3h. USF-AN avisa que 680 médicos se vão reformar até 2029
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Três horas. As notícias com Miguel Pina Andrade.
Boa noite. Vamos começar com o desporto e com a polémica a envolver Cristiano Ronaldo. A Seleção Nacional joga esta quinta-feira contra a Dinamarca para a Liga das Nações, mas não vai contar com o capitão de equipa. Cristiano Ronaldo abandonou o estágio, chegou esta madrugada a Madrid, sem prestar declarações, diz que essas ficam para mais tarde. O ambiente na Seleção Nacional parecia estar mais calmo depois de uma conversa entre o capitão de equipa e o selecionador nacional sobre um desentendimento no jogo frente à Noruega. Cristiano Ronaldo ia participar no treino de preparação para o jogo desta quinta-feira, mas, João Lourenço, as declarações de Jorge Jesus na conferência de antevisão à partida contra a Dinamarca não foram do agrado de Cristiano Ronaldo.
Primeiro, um sinal de otimismo.
Não recusou, como hoje vai treinar, se vocês forem ver ele hoje, vai treinar.
O fechar de um desentendimento originado num período de aquecimento demasiado longo e sem frutos.
Pensei durante o jogo: "Se calhar vou precisar dele, vai aquecer". E depois não o pus no jogo. Qualquer jogador, como eu também fui jogador, quando a gente anda ali a aquecer 20 minutos, 30 minutos, e depois não entra, não há nenhum que fique contente.
A zanga entre Ronaldo e Jorge Jesus, que começou na partida frente à Noruega, parecia fechada. Ou talvez não.
Porque não há o Cristiano, nem nunca vai haver nenhum jogador que vai mudar as minhas ideias como treinador. Nunca.
Depois da conferência de imprensa de antevisão ao desafio frente à Dinamarca, Ronaldo bateu com a porta. O camisola sete deixou o Estádio Parken, em Copenhaga, antes do treino da equipa principal. Poucas horas depois, o capitão da seleção utilizou as redes sociais para informar que deixou o estágio da Seleção Nacional. Afirma que, a seu tempo, dirá a verdade a todos os portugueses sobre as razões que o motivaram a sair do estágio da equipa A. Já a federação afirma que a preparação dos encontros frente à Dinamarca e frente à Noruega vão prosseguir nos termos previstos. Reitera que toda a comitiva mantém o foco absoluto nos próximos compromissos da equipa. O que é certo é que a rutura definitiva entre Ronaldo e a seleção pode estar próxima, até porque o selecionador não aprecia jogadores que abandonem o treino.
Vocês acham que há algum jogador do nível de uma seleção que se recusa a treinar? Não é de Portugal, de outra seleção. Só se eles quiserem ir embora, se estiverem com outras ideias.
Um trabalho do jornalista João Lourenço, aqui com o resumo dos desenvolvimentos mais recentes em relação a Cristiano Ronaldo. Na análise a esta decisão, o treinador e comentador da Rádio Observador, Augusto Inácio, considera que o regresso do capitão à seleção é praticamente impossível.
Não tens essas condições para poder voltar depois da decisão dele. Mas também vamos ver a posição de Jorge Jesus. Calma aí, Jorge Jesus está ok, está em alta, ganhou dois jogos.
E a posição de Pedro Proença.
E a posição de Pedro Proença em relação a tudo isto que está a passar. Há uma coisa aqui que falta ainda esclarecer. Até 2030, e já no consulado do doutor Fernando Gomes, estes patrocínios foram todos assinados até 2030 com Cristiano Ronaldo.
Já o comentador Gabriel Alves pede explicações ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Proença tem que vir a terreiro, porque há muita coisa aqui a envolver. A parte desportiva, a parte comercial, a parte negocial de muita coisa que a federação tem dos seus processos. A UEFA, a FIFA, Ronaldo é uma figura da UEFA e da FIFA, está tudo de olhos postos, e da comunicação social ao nível do globo, porque tudo o que é jornais hoje, tudo já fala disto. Portanto, já disparou. Daí que é importante aquilo que vai acontecer nas próximas horas. Eu acho que o Ronaldo fez aquilo que eu pensei que ele ia fazer. Ele não vai falar nada. Ele agora vai ficar à espera.
Gabriel Alves e Augusto Inácio numa edição especial do "E o Campeão é", da Rádio Observador. Seguimos neste jornal das 14h com o Orçamento do Estado para o próximo ano. O primeiro-ministro classificou o anúncio de abstenção do PS como um sinal positivo para a votação do documento. Luís Montenegro valoriza o sentido de responsabilidade dos socialistas. Esta quarta-feira, durante uma conferência sobre a ambição do país, moderada por Luís Marques Mendes, em Fafe, o chefe de governo classificou a posição do PS como um sinal positivo em prol da estabilidade do país. Elogia, por isso, os socialistas por estarem mais disponíveis do que outros partidos.
Nós tentamos que ele possa vir de todas as áreas das oposições, mas evidentemente não deixamos de dizer que o Partido Socialista tem estado mais disponível para isso do que outros partidos.
Luís Montenegro, em Fafe, esta quarta-feira, depois do anúncio de José Luís Carneiro, de que vai propor aos órgãos do PS a abstenção no Orçamento do Estado de 2027. Foi isso mesmo que disse o secretário-geral do Partido Socialista, depois dos sinais positivos dados por Luís Montenegro.
Optámos pela abstenção, porque o primeiro-ministro deu um sinal muito positivo ao responder Todas as questões que tínhamos colocado, quer em relação à Constituição e os termos em que se referiu ao Partido Socialista, merecem o nosso apreço e, além do mais, também respondeu às questões da Segurança Social, à proteção das pensões presentes e futuras, portanto, comprometeu-se a não mexer nas pensões. Agora, esperamos que este compromisso e esta palavra pública sejam honradas no decurso do nosso futuro político próximo.
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, entrevista o Eco esta quarta-feira. Na reação, André Ventura deixa duras críticas ao líder socialista. O presidente do Chega recorda os tempos da Geringonça e acusa o PS de querer aproximar-se do PSD.
O PS quer estar mais próximo do PSD do que os partidos da Geringonça estavam do Partido Socialista, que alguns dias antes de se conhecer o orçamento, diziam logo que iam votar favoravelmente. O doutor José Luís Carneiro quis ser tão diligente que já disse ao ministro das Finanças que nem tem que se preocupar mais, que o orçamento já está garantido, portanto, que se lixe o IVA nos combustíveis, que se lixe o IVA no cabaz alimentar, que se lixe as portagens e a isenção de portagens. Está feito, sigam o caminho. É triste que seja assim, mas o país já se habituou 50 anos disto. Não é, nem serão estes meses a fazer a diferença.
A reação de André Ventura ao anúncio de José Luís Carneiro, que disse esta quarta-feira que vai propor aos órgãos do Partido Socialista a abstenção no orçamento do Estado. O Chega viabilizou a proposta do governo para rever o regime do arrendamento urbano. O partido de André Ventura absteve-se e permitiu que as mudanças desçam à especialidade na Assembleia da República. Como anunciado, o PS votou contra, tal como o resto dos partidos de esquerda. A favor, para além da AD, votou apenas a Iniciativa Liberal. O PSD e o Chega chegaram a acordo para alterar na especialidade a proposta do executivo. No documento assinado tanto pelo líder parlamentar do PSD como por André Ventura, o governo compromete-se a fazer quatro alterações na nova lei de arrendamento urbano. Entre as medidas, está uma maior liberdade para os senhorios exigirem rendas antecipadas e definirem as cauções, e também a redução de três para dois meses do período de rendas em atraso necessário para avançar com um despejo. A Associação Nacional de Saúde Familiar avisa que 680 médicos de família vão reformar-se até o final da legislatura. No entanto, está otimista que seja possível dar um médico de família a todos os inscritos no SNS até à mesma data, o ano de 2029. Isto porque este número, os 680 médicos que se vão reformar, não estão incluídos os que estão atualmente em formação, que permitem garantir uma equipa de saúde familiar a cada inscrito no SNS. Para isso acontecer, o presidente da Associação Nacional das USF, André Biscaia, pede um reforço extra ao governo na contratação e fixação dos profissionais.
Não há uma bala única, também é exatamente isso que disse. Ou seja, há muitas estratégias que foram sendo tentadas ao longo dos últimos anos e algumas que realmente nós sabemos que resultam. A primeira é abrir todas as vagas, ou seja, em cada ano tem que abrir todas as vagas que sejam necessárias pra cobrir todas as necessidades, não só de médicos de família, mas também de todos os elementos da equipa e da equipa alargada, ou seja, enfermeiros de família, médicos de família, secretários clínicos, psicólogos, dietistas, fisioterapeutas, todas as profissões da saúde, que realmente são assistentes sociais, todas as profissões que são necessárias.
O presidente da Associação Nacional de Saúde explica que o caminho é mesmo aumentar as vagas. André Biscaia explica que a partir deste ano, o número de internos que se vão formar torna o objetivo de ter um médico de família para todos os inscritos no SNS até 2029 possível.
Este é o último ano em que vamos ter muitas aposentações de médicos de família. E depois, a partir de agora, são números residuais, em que o número de internos que vamos formar torna perfeitamente possível alcançar esse objetivo até o fim da legislatura, até 2029. Portanto, aquilo que se tem que fazer é voltar a pôr este objetivo como prioridade. Não há uma bala única, também é exatamente isso que disse. Ou seja, há muitas estratégias que foram sendo tentadas ao longo dos últimos anos, e algumas que realmente nós sabemos que resultam.
O presidente da Associação Nacional de Saúde Familiar, André Biscaia, em declarações à Agência Lusa, em que sublinha ainda a necessidade de ter mecanismos de recrutamento durante todo o ano. Entretanto isso é de fecho desta edição das 03:00. Estou de regresso para atualizar as notícias quando forem 15:30. Até já.
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