6h. PM convida ao investimento dos EUA em Portugal
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Seis horas. As notícias com Miguel Gato.
Nos Estados Unidos, o primeiro-ministro insiste que Portugal vai fechar o ano com um excedente orçamental e garante também que o país vai continuar a crescer acima da média europeia. Luís Montenegro esteve ontem à noite na tradicional cerimônia de encerramento do mercado bolsista em Nova York e perante investidores, empresários e representantes da comunidade portuguesa, deixou a mensagem de que Portugal está muito aberto aos investimentos e negócios com os Estados Unidos, muito por causa destes bons resultados que anunciou. Mas o primeiro-ministro diz também que a estabilidade política, econômica e social é um fator muito importante, que dá confiança aos empresários para que invistam em Portugal.
"Portugal está aberto aos vossos investimentos e às vossas empresas. Somos um dos países mais seguros do mundo, com estabilidade política, econômica e social. Temos vindo a reduzir custos e a reduzir a dívida pública. Esta é a nossa estratégia. Isto tudo com a reforma do Estado em curso. Em Portugal, eu declarei guerra à burocracia."
A garantia deixada pelo primeiro-ministro em Nova York. Luís Montenegro reúne-se hoje com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sendo que Luís Montenegro faz amanhã o discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas. André Ventura diz que foram roubados ao Chega documentos que levantam suspeitas severas sobre o negócio da REN. Em entrevista à CNN Portugal, ontem, o líder do Chega falou do alegado assalto ao gabinete que preside na Assembleia da República. Ora, Ventura já tinha dado conta de que teriam sido roubados, levados documentos relacionados com o primeiro-ministro, também ministro da Administração Interna e Gestão do SIRESP, mas agora fala também de documentos relacionados com precisamente este negócio da REN.
O exemplo da REN. Nós recebemos uma informação que levanta suspeitas severas sobre o negócio que foi feito na REN recentemente e sobre o investimento que o governo fez e que acabou por beneficiar algumas pessoas, algumas delas, eventualmente, direta ou indiretamente ligadas ao governo. Durante os outros 49 anos do 25 de abril, desde o 25 de abril, as pessoas ficavam caladas ou enviavam isto pra qualquer sítio e ficavam à espera que saísse. Nós não. Nós decidimos fazer o que um partido da oposição deve fazer. Nós recebemos isto, isto é relevante, o que o governo tem a dizer sobre isto?
A garantia deixada por André Ventura ontem em entrevista à CNN Portugal, o presidente do Chega diz também ter a certeza que o PS vai votar contra a proposta do Chega da redução do IVA nos preços de combustíveis. Diz que o Partido Socialista, nesta matéria, é hipócrita. Mário Centeno não está para José Luís Carneiro como Passos Coelho está para Luís Montenegro. A direção do PS desvaloriza a possibilidade de uma eventual investida de Mário Centeno à liderança do partido. Ao Observador, o secretário nacional Luís Testa diz que não interpreta como críticas as mais recentes declarações do antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal sobre as propostas do líder socialista José Luís Carneiro, nomeadamente sobre a descida dos impostos para combater o custo de vida, dizendo que Mário Centeno é um contribuinte líquido para futuras propostas do PS e um livre-pensador. Para já, dentro do PS, parece não haver caminho para uma alternativa a José Luís Carneiro. Mesmo entre os socialistas críticos da atual direção, prevalece a convicção de que o atual secretário-geral vai conduzir o partido nas próximas legislativas e ir a votos com a intenção de ser primeiro-ministro. Este é o artigo que por esta hora faz manchete em observador.pt, assinado pela grande repórter do Observador, Rita Tavares. Educação volta hoje a debate na Assembleia da República a pedido do PCP. Foi agendado um debate para discutir o início do ano letivo. Ontem, o ministro da Educação disse que na segunda-feira eram apenas 54 os alunos que aguardavam colocação nas escolas. Fernando Alexandre explica que todos os dias chegam novos pedidos, mas que o ministério está a conseguir encontrar vagas para os alunos num prazo de 24 horas. O ministro admite-se dificuldades, mas diz que o governo está a trabalhar.
Todos os dias continuam a surgir umas dezenas de pedidos de inscrição, como acontece desde pelo menos 2013, acontece todos os anos e acontece durante todo o ano letivo. Aquilo que nós estamos a fazer é garantir que em 24 horas os alunos todos são colocados. Ontem tínhamos 54 alunos por colocar em todo o país. Desses 54, mais de 30 tinham se inscrito na sexta-feira à tarde. Obviamente, nós não conseguimos colocar na sexta-feira de manhã os alunos que só se inscrevem à tarde e por isso nós vamos ter sempre alguns alunos. Aquilo que o sistema está a fazer é colocá-los muito rapidamente.
A garantia do ministro da Educação, Fernando Alexandre, ontem, na véspera deste debate na Assembleia da República, a pedido do PCP, para discutir o início do ano letivo. Entra hoje em vigor a chamada Lei das Burcas. A nova lei proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos e prevê coimas que podem chegar aos 3 mil euros. As multas vão dos 150 aos 750 euros quando a infração é cometida por negligência. Estão previstas exceções, nomeadamente por razões de saúde, trabalho, arte, publicidade, segurança ou condições meteorológicas. A lei não se aplica a locais de culto ou a instalações diplomáticas e consulares. Entrou em fase de resolução na última hora o incêndio em Santo Tirso. Segundo o site da Proteção Civil, o fogo foi dominado por volta das 05h. No terreno, mantêm-se mais de 170 operacionais apoiados Por cerca de 50 veículos. Há registro de uma bombeira ferida na sequência de uma queda no combate às chamas, que acabou por ser transportada para o Hospital de São João, no Porto. O presidente da Ucrânia diz contar com os Estados Unidos para pôr fim à guerra ainda antes do inverno. À margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, Volodymyr Zelenskyy reuniu-se com Donald Trump. E Volodymyr Zelenskyy diz ter esta convicção, ao mesmo tempo que agradece o apoio dos Estados Unidos no que toca à guerra na Ucrânia. Agradece particularmente a Donald Trump.
"Muito obrigado, presidente, por esta reunião. Obrigado pelo apoio pessoal e muito obrigado pela assinatura da Lei Lindsey Graham. Obrigado, Jared e Steve, pela reunião e por terem vindo à nossa capital. Espero que esta guerra acabe. E o presidente Trump vai ajudar-nos a que ela termine. E o que temos de fazer é que seja o mais rápido possível, antes do inverno".
Mais tarde, na rede social X, Volodymyr Zelenskyy revelou mais detalhes sobre a reunião que teve com Donald Trump, à margem deste evento das Nações Unidas. Diz que foram discutidos possíveis passos para acabar com a guerra e para abrir o caminho à diplomacia com a Rússia. Zelenskyy não confirma se a Ucrânia vai produzir mísseis Patriot, mas diz estar grato pelo fato destas delegações, a ucraniana e a norte-americana, estarem a falar sobre paz. Também falou o presidente dos Estados Unidos, que não se quis, para já, comprometer com o encontro trilateral com Vladimir Putin.
"Eu não sei se ele se vai reunir. Já tivemos uma reunião no Alasca. Acho que ele pode fazer outra. Não sei sobre Miami. Ele vai reunir-se. Ele quer que a guerra termine. Eles querem ambos que a guerra termine. Está na hora. Muitas pessoas estão a morrer. Eles não querem isso."
Declarações do presidente dos Estados Unidos aos jornalistas antes do encontro com Volodymyr Zelensky. Também à margem da Assembleia Geral da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã e o enviado especial norte-americano para o Médio Oriente, Steve Witkoff, estiveram reunidos ontem. Abbas Araqchi apresentou aos norte-americanos as condições de Teerão para a reabertura do estreito de Ormuz. Segundo a imprensa estatal iraniana, Teerão exige o levantamento imediato do bloqueio naval, a libertação de ativos iranianos congelados e o fim da guerra em todas as frentes. O encontro durou cerca de três horas e contou também com a participação de Jared Kushner, o enviado especial da Casa Branca para a paz. O presidente norte-americano Donald Trump classificou a reunião como muito boa e adianta que está previsto um novo encontro com a delegação iraniana num futuro muito próximo.
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