Porto Feliz recebe a seletiva sul-americana do Australian Open juvenil
As quadras que a GreenSet Worldwide instalou no Boa Vista Village, em Porto Feliz, no interior de São Paulo, recebem a partir desta quarta-feira, 14, alguns dos principais tenistas de base da América do Sul. Até domingo, 18, o empreendimento da JHSF sedia o Australian Open Junior Series South America, torneio classificatório que dá ao campeão uma vaga na chave principal de simples juvenil do Australian Open, primeiro dos quatro Grand Slams do calendário do tênis.
De acordo com o regulamento divulgado pela Confederação Sul-Americana de Tênis (COSAT), a disputa reúne 32 atletas de até 16 anos, sendo 16 meninos e 16 meninas. Cada país membro da entidade pode indicar diretamente seu melhor jogador da faixa etária, desde que esteja entre os 800 primeiros do ranking juvenil da ITF. Completam a lista os dois mais bem colocados no ranking da COSAT e três convites definidos pela organização, em cada uma das chaves.
A etapa faz parte do acordo de longo prazo anunciado em agosto entre a JHSF e o Australian Open, que tornou a companhia parceira regional exclusiva do torneio e detentora dos direitos na categoria imobiliária em toda a América do Sul. Pelo contrato, o Boa Vista Village recebe as edições de 2026, 2027 e 2028 da competição, que em 2024 havia sido disputada na Rio Tennis Academy, no Rio de Janeiro.
Padrão de Melbourne

Instaladas pela GreenSet, fornecedora oficial do torneio, as oito quadras do Boa Vista Village incluem estruturas cobertas para os jogos da competição (Divulgação)
As oito quadras do complexo seguem as especificações oficiais do Grand Slam australiano e reproduzem características das estruturas de Melbourne, como a cor e a velocidade de jogo. Três delas ficam no Racquet Club, que tem outras duas cobertas, e as três restantes estão no Grand Lodge Residences, duas delas também com cobertura. A instalação é permanente, e a JHSF afirma que o Boa Vista Village é o primeiro empreendimento do mundo a ter quadras idênticas às do Australian Open fora do complexo oficial do torneio. Além das competições, a parceria prevê ativações, clínicas e outros eventos com a marca australiana ao longo dos próximos anos.
“Receber o Australian Open Junior Series South America no Boa Vista Village traduz o que buscamos construir na JHSF. A parceria com um dos torneios mais importantes do tênis mundial é uma chancela à qualidade da infraestrutura do Boa Vista Village e à nossa capacidade de desenvolver projetos em padrão internacional, conectando esporte, hospitalidade e experiências únicas em um mesmo ecossistema”, diz Augusto Martins, CEO da JHSF. Segundo o executivo, a intenção da companhia é aproximar o Brasil dos grandes palcos do esporte e abrir oportunidades para uma nova geração de atletas sul-americanos.
O tênis no portfólio da JHSF

Quadras do Boa Vista Village seguem o padrão do Australian Open, que tem o empreendimento como sede da etapa sul-americana juvenil até 2028 (Divulgação)
Controladora do Grupo Fasano, a JHSF soma R$ 19,1 bilhões em ativos totais e opera nas áreas de hospitalidade, gastronomia, shopping centers, varejo de moda, clubes privados, aviação executiva e incorporação imobiliária, com presença nas Américas e na Europa. O esporte já ocupa espaço relevante nessa estrutura, que inclui o São Paulo Surf Club e o Fasano Tennis Club, na capital paulista, e o Boa Vista Village Surf Club, em Porto Feliz. No próprio Boa Vista, a Slyce, marca brasileira de roupas para tênis, abriu uma de suas primeiras lojas físicas.
Para a Tennis Australia, entidade que organiza o Grand Slam, o acordo integra uma estratégia de desenvolvimento da modalidade no continente. “A América do Sul continua produzindo talentos incríveis do tênis e a AO Junior Series South America desempenha um papel importante na criação de um caminho para que jovens jogadores compitam em um dos maiores palcos do esporte”, afirma o brasileiro Andre Sá, diretor de Relações com Jogadores da Tennis Australia e diretor do torneio.
A parceria tem ainda o apoio da Golden Goal, representante oficial do Australian Open na América do Sul, responsável pela expansão comercial e pelo engajamento de fãs do evento na região.
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