Israel acusa Hezbollah de violar cessar-fogo e justifica ataque que deixou 11 mortos no Líbano
O Exército israelense intensificou os ataques na região desde que anunciou, na quinta-feira (4), ter assumido o controle do ponto mais elevado de Ali Taher, posição estratégica do Hezbollah apoiado pelo Irã. Nove pessoas morreram em um bombardeio que destruiu um prédio residencial em Kfar Remmane. Outras dois socorristas morreram dentro de um veículo atingido na mesma cidade, segundo a ANI.
Um edifício de três andares foi completamente destruído, com livros escolares e restos de móveis espalhados entre os escombros. Na manhã desta segunda-feira, equipes de resgate ainda vasculhavam os destroços em busca de possíveis vítimas.
Os moradores de Kfar Remmane haviam retornado às suas casas após a trégua de junho, depois de terem sido deslocados pela guerra entre Israel e o Hezbollah. Após o ataque, moradores da região voltaram a deixar suas casas. O bombardeio ocorreu sem aviso prévio do Exército israelense, ao contrário do que aconteceu na aldeia vizinha de Deir Zahrani, que também foi alvo de ataques durante a noite.
Instalação do Hezbollah
Durante a madrugada, o Exército israelense ordenou aos moradores de Deir Zahrani que evacuassem a área antes de um ataque contra o que descreveu como uma instalação do Hezbollah. Após o "lançamento de um drone explosivo" pelo grupo pró-Irã em direção às forças israelenses, os militares divulgaram um aviso em árabe no Telegram informando que atingiriam uma instalação do Hezbollah.
Segundo a ANI, cerca de 22 minutos após o alerta, a Força Aérea israelense destruiu o prédio. Israel havia intensificado seus ataques nos últimos dias. Na sexta-feira (4), quatro pessoas morreram e, no domingo (6), outras sete foram mortas em bombardeios contra várias localidades do sul do Líbano. O Exército israelense afirma que os ataques são uma resposta ao lançamento de dois drones do Hezbollah contra seus soldados.
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