ontem e que continuam a ser dois tristes tigres numa Premier League que sente a sua falta. E vamos ver o que é que o Manchester faz na Liga dos Campeões, se consegue lavar a cara ou não. E depois, nota 15 para o Benfica e para este regresso ao Estádio da Luz, que eu espero que seja feito com três pontos.

Falavas aí da Liga Inglesa. Hoje há um interessante Liverpool-Manchester City às 16h30. Vamos à nota do Pedro Henriques.

Vou dar nota 20 à tecnologia, ao videoárbitro e àquilo que eu considero sempre muito útil. Eu fui árbitro até lá há 20 anos. Muitas vezes estava no campo e sentia-me, entre aspas, sozinho e pensei muitas vezes como gostaria de ter a hipótese de rever o lance que acabou de acontecer. Com o videoárbitro, essas hipóteses começaram a ser dadas. Nem sempre acerta, nem sempre toma a decisão mais correta, mas veio ajudar na tomada de decisão. E esse é o caminho. As tecnologias ajudam na tomada de decisão e verdade desportiva. E essa verdade desportiva não pode dar jeito para quando nós queremos atacar os adversários e dar-nos jeito a nós. E isto não é só por causa de ontem, é de todos, porque neste caso concreto, Benfica, Porto e Sporting fazem mais do mesmo. Quando é para eles, calam-se, quando é para os outros, atacam. E isso não pode ser. Esses cursivos não ajudam nada o futebol. Portanto, 20 para as tecnologias, para o videoárbitro e para aquilo que é cada vez mais a ajuda na tomada de decisão das equipas de arbitragem através dessas tecnologias.

A melhor nota de 20 do Pedro Henriques para as tecnologias. João Castro, vamos ao teu campeão.

Olha, 16 para o Académico de Viseu. Era uma nota que eu tinha aqui. Realmente, para quem subiu, está a fazer um excelente início de campeonato e nota negativa para o Vinicius Júnior. Continua a ter atitudes inacreditáveis. Ontem foi puxar o cabelo a um jogador, acabou por marcar golo que foi bem invalidado.

Ele é cabeleireiro, João. É cabeleireiro.

É barbeiro. E aí dou razão ao Pedro Henriques, graças à tecnologia, caso contrário, se não houvesse tecnologia, tinha sido um golo ilegal, que parte obviamente de uma situação que levou à expulsão e vem do Vinicius Júnior, que tem que crescer bastante psicologicamente se ainda quer ser um jogador de referência mundial.

Entretanto, já fez um mea-culpa nas redes sociais, mas também lançou mais uma story no seu Instagram com montagens de lances de outros jogos, com frases mais ou menos enigmáticas, dizendo que para Vinicius é sempre vermelho. Deu uma no cravo e outra na ferradura. Luís Pinto Coelho, vamos ao teu campeão de hoje.

Ora, um 18 para o Petit. O Santa Clara continua muito bem.

Hoje está em terceiro, não é?

Sim, é uma grande época do Petit e do Santa Clara. Eu acho que o Petit é um excelente treinador e tem dado provas sempre disso. Neste projeto, pode-se pensar um bocadinho mais alto, se calhar andar ali a rondar os lugares europeus. E depois, um 18 também para o Óskar Pietarzonen, que ontem, mais uma vez, entrou e foi decisivo, um golaço. É um jogador que tem um potencial enorme e que vai ajudar desportivamente e financeiramente o Porto.

Está feita a edição de hoje de "O Campeão É". Mais logo não perca a edição especial de desporto para acompanhar esse Benfica x Vitória Sport Clube, que começa pelas 17h30. O apito inicial é às 18h.

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