Por que a geração Z é a mais estressada no trabalho — e inteligência emocional ganha peso
Entrar no mercado de trabalho já significa aprender novas regras, lidar com expectativas e provar capacidade em um ambiente desconhecido. Para parte da Geração Z, essa transição vem acompanhada de uma carga elevada de estresse.
Jovens enfrentam uma combinação de medo do desemprego, excesso de tarefas, autocobrança e dificuldade para equilibrar trabalho e vida pessoal.
Três anos depois, o problema não desapareceu. A pesquisa global de 2025 da Deloitte mostrou que 40% dos profissionais da Geração Z afirmavam se sentir estressados ou ansiosos durante todo ou quase todo o tempo.
Dinheiro aparecia entre as principais preocupações: 48% diziam não se sentir financeiramente seguros, enquanto mais da metade vivia de salário em salário. Jornadas longas e falta de reconhecimento também estavam entre os fatores ligados ao estresse.
O começo da carreira concentra insegurança e autocobrança
Existe uma característica especialmente presente entre os mais jovens: a vontade de acelerar a trajetória profissional. Há quem tente acumular cursos, projetos, experiências e responsabilidades ao mesmo tempo para se destacar rapidamente, mas o resultado pode ser uma rotina difícil de sustentar.
É nesse estágio da carreira que um erro comum aparece: confundir alta performance com disponibilidade permanente.
Aceitar todas as demandas, trabalhar além do limite ou interpretar qualquer falha como sinal de incompetência pode até parecer dedicação no curto prazo. Mantido por muito tempo, porém, esse comportamento tende a aumentar a exaustão.
A pressão também vem de fora
Seria simplista explicar o estresse dos jovens apenas pela dificuldade individual de administrar emoções.
A própria Organização Mundial da Saúde inclui carga excessiva de trabalho, baixo controle sobre as atividades e insegurança no emprego entre os fatores que podem prejudicar a saúde mental no ambiente profissional.
Segundo atualização publicada pela OMS em setembro de 2026, depressão e ansiedade estão associadas à perda estimada de 12 bilhões de dias de trabalho por ano no mundo e a US$ 1 trilhão em produtividade.
A Deloitte encontrou outro componente importante entre os jovens: insegurança econômica. Mais de 80% dos integrantes da Geração Z e dos millennials pesquisados disseram que as finanças do dia a dia ou o futuro financeiro contribuíam para sentimentos de ansiedade ou estresse.
Inteligência emocional ajuda a responder à pressão, mas é importante lembrar que ela não elimina jornadas ruins, insegurança ou ambientes de trabalho problemáticos.
Essa distinção importa porque coloca responsabilidade tanto sobre o profissional quanto sobre as organizações.
Inteligência emocional não significa ficar calmo o tempo inteiro
No ambiente corporativo, o conceito de inteligência emocional às vezes aparece associado à ideia de suportar pressão sem demonstrar desconforto.
Não é disso que se trata. Reconhecer que uma situação provoca ansiedade, identificar quando a autocobrança está prejudicando a execução e perceber a necessidade de estabelecer limites são manifestações de consciência emocional.
Aprender a lidar com frustração também faz parte da carreira
O choque entre expectativa e realidade costuma ser particularmente forte no primeiro emprego. Faculdade e cursos conseguem preparar para muitas competências técnicas, mas dificilmente reproduzem todos os conflitos, mudanças de prioridade, feedbacks e prazos que aparecem em uma empresa.
Por isso, a capacidade de lidar com frustração ganha peso. Errar uma apresentação, receber uma crítica ou não conseguir executar determinada tarefa como imaginava não necessariamente significa falta de capacidade.
O que acontece depois do erro costuma ser mais relevante para o desenvolvimento profissional. É nesse ponto que entram habilidades como autogestão, automotivação e leitura do ambiente.
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No fim das contas, dominar a inteligência emocional é dominar a si mesmo. Esse curso é uma oportunidade gratuita para aprender a se automotivar diante de dificuldades, manter o equilíbrio em momentos de alta pressão e liderar com empatia e impacto.
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