Engenheiros, servidores e corretora estão entre os presos em operação por suspeita de corrupção em MT

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a investigação apura suspeitas de cobrança e pagamento de propina para favorecer a tramitação de processos, a emissão de pareceres, a aprovação e regularização de projetos e a concessão de licenças e certificados. Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2017 e 2026.
Quem são os alvos
Entre os cinco presos estão:
- Fernando Dante Morari: engenheiro civil e servidor público municipal;
- Júlio Henrique Verdu Garcia: engenheiro civil e servidor público municipal;
- Valdinei Monteiro da Silva: servidor público municipal;
- Agnaldo Rael da Silva: engenheiro civil;
- Débora Alvarenga Nakanishi da Silva: corretora de imóveis e sócia da empresa Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda.
O g1 tenta localizar a defesa dos citados.
Além das prisões, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra 17 alvos. Também são investigadas possíveis interferências em fiscalizações e outros procedimentos ligados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop.
Como funcionaria o esquema

Foram apreendidos dinheiro em espécie e bens alto valor ligados a empresários investigados
De acordo com o Gaeco, os investigadores apuram se agentes públicos e particulares teriam negociado vantagens indevidas para beneficiar processos relacionados a obras e empreendimentos imobiliários.
Entre as suspeitas estão pagamentos de propina para agilizar procedimentos, influenciar pareceres técnicos, obter a aprovação e regularização de projetos e conseguir licenças e certificados. A investigação também busca esclarecer possíveis interferências em fiscalizações municipais.
Até o momento, as informações disponíveis não detalham a participação individual de cada investigado nas supostas irregularidades.
Justiça bloqueia R$ 80 milhões
A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 80 milhões em bens e valores relacionados a um grupo de investigados e a uma empresa. Também foi determinado o sequestro de ativos financeiros de até R$ 3 milhões para cada um dos demais investigados, além do sequestro de imóveis vinculados a um dos alvos.
Segundo o Ministério Público, as medidas buscam preservar bens que possam estar relacionados às condutas investigadas, garantir eventual ressarcimento de prejuízos aos cofres públicos e impedir a transferência de patrimônio durante as apurações.
Os cinco presos passaram por audiência de custódia na quarta-feira (28). Conforme a decisão judicial, os pedidos apresentados pelas defesas deverão ser analisados nos autos principais, após manifestação do Ministério Público.
Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2017 e 2026. — Foto: MPMT
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