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Thursday, September 24, 2026

1h. EUA e China prolongam tréguas comerciais

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É uma hora. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Muito boa noite. Os Estados Unidos e a China concordaram em prolongar as tréguas comerciais até 10 de janeiro. O anúncio foi feito pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, em entrevista à cadeia de televisão Fox News. O acordo deveria terminar já no mês de novembro. Ao abrigo deste novo acordo, os dois países comprometem-se a reduzir as tarifas aplicadas mutuamente e a não impor novas medidas comerciais restritivas. A extensão das tréguas procura manter a estabilidade nas relações econômicas entre as duas maiores potências comerciais do mundo. Tréguas anunciadas numa altura em que o presidente da China já está nos Estados Unidos para a primeira visita ao país em mais de uma década. À chegada, Xi Jinping foi recebido por Donald Trump e pela primeira-dama na base de Andrews, nos arredores de Washington. Entretanto, numa declaração divulgada à chegada aos Estados Unidos, o presidente chinês defendeu que a China e os Estados Unidos devem ser parceiros e não rivais. Xi Jinping afirma que os dois países podem trabalhar em conjunto e contribuir para o sucesso um do outro e para beneficiar o mundo. O líder chinês apela ainda a uma relação mais estável entre Washington e Pequim, baseada na cooperação, numa concorrência saudável e na gestão das diferenças entre os dois países. O presidente chinês sublinha que os dois lados devem aproximar-se e trabalhar em conjunto para garantir a paz e a estabilidade. E Volodymyr Zelensky pede a intervenção da China para ajudar a pôr fim à guerra na Ucrânia. O presidente ucraniano discursou esta quarta-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Zelensky recordou o aproximar do inverno e as dificuldades enfrentadas pelos ucranianos nessa época, devido aos ataques russos ao sistema energético de Kiev, e lamentou não ter tido a oportunidade de falar com o presidente chinês, alguém que considera ter poder para influenciar a Rússia.

Os ucranianos entendem que este inverno pode ser muito perigoso para nós, mas em resposta, não teremos escolha senão fazer com que seja doloroso também para a Rússia. Infelizmente, não tivemos a oportunidade de falar diretamente com o líder da China, que está na América hoje e não aqui. E ele é alguém que pode influenciar a Rússia também, mais do que muitos outros podem.

Zelensky disse ainda que a Rússia está a ser humilhada por ter perdido o controle da indústria petrolífera.

É difícil imaginar uma perda mais humilhante para um país que tem lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU e que tem tanto orgulho nas suas exportações de petróleo. Eu cito: "Um grande número de refinarias de petróleo", diziam russas, "foram destruídas e estão, pelo menos temporariamente, fora de comissão". E isto é verdade. A Rússia enganou-se. E a conclusão desta publicação do Trump também está certa. Esta guerra ridícula com a Ucrânia tem de acabar. E eu não conheço um líder mundial que diga o contrário. Eu não conheço ninguém que esteja abertamente a favor desta guerra.

Ainda assim, o presidente ucraniano garante que o alvo de Kiev não é a indústria petrolífera russa, mas a capacidade de Moscovo de financiamento da guerra. Antes do discurso do presidente ucraniano, o chefe da diplomacia russa falou no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Sergey Lavrov rejeitou a possibilidade de parar os ataques à Ucrânia durante possíveis negociações. Argumenta que isso seria uma oportunidade para a Europa encher o regime de Kiev com armas. O enviado especial de Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, deverá viajar para os Estados Unidos para se reunir com representantes da administração Trump. A informação é avançada pela agência Reuters, que cita duas fontes próximas do assunto. Dmitriev deverá encontrar-se em Nova York à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, além de outros representantes da Casa Branca. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, as conversações deverão abordar os esforços de paz para a Ucrânia, a cooperação econômica entre Moscovo e Washington e questões relacionadas com a energia. Na sede das Nações Unidas, em Nova York, o primeiro-ministro Luís Montenegro criticou o que considera ser a realidade absurda e insensata do aumento do preço dos combustíveis. No evento de alto nível promovido pelo secretário-geral das Nações Unidas sobre a ação climática e a transição justa, o primeiro-ministro garantiu que Portugal está na linha da frente da transição energética e assegura que o país vai duplicar a capacidade instalada de produção de energia renovável. Luís Montenegro defende que o investimento nas energias renováveis tem vários objetivos, entre os quais a garantia de uma maior autonomia estratégica.

Uma altura onde estamos todos a ser afetados por esta realidade absurda e insensata, estarmos todos a pagar os combustíveis provenientes do petróleo mais caros, com inegável prejuízo para as nossas populações e para as nossas economias, a capacidade de sermos mais autônomos, cada um de nós também mais soberano, mais amigo do ambiente e podermos oferecer fontes de energia a um preço mais acessível é um objetivo comum que partilhamos convosco.

O primeiro-ministro em Nova York, Luís Montenegro discursa esta quinta-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas. Na atualidade nacional, a comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna vai mesmo avançar. André Ventura aceitou as condições do presidente da Assembleia da República. José Pedro Aguiar Branco revelou esta tarde que aceitou o terceiro requerimento do Chega para criar um inquérito parlamentar a Luís Neves, mas que impôs condições Das 11 alíneas que o Chega quer investigar, o presidente do Parlamento recusou duas.

Um tem a ver com alegadas interferências de um filho do Luís Neves com a atividade jornalística, mas não está demonstrada nenhuma ligação eventual entre essa situação e as funções de Luís Neves ou os meios da Polícia Judiciária. Portanto, é uma situação de caráter privado. A segunda tem a ver com a procura de conflitos de interesse relativamente a entidades que também não estão identificadas.

O presidente da Assembleia da República, que disse que se o Chega aceitasse a proposta, a comissão de inquérito podia avançar desde já. Poucos minutos depois, André Ventura aceitou.

Eu quero transmitir que, em nome do Chega e do grupo parlamentar, o Chega vai aceitar estas duas condições impostas pelo presidente da Assembleia da República e vamos avançar para que rapidamente, nos próximos dias, possamos ter a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito a todo o caso envolvente de Luís Neves. Quero também deixar duas garantias, que acho que são importantes nesta convergência de interesses, que, como eu disse desde o início, às vezes em democracia, não concordamos com tudo, temos que fazer para que as coisas aconteçam. Foi o que o Chega fez. Queria agradecer ao presidente da Assembleia da República a rapidez também.

Críticas de André Ventura há uma semana que se transformaram em elogios. O presidente do Chega, que mantém ainda em aberto a possibilidade de integrar esta comissão de inquérito. A marcar esta quarta-feira o último adeus a Jorge Palma. O artista morreu na madrugada de segunda-feira, aos 76 anos. O velório aconteceu na tarde desta quarta-feira, na Voz do Operário. Muitos foram os que por lá passaram para uma última homenagem ao cantor, Beatriz Félix.

Palmas para Jorge na Voz do Operário e também é o operário de tantos poemas e canções da língua portuguesa. No último adeus, um mar de outras vozes que juntas compõem o bairro do amor por Jorge Palma. À porta, muitos esperavam para homenagear e agradecer de forma silenciosa ao compositor que acompanhou tantas gerações em muitos momentos. Tiago Melo é exemplo disso.

Tudo aquilo que implica o crescimento, conhecer pessoas, dormires com pessoas e ter desilusões, ter amores, ter tudo e mais alguma coisa. E Jorge Palma consegue, efetivamente, nas suas letras, traduzir isso.

Nós já vivemos cem mil anos, encosta-te a mim. Talvez eu esteja a chegar, encosta-te a mim. Dá cabo dos teus desenganos.

Da porta ao último andar da Voz do Operário, o caminho faz-se em silêncio até chegar à sala onde o corpo do cantor descansa, mas sempre rodeado de amigos e até daqueles com quem nunca se chegou a cruzar. As caras conhecidas acabam por chegar e da música à política, muitos vieram recordar Jorge Palma. Marcelo Rebelo de Sousa fala no artista singular, um cantor como não há muitos.

Ele juntava originalidade nas letras e nas músicas com poucos. À doçura.

Carlos Moedas, também de passagem, lembra Jorge Palma com uma capacidade única de ler a emoção humana. Já Margarida Balseiro Lopes fala de um homem livre. E das bancadas do Parlamento para a Voz do Operário, Paulo Raimundo, do PCP, deixa ponto assente. A partida de Jorge Palma não faz com que o legado se perca.

Jorge foi embora, mas a sua obra, mesmo que ele quisesse, vai ficar sempre entre nós.

Fica entre todas as gerações que cresceram ao ouvir músicas de Jorge Palma, o criador da "Terra dos Sonhos". Jorge Palma foi embora juntamente com o verão, mas João Gil, cantor e amigo, garante: Palma era amado e sabia.

Foi amado em vida, soube quantos portugueses gostavam dele e amavam-no. Ele amava os portugueses.

O legado deste nome maior da música feita em português fica em boas mãos, porque enquanto houver estrada para andar, o nome de Jorge Palma não vai ser apagado. As palavras que deixa serão eternas.

Enquanto houver vento e mar, a gente não vai parar. Enquanto houver vento e mar.

A jornalista Beatriz Félix, que acompanhou o velório do cantor Jorge Palma. Esta quinta-feira, o cortejo fúnebre parte às 15h, da Voz do Operário, em direção ao Cemitério do Alto de São João, em Lisboa. O funeral é reservado apenas para a família. Ponto final nesta edição da "Uma da Manhã", o essencial da informação é atualizado à 13h30.

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