Thais Carla sobre mudanças após perder mais de 120 kg: 'Minha luta contra a gordofobia não acabou'

Thais Carla não sente que tem descoberto uma nova mulher desde que emagreceu mais de 120 kg e se separou de Israel Reis. A influenciadora, de 34 anos, contou em entrevista à Quem que segue com a mesma essência, apesar de estar vivendo novas experiências, entre elas o romance com Fabrício Camargo.
"Eu acho que estou vivendo uma nova fase, mas não diria que estou descobrindo uma nova mulher, porque a Thaís de antes continua aqui. Minha essência não mudou. Continuo sendo uma mulher segura, que gosta de se vestir, de dançar, de viver, de amar e de ocupar os espaços. O que mudou foi muita coisa na minha rotina, no meu corpo e também na forma como estou olhando para o futuro. Estou aprendendo coisas novas sobre mim e vivendo experiências diferentes. Não quero deixar a minha versão anterior para trás, porque tenho muito orgulho de todas as versões que me trouxeram até aqui", explicou.
Ela ainda falou como é sua rotina atual e a parceria que mantém com o ex-marido para criar as filhas, Maria Clara, de nove anos, e Eva, de seis anos.
Você sempre foi uma mulher muito segura, mas isso não evitava ataques gordofóbicos. Tem sentido uma mudança em relação a isso desde que emagreceu? Passou a ser tratada de forma diferente após emagrecer?
A gordofobia nunca dependeu da minha autoestima. Eu sempre me achei bonita, sempre me senti uma mulher desejável e sempre defendi o meu direito de existir naquele corpo. Mas a sociedade é gordofóbica e eu senti isso muitas vezes na pele. Depois do emagrecimento, percebo algumas mudanças de tratamento, sim, e isso diz muito mais sobre as outras pessoas do que sobre mim. Eu continuo sendo a mesma Thaís. Por isso, minha luta contra a gordofobia não acabou porque meu corpo mudou. Eu sei o que vivi e continuo defendendo que nenhuma pessoa precise emagrecer para ser respeitada.
Você está passando por um momento de muitas transformações. Tem feito terapia?
Eu acredito muito na importância de cuidar da mente durante qualquer processo de transformação. Uma cirurgia bariátrica não mexe apenas com o tamanho do corpo. Ela muda alimentação, rotina, hábitos e traz muitas descobertas. Por isso, esse acompanhamento profissional é importante para compreender as mudanças e viver cada etapa com responsabilidade. É um processo que envolve saúde física e emocional.
Você disse que está se preparando para a cirurgia. O que falta para esse dia importante?
Ainda estou cumprindo as etapas e orientações médicas para chegar à cirurgia no momento adequado. Não gosto de transformar esse processo em uma corrida por números ou estabelecer publicamente um peso como se ele representasse sucesso ou fracasso. Meu foco é seguir o que a minha equipe médica orienta e chegar ao procedimento com segurança. Quando estiver tudo definido, vou compartilhar esse momento com as pessoas que me acompanham.
Como hoje é a sua alimentação e a sua rotina de atividades físicas?
Minha alimentação mudou bastante depois da cirurgia bariátrica e hoje existe um cuidado muito maior com aquilo que eu como, com as quantidades e com a organização da rotina. A atividade física também faz parte desse processo. Continuo tendo uma relação muito forte com a dança, que sempre fez parte da minha vida, mas hoje também tenho outros cuidados e exercícios de acordo com as necessidades do meu corpo. Não é uma rotina baseada em punição ou em tentar alcançar determinado padrão estético. É cuidado e saúde.
Muitas pessoas julgaram que o fim do seu casamento teria sido justamente por você ter emagrecido, algo que infelizmente muitas mulheres gordas enfrentam. Isso já foi uma questão na sua vida a dois?
Não. Eu acho importante dizer isso porque muitas pessoas tentaram criar uma relação entre o meu emagrecimento e o fim do meu relacionamento, e essa não é a realidade. A nossa história não terminou porque eu emagreci. Foram muitos anos juntos, construímos uma família e temos duas filhas maravilhosas. Em determinado momento, percebemos que tínhamos projetos e expectativas diferentes para o futuro. Isso acontece. Tenho respeito pela história que construímos e não quero reduzir o fim de uma relação tão importante a uma mudança no meu corpo.
Recentemente, você explicou que vocês dois tinham se separado por terem planos diferentes para o futuro. Você quer morar em São Paulo. Por que escolheu a capital paulista?
São Paulo sempre foi um lugar muito importante profissionalmente para mim. Muitas oportunidades, campanhas, eventos, reuniões e projetos acontecem lá, então naturalmente existe essa vontade de estar mais próxima desse movimento e explorar novas possibilidades profissionais. Mas uma mudança desse tamanho precisa ser feita com responsabilidade, principalmente porque sou mãe. Não existe uma decisão que envolva apenas a Thaís profissional. Existe a Thaís, mãe, minhas filhas, a rotina delas e a relação delas com o pai. Então qualquer passo será pensado e organizado, respeitando tudo isso.
Você, o Israel e as crianças sempre foram muito unidos. Como tem sido para você e para elas construir esse novo lar com uma configuração diferente?
Essa talvez seja uma das partes que mais exigem cuidado, porque, antes de qualquer coisa, somos pai e mãe. A configuração da família mudou, mas o amor pelas nossas filhas e a importância de nós dois na vida delas não mudaram. Elas têm pai e mãe presentes e quero que continuem tendo uma relação próxima, saudável e afetiva com nós dois. Estamos construindo essa nova dinâmica, respeitando o tempo delas e entendendo o que funciona melhor para a família. O fim da relação de um casal não precisa significar o fim de uma família. A família apenas passa a existir de uma maneira diferente.
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