Ainda é possível poupar até ao final do ano

As férias terminaram, o IRS já foi liquidado e as contas da casa voltam a ser o centro das atenções. Para muitas famílias, este é o momento em que se percebe que o ano está a chegar ao fim, sem grande margem no orçamento. E com o custo de vida a aumentar, a reação mais comum é cortar nos jantares fora, fins de semana de lazer, pequenos prazeres.
Mas há despesas que raramente são revistas, a começar pela maior: a prestação da casa. Se a isso juntar as contas da luz, do gás e das telecomunicações, é onde está a maior margem de poupança. A boa notícia é que ainda tem tempo de entrar em 2027 a pagar menos por estas despesas.
Com o Ecossistema Casa do Doutor Finanças, pode rever todas estas despesas num único lugar, a começar pelo crédito habitação.
Porque é que o crédito habitação deve ser o primeiro contrato a rever?
A prestação da casa é, para a maioria das famílias, o maior encargo do mês. E é também o contrato que muitos consideram intocável: assina-se uma vez e paga-se durante décadas, nas mesmas condições.
Mas não tem de ser assim. A transferência de crédito habitação permite mudar o empréstimo para outro banco com condições mais competitivas. Mantém-se o imóvel, muda-se o contrato.
E o contexto de 2026 dá razões concretas para olhar para o seu crédito habitação agora:
- A Euribor está a subir: em setembro de 2026, estava acima dos 2,6% a 3 meses, perto dos 3% a 6 meses e acima dos 3,3% a 12 meses. A Euribor a 6 meses, a mais usada nos créditos habitação em Portugal, atingiu o valor mais alto desde outubro de 2024;
- O BCE voltou a subir os juros: depois de uma subida em junho, a primeira desde 2023, o Banco Central Europeu aumentou as taxas diretoras em 25 pontos base a 10 de setembro. A próxima reunião está marcada para 28 e 29 de outubro;
- As curvas de mercado apontam para nova subida no horizonte de um ano;
- Quem tem taxa variável com um spread antigo sente o efeito duas vezes: paga mais pela Euribor e continua a pagar uma margem que já não reflete o mercado atual.
Quem contratou crédito habitação entre 2018 e 2024, sobretudo com spread acima de 1% e capital em dívida superior a 80 mil euros, é quem tende a ter mais a ganhar com esta revisão.
Duas vantagens numa só decisão: poupar e ganhar previsibilidade
Transferir o crédito habitação pode trazer-lhe dois benefícios que se complementam:
1. Poupança na prestação mensal: uma redução do spread, mesmo que pareça pequena, faz diferença quando se aplica ao longo de muitos anos;
2. Previsibilidade no orçamento: fixar a taxa (taxa fixa ou mista) permite saber exatamente quanto vai pagar nos próximos anos, independentemente do que aconteça às taxas de juro. Numa taxa mista, por exemplo, a prestação fica fixa durante um período inicial e só depois passa a variável;
Um exemplo ilustrativo: um crédito de 150 mil euros, com 25 anos pela frente, indexado à Euribor a 6 meses (2,765%) e com spread de 1,2%, tem uma prestação de cerca de 789 euros. Se o spread descer para 0,7%, a prestação passa para cerca de 748 euros. São aproximadamente 41 euros por mês, quase 490 euros por ano, sem mudar nada no dia a dia.
Quer saber quanto pode poupar na sua prestação da casa? Os especialistas do Doutor Finanças analisam o seu contrato e comparam propostas de vários bancos, sem custos.
Quanto custa transferir o crédito habitação em 2026 e o que implica?
Esta é uma das perguntas que trava muitas decisões, a par de outros receios: “vai dar muito trabalho”, “vou ter custos escondidos”, “não sei comparar propostas”, “posso ficar pior do que estou”. A transferência do crédito tem, de facto, custos, e compensa se a poupança total superar esses encargos.
É por isso que a análise deve ser feita caso a caso e centrada no custo total, pois tanto os encargos como a poupança que se vai obter são avaliados e a decisão de avançar com a transferência é do cliente. É em todo este processo que entra o Doutor Finanças:
- Analisam o seu crédito e a sua situação financeira e comparam propostas de vários bancos;
- Negoceiam em conjunto os seguros de vida e multirriscos e tratam de toda a burocracia, com um especialista dedicado do início ao fim;
- O acompanhamento é inteiramente gratuito e só avançam se fizer sentido para si: se a transferência não compensar, o especialista explica-lhe a situação detalhadamente.
Depois do crédito, os contratos da casa: luz, gás e telecomunicações
Com a prestação revista, o check-up pode continuar. Em 2026, os contratos de eletricidade, gás e telecomunicações ficaram todos mais caros, mas muitas famílias nada fizeram quanto a isso.
- Eletricidade/Luz: as tarifas reguladas em baixa tensão normal subiram cerca de 1%;
- Gás: as tarifas reguladas sobem mais de 6% a partir de 1 de outubro, depois de uma atualização de apenas 1,5% em 2025;
- Telecomunicações: as três grandes operadoras atualizaram os preços pela inflação em janeiro e fevereiro;
Novos contratos têm descontos: os contratos antigos, na maioria dos casos, não beneficiam de qualquer desconto. Ou seja, quem está há anos no mesmo tarifário tende a pagar mais do que um cliente novo pelo mesmo serviço;
Com o Ecossistema Casa, criado para apoiar a poupança das famílias, pode rever estes contratos todos num único sítio. Os especialistas negoceiam as propostas de energia, gás e telecomunicações e tratam da burocracia, com o mesmo objetivo de sempre: que consiga poupar todos os meses, sem perder qualidade de serviço.
O plano até dezembro: 3 passos para fechar o ano a pagar menos
- Outubro – Fazer contas a quanto paga mensalmente: crédito habitação, seguros, faturas de luz, gás e telecomunicações;
- Outubro/Novembro – Pedir a análise do crédito habitação: é o maior encargo, por isso deve ser o primeiro a arrancar.
- Novembro/Dezembro – Rever energia e telecomunicações: são processos rápidos, que podem avançar enquanto a transferência do crédito habitação decorre.
Assim, no final dezembro terá as contas organizadas para entrar em 2027 menos despesa fixa, mais previsibilidade e mais margem no orçamento familiar.
Trate de tudo o que precisa para a sua casa, e para entrar no novo ano com o pé direito, com o Ecossistema Casa do Doutor Finanças.
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