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Sunday, November 1, 2026

FC Porto faz 10 em 10 no campeonato. E na Champions?

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Sem espinhas, o Futebol Clube do Porto venceu ontem o lanterna vermelha Estoril Praia, por 4 x 0, no Estádio do Dragão. Dez vitórias em 10 jogos para os Dragões de Francesco Farioli. É impossível pensar num melhor início de temporada para o Porto, no campeonato nacional, mas a vida é diferente na Europa. O Porto tem um jogo decisivo na quarta-feira frente ao Nápoles. Nesta edição de "O Campeão É" passamos ainda pelo discurso de Rui Costa ontem, na Assembleia Geral do Benfica. Nesta edição de "O Campeão É" damos notas de 0 a 20 com a ajuda do João Pinto, do João Castro, do Luís Pinto Coelho e também do Pedro Henriques. Eu sou o Miguel Gato. Bom dia a todos. Luís, começo por ti. Pergunto como é que avalias esta vitória do Futebol Clube do Porto e pergunto se Francesco Farioli geriu a equipa da melhor maneira para estar na máxima força já na quarta-feira.

Olá, bom dia. A exibição é muito boa. Eu penso que o Porto faz globalmente uma exibição competente, entra muito forte na primeira parte, pecou um bocadinho na finalização. O Porto, na primeira parte, podia ter resolvido logo a partida com mais dois, três gols. Isso não permitiu a Farioli gerir ainda mais, logo ao intervalo, por exemplo, a questão da gestão física a pensar no Nápoles. Depois acabou por fazer, mais na parte final, eu diria nos últimos 20, 25 minutos, fez essa gestão. Mas o Porto também joga em casa os dois jogos, o Nápoles só vai jogar hoje, tem que fazer a viagem, por isso acho que não há esse problema da questão física. Acho que o Porto até pode partir em vantagem relativamente ao Nápoles, mas olhando só pra exibição, sim, acho que é uma bela exibição do Porto. Mesmo assim, no último terço, o Porto tem que melhorar um pouco, falha bastante no último passe, na última execução, porque poderia ter sido um resultado de sete, oito com alguma facilidade, embora o Estoril também, na segunda parte, teve duas grandes oportunidades, podia ter feito gol, mas foi uma exibição bastante competente do Porto.

Surpreendeu-te o Futebol Clube do Porto não ter jogado com a tal linha de três que tinhas previsto na edição de ontem do programa?

Sim, havia essa hipótese, porque não havia o William e o Óscar. Ainda pus essa hipótese de dar mais liberdade aos laterais, mas percebe-se que este é o modelo de Farioli. Ele só pontualmente acredito que possa utilizar. Até, se calhar, durante os jogos, como tem Pablo Rosário, que joga bem a central, baixar o Pablo Rosário e mudar um bocadinho o sistema durante a partida.

Pode utilizar na Liga dos Campeões para uma maior consistência defensiva, por exemplo, contra equipes maiores?

Sim, às vezes pode acontecer. Eu acho que de início será difícil, mas durante a partida pode fazer essa nuance pra tentar até surpreender o adversário, mas percebe-se que este é o sistema que Farioli gosta, se sente confortável e que os jogadores já estão muito rotinados.

Pedro Henriques, vitória fácil aqui para o Futebol Clube do Porto, perante um Estoril em apuros. Agora segue-se o desafio da Liga dos Campeões.

Bom dia. Sim, o Porto já tá tudo dito e realmente é uma equipa que pra consumo interno está muito bem, respira saúde. Agora passa a ser todos mata-mata, começa a fazer os tais pontos que são necessários pra, pelo menos, pensar no playoff. Mas eu queria olhar aqui também sob o ponto de vista do Estoril, porque o Estoril tá em último lugar, obviamente. Ontem perdeu, também não era fácil. Aliás, não tem sido fácil pra nenhuma equipa, o Benfica também perdeu lá. Portanto, pra nós percebemos o valor do Porto quando joga em casa. Agora, a questão são os números. Eu sei que sou muito chato com as estatísticas, mas as estatísticas não mostram tudo, mas mostram um bocadinho do filme. Reparem, o Porto, que ganha 4 x 0, o jogo tem poucas faltas, faz 13 faltas, e o Estoril, que supostamente tá em processo mais defensivo, só teve 34% de posse de bola, faz sete faltas. Eu não tô a apelar às faltas, bem pelo contrário, mas isto mostra a não agressividade, no bom sentido da palavra, de uma equipa como o Estoril. Cantos, zero. O Porto tem oito. Depois, claro, vem o resto. Arremates enquadrados, zero. Portanto, uma equipa que não ganha um canto, que faz metade das faltas do seu adversário e esteve em processo defensivo e que não tem nenhum arremate enquadrado, diz muito daquilo que tem que ser. Eu acho que o problema do Estoril tem que ser a mudança da mentalidade, da atitude, da postura. Não tô a dizer que eles não queiram ou que não tenham atitude, não é isso. Na prática, não o conseguem impor e, portanto, tem que haver aí uma mudança. E portanto, agora esperamos, fica a pressão, entre aspas, sobre o jogo que falta, neste caso, para jogar, em termos de Benfica, e falta agora, sobretudo pro Porto, pensar naquilo que vem a seguir e o que vem a seguir é um jogo muito importante, campeonato é mais importante, e acho que o Porto tem que dar mesmo tudo e tem que conseguir ganhar pra Champions League.

João Castro, era uma tarefa difícil para um Estoril em apuros, como também relatava o Pedro Henriques. Não teve um jogo fácil nem de sucesso no Dragão. Uma equipa que acabou de mudar de treinador, tem apenas dois pontos no campeonato. Pergunto se este era o melhor jogo para o Futebol Clube do Porto fazer então essa gestão para o jogo de quarta-feira frente ao Nápoles, que é muito importante para os Dragões.

Sim, para o Porto é uma maravilha o calendário ter apanhado o Estoril nesta altura antes do jogo do Nápoles. O Porto faz uma boa exibição, obviamente. Muito dinâmico. No Porto eu vou destacar o Samu. O jogo de costas do Samu cresceu exponencialmente com o Farioli. Era um jogador que tinha muitas dificuldades nesse aspecto e acho que está a evoluir muito. E isso traz também mais qualidade ao jogo do Porto, pois tem essa capacidade física. O Porto continua a falhar realmente alguns gols, mas era um Estoril muito permeável também. Eu não consigo perceber bem o Estoril em termos de política desportiva este ano, porque o treinador não estava a funcionar, depois houve paragem, podiam já ter ido buscado um novo treinador, agora é o interino, que já tinha a equipe técnica. A verdade é que deixa nomes muito importantes de fora, como o João Carvalho, por exemplo. Portanto, alguma coisa se passa também a nível do ambiente, provavelmente o balneário ou aquilo que o Pedro disse, a falta de algum compromisso, porque o Pedro tocou no ponto, uma equipe que está a lutar para sobreviver, tem que lutar e muitas vezes tem que fazer faltas. A agressividade mede muito essa condição de lutar pela sua sobrevivência. Se não faz faltas, é permeável, o Porto foi por ali fora e realmente não foi o maior amasso, porque o guarda-redes do Estoril também fez ali umas defesas quase impossíveis. Podia ter marcado também o Estoril um, mas se calhar o resultado acaba por ser sete-um. E portanto acho que o Estoril tem que rapidamente decidir a sua política desportiva, porque o Estoril passa, e é um ponto importante que às vezes também faz sentido nós refletirmos todos. O Estoril passa de um treinador como o Ian Cattro, um treinador ofensivo, de posse, para um treinador como o Vasco Matos, que é um treinador mais defensivo, gosta mais de solidez defensiva. Portanto, em termos de política desportiva e de mentalidade, aquela equipe passou do oito ao 80. E isso muda muita coisa dentro da mentalidade dos jogadores e do que os jogadores também entendem que é o futebol. Não sei, vamos ver se vai haver novo treinador no Estoril em breve, mas é realmente uma equipe que está nesta altura em areias movediças e continua-se a mexer muito e cada vez afunda-se mais.

Antes de irmos às declarações de Rui Costa ontem na Assembleia Geral do Benfica, João Pinto, queria te perguntar se o Benfica está agora mais pressionado, está a oito pontos neste momento, pressionado para esse jogo com o Alverca amanhã.

A resposta simples é sim, está mais pressionado. Obviamente, o Benfica vai jogar em casa, vai jogar com o Alverca. Também é favorito, agora tem que fazer os três pontos porque joga em casa e joga para o campeonato. Seja quem for o adversário na Luz, é sempre para ganhar. Agora, sim, os números estão lá, o Benfica precisa dos três pontos para se chegar à frente e para continuar esta distância, que eu digo que ainda é razoável para o Futebol Clube do Porto.

Vamos então à Assembleia Geral do Benfica, que decorreu ontem e com vários recados do presidente encarnado. Rui Costa lançou algumas farpas aos rivais, mas também falou sobre Pedro Proença, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol. João Pinto, começo por ti, até porque os sócios questionaram o presidente encarnado relativamente a esta relação do Benfica com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, mostra que é aqui uma preocupação dos sócios, apesar de Rui Costa dizer que não está amarrado, nem dependente de qualquer instituição.

É uma posição ingrata que o Rui Costa tem agora, porque realmente houve aqui uma tentativa de consenso para se tentar chegar a esta direção da Federação, esta direção da Liga, e tentou-se, mas depois quem cedeu ficou com cara de parvo, porque de repente ninguém gosta do Pedro Proença, o Pedro Proença não está a fazer um bom trabalho e o Benfica sente que está a ser absolutamente prejudicado nesta questão da centralização dos direitos. Portanto, o Benfica recuou, Rui Costa recuou, afinal já não quer ser amigo e está a apresentar os argumentos que o fizeram levar a essa ruptura. O Benfica não está em condições de poder perder dinheiro com a centralização dos direitos. Acho que o Benfica faz muito bem em defender a sua dama, faz muito bem em defender os seus rendimentos. Não é uma questão de democracia, é uma questão de ascendente do Benfica, de tamanho do Benfica, de peso do Benfica, e o Benfica tem que fazer valer isso mesmo. Agora, quando cedes antes, assinas o papel, a seguir arrependes-te, já custa um bocado mais, já é mais difícil mesmo do ponto de vista da postura oficial. O Benfica tem aqui um problema, tem que se tentar resolver. Acho que não se resolve com discursos em assembleias gerais, resolve-se com ação e o que o Benfica fez, esta petição que o Benfica fez, que já leva 80 e tal mil assinaturas, essa sim, pode vir a ter peso.

Em relação a esta questão dos direitos televisivos, João Castro, presidente do Benfica, diz que o clube encarnado é o único que fica a perder. Nós já ouvimos a tese de que são os três grandes que ficam a perder com esta centralização dos direitos desportivos a nível financeiro e que o Benfica tem ações judiciais preparadas para recorrer em todas as instâncias. Isto põe em causa o próprio acordo ou pode pôr esta posição do Benfica?

Pode. Acho que o João Pinto resumiu também bem. Primeiro assinam, depois se calhar fizeram melhor as contas e as coisas não estão fáceis. E podem perder aqui algum valor. O Benfica, naturalmente, tem que defender os seus interesses, mas isto vai acontecer. Porque, obviamente, assim também o próprio governo fez força para que isso acontecesse. Eu acho que isto irá acontecer, mas poderá ter que existir um entendimento entre todos para que o Benfica também não se sinta prejudicado. Aqui estas promessas e quem fez as contas da centralização agora vai ter que também chegar-se à frente e perceber realmente se as contas foram bem feitas, se o valor do nosso produto é bom para conseguir esses valores, o que eu tenho as minhas dúvidas, e portanto não vai ser fácil. Acho que vai haver aqui uma batalha judicial, isso não tenho a menor dúvida.

O Rui Costa mandou umas farpas, pelo que parece ser, para os presidentes rivais. Disse que não é um papagaio falante como muitos dos que andam por aí. Luís Pinto Coelho, esta boca do presidente do Benfica era para quem?

Não faço ideia, mas isso é normal. Fala em assembleia geral, fala para o seu eleitorado. Convém sempre mandar as suas bicadas, é um bocadinho transversal sempre a todos os presidentes, não dou grande importância a isso. Relativamente à questão dos direitos televisivos, eu acho que os três grandes, neste caso, podem perder no imediato, mas eu acho que irão ganhar no futuro, se o produto for bem trabalhado. E acho que é isso que também devem pensar, porque os grandes perderem cinco milhões de euros ou seis milhões de euros é insignificante, é um jogador mal contratado. E se calhar acrescentar dois ou três milhões às equipas pequenas vai tornar o futebol português muito mais competitivo e a longo prazo isso pode ser depois recuperado. Eu acho que é uma questão de visão de mercado, porque não faz muito sentido neste momento termos três operadores a transmitir jogos do campeonato. Acho que isso não faz sentido, não acontece em lado nenhum. Acho que não é benéfico. Acho que é ter um bocadinho de visão, perder um bocadinho agora para ganhar no futuro.

Pedro Henriques, não posso deixar de te perguntar sobre as declarações do Rui Costa sobre a arbitragem. Promete combater nas instituições para mudar o que está instalado há muitos anos. Também falou sobre a questão do papagaio falante, que pode ser interpretado como eventuais declarações de outros presidentes sobre a arbitragem, mas a arbitragem também está sempre aqui no centro dos discursos dos dirigentes, isso é algo que não muda.

Sim. Duas coisas de forma rápida. Centralização, eu só quero que me expliquem duas coisas. Uma é por que todos os outros países que têm futebol mais evoluído que nós têm centralização e nós não? Expliquem-me só isso. Se calhar nós é que estamos certos. É o tal pelotão, que a mãe fica muito orgulhosa que o filho é o único que vai com o passo certo. E depois a tal questão, até podem estrebuchar, e eu não estou a falar do Benfica, estou a falar de todos. Podem estrebuchar, mas isto foi uma lei, isto é governo, a malta não está a perceber. Ok, a partir do momento que isto foi legislado e é do governo e é uma imposição, não há volta a dar. A gente até pode não gostar da lei. Eu também não gosto do gasóleo caro, mas é o que é. E depois é aquilo como disse aqui o Luís e muito bem. Isto é uma visão de futuro e de mercado. Se calhar agora, eu claro, acho bem que lutem individualmente e pessoalmente cada um dos clubes na perspectiva de não se sentirem prejudicados, mas têm que ver isto mais à frente. E o problema é que os grandes dizem que sim, querem futebol mais atrativo, mas é tudo treta, porque na prática eles querem é continuar a ganhar. E se houver uma aproximação dos clubes pequenos em termos de qualidade, eu não sei se eles ficam assim tão felizes, como é óbvio. Finalmente, em relação à questão da arbitragem. É normal neste tipo de assembleias ou de reuniões em que estás perante os teus associados e estás perante pessoas, como foi o caso Rui Costa ou o Manteigas, que estava lá, que são contra, de certa forma, o Rui Costa, etc, que se esgrimam determinados argumentos naquilo onde os adeptos normalmente mais gostam que se esgrima e que faz peito, que é a questão da justiça e da disciplina e a questão da arbitragem. Portanto, quando dizem: "Nos sítios certos, nós vamos responder". Não estou a falar do Benfica, estou a falar em termos gerais. O quê? Quais são as propostas? Quais são as medidas concretas? Como é que mudam? Agora a arbitragem neste momento, isto dá para aqui um programa, não está bem, já percebemos isso. Neste momento vive um dos piores momentos em termos de credibilidade, pela desconfiança que existe em relação à arbitragem. Não pode estar a acontecer um jogo importante com Braga e Sporting ou no outro dia que acho que era o Benfica que estava a jogar, e o seu presidente do Conselho de Arbitragem, por muita razão que tenha em defender a sua honra e a sua família, estar em simultâneo num programa de televisão. Não pode. Naquele momento, ele tem que estar concentrado nos homens e mulheres, mas neste caso homens, que estão a arbitrar os jogos e sobretudo jogos que sejam importantes. E portanto, isto revela muito bem que neste momento não há estabilidade de dentro para fora. Quem minou a arbitragem neste momento veio de dentro para fora. Normalmente era sempre de fora para dentro, agora é de dentro para fora. E portanto, há aqui alguma coisa que não está bem. E enquanto isto não se resolver, seja à força da PJ, Ministério Público, para dar razão ou não, não interessa, dificilmente vai haver credibilidade e qualquer pênalti, qualquer sete centímetros, qualquer não sei o quê, é tudo uma robalheira, etc. Mas isto a malta tem. E a malta gosta. E se calhar o futebol tem aquilo que merece nestas questões.

Um ambiente crispado também por causa daquilo que os adeptos pensam sobre o futebol português, não é? Não só os dirigentes, os dirigentes muitas vezes são o espelho dos adeptos.

Sim, claro. E repare, o futebol é um espelho também da sociedade. Eu não quero entrar aqui em termos políticos, basta ver a noite passada. Eu nem vou comentar, porque senão... Bem, adeus.

Vamos rapidamente, antes de irmos às notas de campeão, acredito que vão fazer também menção à vitória do AC Milan frente ao Inter, Rúben Amorim, que conseguiu vencer o derby de Milão. Mas antes queria só perguntar ao João Castro, até porque hoje é destaque em toda a imprensa desportiva, o nome Paulo Fonseca, ou seja, já não aparece só que o Sporting está à procura de uma alternativa a Rui Borges, todos os principais jornais desportivos esta manhã falam do nome de Paulo Fonseca, inclusive o jornal Record dá conta de que há já contactos exploratórios e já há o pensamento de um novo treinador, eventualmente, para a pausa de seleções que se aproxima agora em novembro. João Castro, já ontem disseste que gostavas do nome de Paulo Fonseca para o Sporting, na impossibilidade de seres tu a tomar conta do plantel do Sporting, mas Rui Borges está aqui numa situação também muito difícil, não é? Porque não pode ser imune a estas notícias que saem na comunicação social.

Claro, o Rui Borges além de treinador é um ser humano e, portanto, sente realmente isso na pele, por mais que ele diga que não sente. Sim, eu disse Paulo Fonseca. O meu preferido de todos até era o Vítor Matos, do Swansea, mas percebo que com a ascensão que está a ter lá em Inglaterra, queira ficar por lá. Em termos do Paulo Fonseca, tem feito bons trabalhos. Obviamente, cresceu muito a partir daquele insucesso no Futebol Clube do Porto. Percebo que o Voranas, presidente do Sporting, goste dele. Parece-me que sim. No ano passado, o Paulo Fonseca até elogiou muito o futebol leonino. Acho que há uma vantagem, posso estar enganado, é que basta ver o balanço do Sporting e o Leão leva dinheiro ao Sporting por causa do Alfonso Moreira. Isso pode ajudar um bocadinho se houver esse real interesse. Acho que além dos jornais, até o próprio "L'Équipe" falou disso. Até os jornais franceses já tocaram no ponto. Portanto, vamos ver se isso é verdade ou não. É uma situação um bocadinho difícil de gerir, porque os jogadores também ouvem as notícias, o Rui Borges ouve as notícias.

Sim, Luís.

Até já se fala do possível sucessor do Paulo Fonseca ser o Tiago Mota.

Sim, é verdade. Até já veio isso. Que eu até pensei que fosse um nome que pudesse vir para o Sporting. Agora vamos aguardar, mas não é fácil. Ou seja, percebes que estás a prazo. Não sabes é quando que expira a data de validade, mas percebes que tens isso. Portanto, tens que gerir isso na tua cabeça, tens que gerir a equipa, tens que preparar os jogos. Não é um momento fácil, mas parece-me que claramente o Sporting quer dar uma reviravolta no futebol leonino. E se for assim de Paulo Fonseca, a questão não é se é Paulo Fonseca ou não, é quando.

Quando é que vai ser Paulo Fonseca ou pelo menos quando é que sai Rui Borges. Vamos às notas dos nossos campeões. Luís Pinto Coelho.

Vou dar um 18 ao Gabri Veiga, que ontem fez um tremendo jogo. Encheu o campo, fez um golo, fez uma assistência e está a um nível altíssimo. Ele já atingiu o número de golos esta época que fez na época passada toda. Isso prova bem o nível a que ele está. Depois também vou dar um 18 ao Rúben Amorim. Acho que é sempre uma vitória impactante e que lhe dá moral e confiança para continuar o trabalho. Acho que as coisas estão a começar a encarreirar. E depois um 18 hoje para a final da Elite Cup, em forma de incentivo ao Futebol Clube do Porto, que vai no hóquei em patins defrontar o hóquei de Barcelos numa final, que é sempre espetacular. O Porto e o hóquei de Barcelos têm tido sempre finais espetaculares. Espero que hoje caia para o lado do Porto.

João Pinto.

Nota cinco para o Manchester United, que ontem continua esse longo calvário, que já só está a um lugar dos lugares de despromoção e inclusive, há quem fale em Rui Borges para suceder, não sei. São rumores que andam por aí. Nota 15 para os ex-meninos do Benfica, que estão em alta: António Silva, Gustavo Varela, Diego Moreira e um golo do Florentino Luís na primeira liga. Há quem diga que é feriados por causa disso. Não tenho a certeza também, mas é um belo fim de semana para os três. E nota 10 para Paulo Fonseca, que se vê metido nesta sucessão de um colega de profissão, se calhar sem pedir, e lembrar que o Paulo Fonseca quando saiu do Futebol Clube do Porto, saiu depois de um processo de renovação muito profundo, que também lhe pediram para fazer o mesmo que estão a pedir agora ao Rui Borges e ele não conseguiu.

As ironias do futebol dar conta também de que o Manchester United não vence há nove jogos, não vence desde o dia 10 de setembro, uma vitória por 4 x 0 frente ao Sabah. Pedro Henriques.

As minhas notas vão, naturalmente, para a vitória no derby por parte de Rúben Amorim, portanto, uma nota 18. Acho que ele estava a precisar disso, é um treinador com qualidade e também merece ser feliz. Mas a felicidade também vem dos resultados e este não era um jogo qualquer, como nós sabemos. E depois, uma nota 20 para o judo, neste caso, estou a falar do Grand Slam de Abu Dhabi, em que depois do ouro da Táti Pina em menos de 70 quilos, agora tivemos a Patrícia Sampaio a conquistar uma medalha de prata e a perder só para alguém que já esteve ouro nos Jogos Olímpicos. Portanto, são duas medalhas muito importantes e o judo é daquelas modalidades que nós estamos sempre à espera, quer no Campeonato da Europa, no Campeonato do Mundo e sobretudo nos Jogos Olímpicos, a trazer medalhas para Portugal.

João Castro, as tuas notas.

Nota 18 para o Rúben Amorim, treinador que eu gosto bastante. Estive a ver o jogo e foi uma entrada incrível do Milan e depois o jogo bem conseguido pela parte da equipa do Rúben. E era importante, era o derby, portanto, é o jogo mais importante para eles. Começa bem. E depois, porque os adeptos de Manchester agora já choram por Rúben Amorim. Já perceberam que o Rúben Amorim precisava de tempo para implementar, não era só o seu futebol, era para virar o clube de avesso. Não permitiram e agora o Manchester realmente está em crise. Depois, nota 18 para o Farioli. Eu acho que temos que elogiar realmente o treinador do Porto. Mesmo às vezes jogando menos bem e tudo, a verdade é que são 10 vitórias, mas ontem teve uma bela exibição e temos que, obviamente, mencionar Farioli por essa grande exibição. E depois uma nota para o Moura, que começa a subir o nível no Roma. O Luís Pinto Coelho esqueceu-se do Rodrigo Moura, mas está a conseguir agora marcar gols decisivos importantes e, portanto, nota 16 para o Rodrigo Moura, que ainda vai crescer muito.

E amanhã há Benfica-Alverca e essa antevisão deste jogo fica prometida para a edição de amanhã de "E o Campeão É".

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