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Monday, September 14, 2026

Quais foram os melhores e os piores shows do Rock in Rio 2026?

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RESUMO | O Rock in Rio 2026 terminou neste domingo, 13, após sete dias com mais de 120 atrações na Cidade do Rock. Na seleção da EXAME dos melhores e piores shows, Elton John, Stray Kids, Hwasa, João Gomes, Bring Me The Horizon e Zara Larsson foram destaques positivos. Luísa Sonza, mgk, Maroon 5 e Calvin Harris ficaram entre os piores.

Após sete dias de festival, a edição de 2026 do Rock in Rio terminou neste domingo, 13. No total, foram mais de 120 atrações na Cidade do Rock, diversos gêneros de música representados e centenas de milhares de fãs presentes.

Em 2026, o line-up do Rock in Rio contou com apresentações históricas de grandes artistas, como Elton John, e a estreia do K-pop no festival, com o headliner Stray Kids. Para você ficar por dentro, a EXAME separou os melhores e os piores shows do ano:

Os melhores shows do Rock in Rio 2026

Elton John

Elton John retornou ao Brasil após 11 anos desde a sua última performance no país. Usando um terno de paletó amarelo e camisa azul-marinho, o cantor trouxe um set repleto de hits e músicas românticas para sua terceira participação no Rock in Rio.

Com mais de 300 milhões de discos vendidos ao redor do mundo, Elton apresentou um setlist repleto de clássicos como "Bennie and the Jets", “Goodbye Yellow Brick Road" e "I'm Still Standing".

Aos 79 anos, o headliner mais velho do Rock in Rio levou o público à loucura e se assegurou de que uma plateia de milhares de pessoas acompanhasse cada nota de sua apresentação.

Stray Kids

O grupo sul-coreano Stray Kids arrastou uma multidão para o Rock in Rio no dia 11 de setembro. Headliner do primeiro dia de K-pop da história do festival, o octeto trouxe um verdadeiro espetáculo para sua segunda passagem pelo Brasil.

Com coreografias impecáveis e uso bem-sucedido do telão do Palco Mundo, Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I.N foram recebidos por gritos de uma plateia enlouquecida, cantoria e muita dancinha por parte dos fãs.

Fora da curva mesmo dentro do mundo do K-pop, o grupo sul-coreano mostrou a razão para ter sido escolhido para estrear um momento tão histórico e provou que os festivais brasileiros podem estar subestimando um dos nichos mais vantajosos da música internacional.

Hwasa

Hwasa conquistou o Palco Mundo e o Rock in Rio como a primeira artista solo e primeira mulher do K-pop a se apresentar no festival. O marco, apesar de histórico, parece ser apenas mais um detalhe da identidade construída pela estrela sul-coreana.

A cantora se posiciona como uma popstar desbravadora e feminista dentro da indústria do K-pop. Integrante do girlgroup Mamamoo, Hwasa consolidou sua carreira solo cantando sobre autoestima, empoderamento e sexualidade sem a polidez comum das coreanas.

Usando uma música com seu nome na entrada, a popstar já se provou pertencente às divas "old-school" de pacote completo: canta, dança, tem presença de palco e sabe sensualizar.

Hwasa foi um dos maiores acertos do Rock in Rio 2026 e, se o público estiver prestando atenção como deveria, tem potencial para se tornar uma gigante do pop internacional.

João Gomes

Queridinho brasileiro, João Gomes trouxe todo o seu talento e carisma para o palco do Rock in Rio. O artista pernambucano voltou ao festival ao lado da Orquestra Brasileira, uma banda montada especialmente para o festival.

Depois de conquistar o público e diversos gêneros musicais, João transformou o palco em Carnaval e prendeu o público que passava por ali com uma animação típica de suas apresentações.

Além de passear pelos grandes hits de sua carreira, também homenageou compositores nordestinos com um medley trazendo “Confidências” (de Jorge de Altinho e Petrúcio Amorim), “Anjo Querubim” (Petrúcio Amorim) e “Ai, Que Saudade D'Ocê” (Vital Farias).

Bring Me The Horizon

Com um "brasileiro" no comando, Bring Me The Horizon entregou tudo que podia aos fãs presentes, surpreendendo com músicas do primeiro álbum, chamando um fã para o palco e cometendo um pequeno deslize de Oli, que chamou o Rio de Janeiro de São Paulo.

Incentivadas pelo vocalista, inúmeras rodinhas com sinalizadores foram formadas durante a apresentação, e o público se jogou de cabeça, aproveitando ao máximo.

Oliver, que mora em São Paulo e é casado com uma brasileira, também aproveitou a oportunidade para gastar todo seu português. Questionou a animação do público com a frase “vocês vão fazer uma festa?” e soltou diversas expressões brasileiras, como “nossa senhora”, “feijoada de puta” (?), além de se redimir da confusão: “Bora lá, Rio de Janeiro. Bora, caralho. Vamos.”

Zara Larsson

Nova queridinha do público, Zara Larsson retornou ao Rock in Rio para o merecido encerramento do Palco Sunset, com direito a uma das plateias mais altas da noite, dança com fã no palco e um público disposto a seguir o eterno sol da meia-noite.

Acompanhada por uma banda só de mulheres e seu ballet fiel, entregou um setlist redonda com hits antigos como “Ain’t My Fault” e “Never Forget You” e as principais faixas de seu mais novo álbum de sucesso, "Midnight Sun".

Pacote completo, Zara dança, canta como ninguém e entretém o público com uma animação solar que apenas a sueca tem. Apesar da chuva, iniciou e encerrou a performance com o hit "Midnight Sun" e diversos fãs no ar, imitando parte de sua coreografia na canção.

A performance parece, ao mesmo tempo, um pedido de desculpas da cantora e uma chance de redenção para o público brasileiro, que não reconheceu seu talento e sua entrega no palco durante a edição de 2024 do festival.

Os piores shows do Rock in Rio

Luísa Sonza

O nome “Luísa Sonza convida Menescal” pode ter enganado o público, que chegou com a expectativa de uma homenagem à bossa nova. A cantora, no entanto, entregou mais uma performance de seu tradicional show de pop com um pequeno bloco dedicado ao gênero no dia 7 de setembro.

Em sua terceira performance no Rock in Rio, Luísa trouxe o menor público do seu histórico de apresentações. Esse, no entanto, não foi o único problema enfrentado pela cantora.

O som estourado escondeu a voz de Luísa por baixo de uma massa sonora, principalmente durante "Motinha 2.0", que poderia ter sido o ponto alto do show. Se você não fosse um dos poucos fãs presentes que já conhecia as letras, era difícil entender o que estava sendo cantado.

mgk

mgk, anteriormente conhecido como Machine Gun Kelly, aproveitou sua participação no Rock in Rio para se provar alguém polêmico dentro — e fora — dos palcos.

O cantor, que apostou nas músicas mais pop rock do seu repertório, foi hostilizado pelo público do Avenged Sevenfold e teve que parar a performance ainda no começo para acalmar a plateia. Nervoso com a situação, mgk revelou que estava vivendo um sonho e veio ao Rock in Rio para cantar para seus fãs.

A performance, apesar disso, não foi de todo ruim. "My ex's best friend" encerrou a noite com um ponto positivo para o cantor, que, com toda certeza, vai querer esquecer esse sonho.

Maroon 5

O Maroon 5 voltou ao Rock in Rio para mostrar o por que é uma das bandas favoritas do público. Com hits que tocam sem parar nas rádios brasileiras, a banda prende a atenção do público com a nostalgia e o carisma do vocalista Adam Levine, mas até quando o mesmo truque pode funcionar?

Para quem vê de fora, a apresentação pareceu repetitiva e ultrapassada. Se você já viu qualquer apresentação do Maroon 5 em seus retornos quase anuais ao Brasil, pode ter certeza de que não perdeu nada da apresentação do headliner no Rock in Rio.

É impossível negar que a banda tem demanda e vai continuar suas passagens periódicas pelo Brasil, mas esperemos que, no futuro, Levine e seus colegas adicionem algumas novidades no setlist.

Calvin Harris

Considerado um dos DJs mais populares do mundo, Calvin Harris construiu um set repleto de hits e transformou o Rock in Rio em uma pequena "rave". Uma pena que isso tenha acontecido na mesma edição em que Alok trouxe um dos maiores espetáculos da sua carreira.

Comparado ao DJ brasileiro, o set do escocês parece pequeno. Alok constrói um mundo completo no Palco Mundo, enquanto Harris aposta em algo similar à sua experiência no Carnaval brasileiro e tentou transformar a Cidade do Rock em uma repetição de Ibiza.

Não foi ruim, nem feio, mas, quando comparado com o brasileiro, podemos dizer que o DJ precisa inovar um pouco mais.

Quais foram os melhores shows do Rock in Rio 2026?

Na avaliação da EXAME, os melhores shows do Rock in Rio 2026 foram os de Elton John, Stray Kids, Hwasa, João Gomes, Bring Me The Horizon e Zara Larsson.

Quais foram os piores shows do Rock in Rio 2026?

Segundo a seleção da EXAME, Luísa Sonza, mgk, Maroon 5 e Calvin Harris fizeram os piores shows da edição. As críticas envolveram problemas de som, repertórios repetitivos, reação negativa do público e comparações desfavoráveis com outras atrações.

Como foi o show de Elton John no Rock in Rio 2026?

Elton John apresentou sucessos como “Bennie and the Jets”, “Goodbye Yellow Brick Road” e “I'm Still Standing” em seu retorno ao Brasil após 11 anos. Aos 79 anos, o artista fez sua terceira apresentação no festival e se tornou o headliner mais velho da história do Rock in Rio.

Como foi a estreia do K-pop no Rock in Rio?

O K-pop estreou no Rock in Rio com o Stray Kids como headliner, em 11 de setembro, diante de uma multidão. Hwasa também marcou a edição como a primeira artista solo e a primeira mulher do gênero a se apresentar no festival.

Por que o show de Luísa Sonza ficou entre os piores?

Na avaliação da EXAME, o show de Luísa Sonza teve pouco espaço dedicado à bossa nova, apesar do anúncio “Luísa Sonza convida Menescal”, e registrou o menor público da cantora no festival. O som estourado também encobriu sua voz e dificultou a compreensão das letras.

Quantas atrações participaram do Rock in Rio 2026?

Mais de 120 atrações participaram dos sete dias do Rock in Rio 2026. O festival reuniu diversos gêneros musicais e centenas de milhares de pessoas na Cidade do Rock.

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