Karoline Lima desabafa sobre culpa materna: 'Colocar minha filha em 1º lugar não significa me colocar em último'

Karoline Lima, de 30 anos, compartilhou um desabafo sobre culpa materna. Ela publicou um vído em seu Instagram, no domingo (18), destacando alguns dilemas da criação da filha e refletindo sobre a mãe que deseja ser. A modelo tem Cecilia, de 4 anos, do antigo relacionamento com Eder Militão.
"Minha filha viajou para a casa dos avós. Isso não acontece com muita frequência, mas sempre que acontece, fico pensando 'Por que estou me culpando se a criança está bem, feliz, com os avós, que são família, e está tudo bem ela estar com eles?'. Mas parece que depois que a gente vira mãe, parece que tudo que a gente faz, mesmo que seja por nós mesmas, vem acompanhado de muita culpa", começou.
Karoline afirmou que fica dividida sobre poder fazer mais por si mesma e pela criança. "Se estou trabalhando, penso que podia estar com a Cecília. Se estou viajando e vivendo algum momento incrível, eu penso 'minha filha podia estar aqui, ela ia amar viver isso'. Se eu saio pra jantar, se eu quero ficar sozinha, às vezes eu não estou com tanta energia pra brincar... Às vezes eu perco a paciência. E aí vem a culpa", lamentou.
Em seguida, ela avaliou o próprio comportamento. "Sei que eu não estou fazendo nada de errado. Eu sei que eu posso trabalhar, viajar, namorar, fazer o que eu quiser, ter meus projetos, meus sonhos, minhas vontades. Só que eu acho que existe uma expectativa muito grande de que depois que você vira mãe, sempre precisa colocar seu filho em primeiro lugar. O tempo inteiro. E eu comecei a perceber que talvez não seja exatamente assim", acredita.
A modelo explicou o que deseja representar para a menina. "Colocar a Cecília em primeiro lugar não significa que automaticamente eu tenho que me colocar em último, e essa foi uma coisa que eu demorei muito pra entender. Não preciso escolher entre ser mãe e continuar sendo eu. O que eu mais quero é que ela cresça vendo isso também. Eu quero que ela olhe pra mim e veja uma mãe que ama ela absurdamente, mas também uma mulher que trabalha, que ama, que tem amigos, que viaja quando precisa, tem sonhos, que se cuida e que também tem uma vida além da maternidade", contou.
Para ela, o amor materno pode ensinar para a criança outras formas do sentimento. "Isso é outra coisa que quero ensinar para ela, que amar não significa a gente desaparecer dentro desse amor. Hoje eu tento entender se aquela culpa está realmente me mostrando que tem alguma coisa que dá pra fazer de diferente ou se é só uma cobrança para ser uma mãe perfeita. Até porque estar o tempo inteiro perto do seu filho não significa necessariamente ser uma mãe presente, assim como estar algumas vezes longe não significa ser uma mãe ausente", comparou.
"Eu não quero que Cecília se lembre de uma mãe que nunca nem saiu de perto dela. O que eu quero mesmo é que ela lembre de uma mãe pra quem ela sempre pôde voltar. O porto seguro dela. E que esse porto esteja seguro também", concluiu.
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