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Tuesday, October 27, 2026

Sete em cada dez executivos não passam em teste simples de finanças, aponta levantamento

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Um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com entidades do setor de gestão revelou um dado de alerta para o mercado de trabalho: cerca de 70% dos executivos e gestores brasileiros falham ao responder perguntas elementares sobre finanças corporativas. O levantamento avaliou profissionais de média e alta liderança em temas como fluxo de caixa, estrutura de capital e taxa de retorno.

A pesquisa acompanhou centenas de profissionais de diferentes setores da economia. Os resultados indicam que a maioria dos líderes domina as rotinas operacionais de suas áreas, mas encontra dificuldades na interpretação de demonstrações financeiras e no impacto das decisões diárias sobre o valor da empresa.

Os principais gargalos no conhecimento financeiro

O levantamento identificou que a maior parte dos erros se concentra em conceitos operacionais e analíticos. Termos comuns no dia a dia executivo são frequentemente confundidos ou aplicados de forma inadequada durante o processo decisório.

Entre os tópicos com maior taxa de erro estão:

  • Diferença entre lucro e caixa: a confusão entre o resultado contábil e a disponibilidade efetiva de recursos no caixa da empresa.
  • Custo de capital: a dificuldade em calcular a taxa mínima de retorno necessária para justificar um novo investimento.
  • Análise de margens: a interpretação incorreta sobre a diferença entre margem bruta, operacional e líquida.

Na prática, a falta de domínio desses conceitos pode levar a decisões orçamentárias equivocadas.

Um gestor que planeja a expansão de um departamento sem considerar o impacto no capital de giro, por exemplo, pode comprometer a liquidez do negócio a curto prazo, mesmo que as vendas estejam em alta.

O impacto da defasagem na gestão das empresas

A ausência de repertório financeiro adequado afeta diretamente a capacidade de planejamento estratégico das organizações. Em momentos de oscilação econômica, saber ler indicadores financeiros torna-se indispensável para a manutenção da competitividade e para a mitigação de riscos.

Especialistas em desenvolvimento de carreiras destacam que a liderança moderna exige competências multidisciplinares. Profissionais de áreas como marketing, recursos humanos e tecnologia assumem cargos de gestão e passam a responder por orçamentos expressivos, muitas vezes sem a devida bagagem analítica.

Diante desse cenário, a busca por capacitação especializada tem crescido no mercado. Cursos focados no desenvolvimento dessas competências, como um MBA em finanças corporativas, ajudam a estruturar o raciocínio analítico necessário para a tomada de decisão estratégica nas empresas.

A busca por qualificação no mercado de trabalho

A exigência por visão financeira integrada deixou de ser um diferencial exclusivo para profissionais da área de contabilidade ou controladoria. O mercado passa a cobrar que gestores de todas as frentes saibam defender seus projetos com base no retorno financeiro esperado.

A tendência aponta para o fortalecimento da educação executiva contínua dentro das corporações. Empresas têm investido em treinamentos internos para nivelar o conhecimento de suas equipes e reduzir erros de planejamento.

O alinhamento entre a prática operacional e a análise de dados financeiros consolida-se como um pilar essencial para a sustentabilidade dos negócios. Profissionais que buscam ocupar cargos de liderança encontram na compreensão dos indicadores financeiros um caminho para fundamentar escolhas e gerar resultados consistentes.

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