00h. Hugo Soares diz que protesto tem "motivação partidária"

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Jornal da meia-noite na Rádio Observador, uma edição do Ricardo Lopes. Ricardo, o líder parlamentar do PSD acusa o Partido Socialista de ser responsável pelo aumento das rendas. Hugo Soares diz ainda que os protestos pela habitação têm muita motivação partidária.
E reitera que o novo regime de arrendamento urbano vai fazer com que existam mais casas para habitar. É esta a crença de Hugo Soares.
Vejo estas pessoas todas a protestar, evidentemente, e assumo que os protestos sejam pacíficos, ordeiros e dentro da legalidade. Mas é preciso que as pessoas saibam, eu até acho que é por isso que eles estão a protestar, honestamente, digo sem ironia. Estão a discutir e a protestar contra o novo regime do arrendamento urbano que está a ser discutido no Parlamento e dizem que as rendas estão altas. As rendas estão altas porque o atual regime do arrendamento urbano é ainda do Partido Socialista. Então estes senhores que estão a manifestar querem que fique tudo na mesma ou querem que o governo mude o novo regime de arrendamento urbano para que haja mais pessoas a porem casas no mercado para poderem habitar?
É uma garantia deixada pelo líder parlamentar do PSD, em entrevista esta noite ao canal NOW. Hugo Soares lamenta que estas manifestações a que assistimos tenham muita motivação partidária.
Então se as rendas estão altas face à lei atual, não acham bem, estes senhores que estão a manifestar, que se mude a lei? É evidente que também há muita, quero dizê-lo assim de forma clara, motivação partidária por trás destas manifestações.
Declarações de Hugo Soares, o líder parlamentar do PSD, que acusa o PS de ser socialista, mas com o humanismo na gaveta.
Já o Partido Socialista insiste, Ricardo, no apelo ao primeiro-ministro para que deixe cair a proposta para a nova lei das rendas.
Apelos que saem da reunião do Secretariado Nacional Socialista, que aconteceu ao final desta tarde. José Luís Carneiro quer também que o governo se junte ao PS para viabilizar uma garantia pública que facilite o cumprimento das obrigações com as rendas e ofereça, ao mesmo tempo, uma maior segurança aos proprietários.
É o país que exige, não é o PS, que se exija ao primeiro-ministro que deixe cair a proposta da lei das rendas que levou à Assembleia da República e, por outro lado, que depois de colocar essa lei na gaveta, que aceite discutir, dialogar, construir com o PS a garantia pública que foi apresentada por nós na Assembleia da República.
José Luís Carneiro diz estar disponível para o diálogo com o governo. Espera que Luís Montenegro não ignore o clamor das ruas.
No meu ponto de vista, seria um sinal de incompreensão, de insensibilidade, de indiferença inaceitável, incompreensível, que o governo não tenha em consideração o que se está a passar nas praças do nosso país, nas cidades do nosso país, com um clamor público de diferentes gerações, porque o tema da habitação afeta não é apenas os jovens. Afeta os jovens, afeta as famílias e afeta as diferentes gerações.
Avisos deixados por José Luís Carneiro na sede nacional do PS esta noite, também no Largo do Rato, decorre neste momento a reunião da Comissão Nacional do Partido.
E em Lisboa, na Praça do Rossio, apesar dos avisos do ministro da Administração Interna, estão neste momento montadas tendas numa das praças mais emblemáticas da cidade. Os manifestantes tencionam voltar a pernoitar esta noite, Ricardo, na rua, mas a polícia já disse que não vai permitir.
Exatamente. Tic tac, estamos a caminho da meia-noite e meia. Quase 200 pessoas mostraram-se a favor de voltar a pernoitar esta noite em tendas na Praça do Rossio. Ainda há muito movimento a esta hora na praça. A acompanhar estes acontecimentos está a jornalista Rita Lourenço, que se junta agora em direto. Viva, Rita, boa noite. O ministro da Administração Interna garantiu que a polícia iria atuar por antecipação. A PSP também já garantiu que não vai ser permitido continuar deste modo o protesto para lá da meia-noite e meia. Neste momento, a cerca de 25 minutos da hora limite, existem muitas tendas no local. Como é que está?
Boa noite, Ricardo. Existem muitas tendas no local, sim. Centenas de pessoas também presentes aqui ainda a entoar cânticos contra o governo, contra Montenegro, sobre a crise da habitação. Os ânimos estão calmos. A polícia continua a observar. Houve há pouco um ligeiro incidente que acabou por não se verificar ser nada. A manifestação achou que poderia ser um grupo de extrema-direita a querer abordar os manifestantes. Porém, apenas se tratava de um grupo de adeptos da equipa que jogou hoje contra o Sporting, que estava a passar aqui ao lado da manifestação e decidiu gritar um pouco para as pessoas sem saberem muito bem o que é que se estava a passar. A polícia já nos confirmou e disseram apenas que se tratou disso. Não houve sequer nenhuma intervenção nem da polícia, nem houve altercações entre este grupo de estrangeiros e a manifestação. Neste momento, falta menos de meia hora para a hora prevista para a alegada ilegalidade da permanência das tendas e dos manifestantes aqui na Praça Dom Pedro IV, no Rossio. Os manifestantes ainda estão aqui. Foi votada em assembleia a permanência e a pernoita nas tendas. Porém, tal como também avançaste, e a PSP já alertou, não vão permitir a permanência, nem de pessoas, nem de tendas aqui na praça após a meia-noite e meia. Aguardamos então para saber o que é que vai acontecer por volta dessa hora.
A jornalista Rita Lourenço a dar conta de um ambiente pacato. Houve inclusive um falso alarme de tensão com um grupo de adeptos austríacos a passar ao pé da manifestação. Austríacos que jogaram contra o Sporting esta noite em Alvalade. Falta menos de meia hora para este aglomerado de pessoas ser classificado como ilegal. Os manifestantes tencionam voltar a pernoitar esta noite na rua, ignorando assim os avisos do ministro da Administração Interna.
Mudamos de tema nesta edição da meia-noite, mas mantemos a atenção na atualidade nacional. Isto porque as confederações patronais fecham a porta, Ricardo, à revisão do acordo plurianual de rendimentos.
Isto depois de uma reunião da Concertação Social. A UGT quer o salário mínimo, pelo menos, nos € 1.000 já para o próximo ano. Já a CGTP aponta aos € 1.100, valores que ficam acima dos € 970 previstos no atual acordo, que entra em vigor já a partir de janeiro. O governo, para já, não se compromete. Hugo Fortunato de Oliveira.
Com o custo de vida a apertar, os sindicatos pedem mais do acordo plurianual de rendimentos, mas os patrões não querem nem ouvir falar no salário mínimo. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, é taxativo: a ser revisto o acordo, teria de ser para baixo.
Se neste momento o revisitarmos e aplicarmos aquilo que está estabelecido, ele vai ser revisto em baixa. É isso que a UGT quer? Neste momento, temos um acordo em vigor. Esse acordo, das duas, uma: ou o revisitamos ou continuamos a esforçar para cumprir na parte dos salários.
Armindo Monteiro, da CIP, em resposta à UGT. O entendimento prevê que o salário mínimo nacional suba para os € 970 já no próximo ano. Mário Mourão diz que é preciso ir mais além.
Havia mais que razões para fazermos um esforço ao salário mínimo. O que a UGT apresentou hoje foram propostas no sentido de que também houvesse essa sensibilidade para que, a partir de janeiro, em vez de ser nos € 970, possa ser um valor não inferior a € 1.000.
Mário Mourão, da UGT, com Tiago Oliveira, a insistir no choque salarial.
Continuamos a afirmar as nossas reivindicações do salário mínimo nacional a € 1.100 em janeiro de 2027. Continuamos a afirmar que é preciso e é fundamental a elevação de todos os salários em 15%, no mínimo € 150.
Tiago Oliveira, da CGTP. Na Concertação Social, o governo não é árbitro, mas Maria do Rosário Palma Ramalho fica ao meio.
A parte governo, e muito bem, disse que é uma parte, não é o árbitro, entende que temos um acordo em vigor e que só por acordo entre as três partes é que poderemos fazer coisa diferente do que lá está.
A ministra do Trabalho ao fim da primeira reunião da Concertação Social, depois de apresentada a proposta de orçamento do Estado para o próximo ano.
Peça do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira, com o resumo da Concertação Social desta quarta-feira. Em cima da mesa esteve também o Fundo de Compensação do Trabalho. O governo revela que há ainda € 434 milhões por resgatar.
E também a marcar a atualidade nacional, foi aprovada, Ricardo, a nova lei de organização e processo do Tribunal de Contas.
Com votos a favor do PSD, CDS e Iniciativa Liberal, votaram contra o Chega, PCP, Bloco de Esquerda e dois deputados do PS, sendo que o Partido Socialista optou pela abstenção, à semelhança do PAN, JPP e Livre. O Tribunal de Contas vai sofrer mudanças estruturais, concretamente no que toca ao visto prévio. Este visto prévio para efetuar contratos públicos vai passar a ser obrigatório apenas quando o valor da adjudicação superar os € 7,5 milhões para contratos acima de € 10 milhões. Não é obrigatório, desde que estes tenham mecanismos de controle internos que incluam auditorias periódicas, sendo que a presidente do Tribunal de Contas diz que esta solução do governo, vertida na proposta para alterar a lei da instituição, é verdadeiramente inconstitucional.
No desporto, noite de Liga dos Campeões, o Sporting sofreu a primeira derrota nesta temporada.
Os Leões procuravam o pleno em três jogos e até entraram melhor na partida. Chegaram à vantagem logo aos cinco minutos com o gol de Luiz Suárez na conversão de uma grande penalidade, mas a resposta da equipe austríaca surgiu logo 10 minutos depois. Christoph Lengt marcou aos 15 minutos e restabeleceu a igualdade. Tudo empatado ao intervalo, mas os austríacos levaram a melhor no segundo tempo. Kalajdzic fez o 2-1 aos 63 minutos e o Sporting viu ainda a diferença no marcador ser alargada com o gol de Christoph Danek perto dos 70 minutos. O conjunto do Rui Borges perdia por 3-1. O avançado colombiano ainda deu novamente uma esperança aos verde e brancos quando reduziu para 3-2 aos 89 minutos, mas o LASK Linz conseguiu mesmo carimbar a primeira vitória na Champions em Alvalade. Na zona de entrevistas rápidas, Rui Borges diz que a equipa foi vítima da própria desatenção.
Tivemos algumas perdas de bola e que deu três gols, principalmente. A olhar para os gols e perceber como é que sofremos três gols, com transições ofensivas do adversário, com perdas de bolas simples nossas que não podem acontecer e que não poderiam acontecer. Mas está dentro dessa desinspiração que tivemos ao longo do tempo e ao longo do jogo. A energia desde uma fase inicial sentia-se que não era o nosso melhor em termos de energia coletiva. Tentamos lutar contra isso, infelizmente não conseguimos.
As palavras do técnico leonino depois desta derrota europeia por 3-2 frente ao LASK Linz. Rui Borges procurava hoje ultrapassar Rúben Amorim. Se tivesse vencido, tornava-se o treinador do Sporting com mais vitórias na Liga dos Campeões. Com esta derrota, o conjunto de Alvalade, que ia bem encaminhado para garantir um lugar entre os oito primeiros e, consequentemente, também o apuramento direto para os oitavos, caiu para o 12° lugar, fica com seis pontos.
Desaire europeu do Sporting no fecho desta edição da meia-noite, com Ricardo Lopes, a quem me resta desejar um bom descanso e um abraço, Ricardo. Até à próxima.
Igualmente, Vicente. Abraço.
As notícias estão de regresso à 00h30, já com edição da Teresa Pereira. Com ela, a madrugada informativa por aqui, na Rádio Observador.
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