Paulo Branco recebe Prêmio Leon Cakoff e retrospectiva de 16 filmes na 50ª Mostra de SP

O produtor português, com mais de 300 filmes no currículo, viabilizou cerca de 60 títulos apresentados na Mostra desde a sua segunda edição; confira títulos da retrospectiva
Gabriela Nangino (@gabinangino)
A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem sua abertura oficial para convidados nesta quarta, 14. Na ocasião, o produtor português Paulo Branco estará presente pela primeira vez na Mostra para receber em mãos o Prêmio Leon Cakoff, que reconhece personalidades da cultura e do mercado audiovisual.
O produtor, com mais de 300 filmes no currículo, viabilizou cerca de 60 títulos apresentados na Mostra desde a sua segunda edição. Agora, ele também ganhará uma retrospectiva com seleção exclusiva de 16 filmes de seu repertório, incluindo A Cidade dos Piratas (1983), de Raúl Ruiz, em cópia 35mm, e O Rei das Rosas (1986), de Werner Schroeter, em restauro inédito.
Quem é Paulo Branco?
Nascido em Lisboa em 1950, Paulo Branco é uma das figuras mais influentes e prolíficas do cinema independente mundial. Ao longo de sua trajetória, ele viabilizou projetos ambiciosos, trabalhando ao lado de mestres do cinema como o português Manoel de Oliveira, a belga Chantal Akerman, o chileno Raúl Ruiz e o português João César Monteiro.
Ele também ja colaborou com nomes de peso do cinema global, incluindo Wim Wenders em O Estado das Coisas (1982), David Cronenberg (Cosmopolis) e Olivier Assayas (A Criança do Inverno).
Além de ser uma presença constante nos festivais de Cannes, Veneza e Berlim, Branco também é o fundador e diretor do LEFFEST (Lisbon Film Festival), festival internacional de cinema realizado anualmente em novembro.
Retrospectiva Paulo Branco na 50ª Mostra
A Retrospectiva Paulo Branco na 50ª Mostra apresenta 16 filmes, sendo três deles de 2026: Aquí, de Tiago Guedes, inspirado na Trilogia de Jesus de J.M. Coetzee e exibido no Festival de Cannes; Memórias do Cárcere, de Sérgio Graciano, adaptação do livro homônimo de Camilo Castelo Branco, e O Barqueiro, de Simão Cayatte. Confira os demais títulos:
- O Estado das Coisas (1982), de Wim Wenders
- Francisca (1981), de Manoel de Oliveira
- Silvestre (1981), de João César Monteiro
- A Cidade dos Piratas (1983)
- Maine Océan (1986), de Jacques Rozier
- O Rei das Rosas (1986), de Werner Schroeter
- Casa de Lava (1994), de Pedro Costa
- Poucos de Nós (1996), de Šarūnas Bartas
- A Prisioneira (2000), de Chantal Akerman
- Branca de Neve (2000), de João César Monteiro
- Vou para Casa (2001), de Manoel de Oliveira
- Frágil como o Mundo (2001), de Rita Azevedo Gomes
- Mistérios de Lisboa (2010), de Raúl Ruiz
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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, Gabriela é mineira e apaixonada por arte e cultura. Ela também já foi dançarina e seu principal hobbie é conhecer todos os cinemas de rua de SP. Foi estagiária no Jornal da USP e, na Rolling Stone Brasil, fala sobre música, filmes e séries.
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