Justiça manda Meta derrubar posts que incentivam demissão por causa do voto

Para o juiz, as publicações ultrapassam a livre manifestação de pensamento e incentivam condutas discriminatórias baseadas apenas na opção política de empregados. "Uma coisa é externar opinião política ou crítica partidária; outra, inteiramente distinta e ilícita, é utilizar as plataformas digitais para instigar a punição de trabalhadores por suas escolhas ideológicas", registra a decisão.
Entre a meia-noite do dia 26 de outubro e as 12h do dia 29, o MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral. O total de denúncias registradas nas eleições deste ano foram de 3.396.
Há um movimento apoiado por políticos para atacar e ameaçar trabalhadores que votaram em Lula, como mostrou o colunista do UOL Carlos Madeiro. No Rio de Janeiro, por exemplo, a deputada estadual India Armelau (PL), mais votada do estado este ano, foi proibida pela Justiça de incentivar empregadores a demitir trabalhadores por suas convicções políticas.
Também há campanha de boicote a comércios petistas ocorre em várias cidades. Apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) passaram a divulgar nas redes sociais e em grupos de Whatsapp diversas listas de empresas que teriam defendido a candidatura de Lula, como mercadinhos, docerias, padarias, livrarias e até mesmo grandes empresas como o Itaú e o posto Ipiranga.
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