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Saturday, September 12, 2026

Dia do Árbitro: veja polêmicas do passado que o VAR resolveria (ou não)

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O gol de Túlio, pelo Botafogo, contra o Santos, na final do Brasileiro de 1995

O gol de Túlio, pelo Botafogo, contra o Santos, na final do Brasileiro de 1995

No Dia do Árbitro, o ge relembra algumas dessas polêmicas, de Copas do Mundo a decisões de campeonatos brasileiros, passando também por Libertadores e Copa do Brasil. São mãos na bola, pênaltis, gols anulados e expulsões que poderiam ter outros desfechos com a tecnologia - embora, em alguns casos, nem mesmo o VAR seja capaz de dar uma resposta tão simples.

Lembrou de mais algum lance polêmico que a gente não listou aqui? Deixa lá embaixo, nos comentários!

Tinga e Fábio Costa no polêmico lance do Brasileirão de 2005 — Foto: Reprodução/Globo

"Mão de Deus" de Maradona contra a Inglaterra (1986)

Na Copa do Mundo de 1986, Diego Maradona marcou um dos gols mais polêmicos da história do futebol contra a Inglaterra. O argentino usou a mão para encobrir a saída do goleiro Peter Shilton, mas o árbitro tunisiano Ali Bin Nasser validou o lance.

Anos depois, Maradona eternizou a jogada ao dizer que o gol foi marcado “pela mão de Deus”. Mas e o VAR existisse naquela época... Deus teria sido flagrado nas câmeras.

Maradona faz gol de mão contra a Inglaterra em 1986

Maradona faz gol de mão contra a Inglaterra em 1986

Pênalti de Fábio Santos em Tinga (2005)

No Brasileirão de 2005, meia Tinga, do Internacional, foi derrubado dentro da área após receber contato do goleiro Fábio Costa, do Corinthians. No entanto, o árbitro Márcio Rezende de Freitas interpretou que Tinga simulou a falta e aplicou o segundo cartão amarelo, o que gerou expulsão.

Caso existisse, o VAR teria mostrado ao juiz o erro na interpretação do lance.

Em 2005, Tinga reclama de pênalti de Fábio Costa no jogo Corinthians X Internacional

Em 2005, Tinga reclama de pênalti de Fábio Costa no jogo Corinthians X Internacional

A mordida de Suárez

Na Copa do Mundo de 2014, Luis Suárez protagonizou um dos lances mais marcantes da história dos Mundiais ao morder Chiellini durante o duelo entre Uruguai e Itália, em Natal. O árbitro Marco Antonio Rodríguez não viu a agressão e nem sequer advertiu o uruguaio, enquanto o italiano tentou mostrar a marca da mordida.

O episódio só ganhou punição posteriormente, com a Fifa suspendendo Suárez. Com o VAR, o lance teria sido revisto e provavelmente resultado na expulsão do atacante, o que poderia mudar o destino da partida, vencida pelo Uruguai por 1 a 0.

Veja em detalhes a mordida de Luiz Suárez em Chiellini durante jogo entre Itália e Uruguai

Veja em detalhes a mordida de Luiz Suárez em Chiellini durante jogo entre Itália e Uruguai

Erros da final do Brasileirão de 1995

A final daquela edição do Brasileiro ficou marcada pelo título do Botafogo sobre o Santos, no empate por 1 a 1, com gol de Túlio. Mas o atacante estava impedido, algo percebido apenas pelas câmeras de transmissão da Globo. Para piorar a situação do trio de arbitragem, na parte final do segundo tempo houve o gol anulado de Camanducaia, do Peixe — e o jogador estava em posição legal.

Melhores momentos de Santos 1 x 1 Botafogo pela final do Campeonato Brasileiro de 1995

Melhores momentos de Santos 1 x 1 Botafogo pela final do Campeonato Brasileiro de 1995

Os dois passos de Nilton Santos (1962)

Na Copa do Mundo de 1962, Nilton Santos cometeu pênalti sobre Enrique Collar no duelo entre Brasil e Espanha, mas conseguiu enganar o árbitro ao dar dois passos para fora da área após a falta. A infração não foi marcada, e os espanhóis, que venciam por 1 a 0, perderam a chance de ampliar.

Na sequência, o árbitro ainda anulou um golaço de bicicleta de Puskás, em outro lance polêmico. No segundo tempo, Amarildo marcou duas vezes e garantiu a virada brasileira por 2 a 1, resultado que eliminou a Espanha e ajudou o Brasil a conquistar o bicampeonato mundial.

Nilton Santos comete pênalti, mas arbitragem dá fora da área em 1962

Nilton Santos comete pênalti, mas arbitragem dá fora da área em 1962

Expulsões de Wright em Atlético-MG x Flamengo (1981)

Atlético-MG e Flamengo precisaram disputar um jogo extra, no Serra Dourada, para definir o classificado da Libertadores 1981. Na partida, o árbitro José Roberto Wright foi protagonista com uma série de cartões vermelhos aplicados ao time mineiro.

Reinaldo foi o primeiro a receber o vermelho, por falta em Zico. Depois, Éder, Palhinha, Chicão e o goleiro João Leite também, fazendo com que o Galo ficasse com apenas seis atletas e provocando o encerramento da partida no primeiro tempo.

A expulsão inicial, que gerou a sequência, poderia ter sido evitada com VAR, como defendem os atleticanos? De acordo com as regras atuais, é possível que o árbitro de vídeo nem se envolvesse na decisão de campo do árbitro.

Em 1981, partida entre Flamengo e Atlético-MG pela Libertadores é encerrada por confusão

Em 1981, partida entre Flamengo e Atlético-MG pela Libertadores é encerrada por confusão

Carlos Amarilla em Corinthians x Boca Juniors (2013)

Em 2013, Corinthians e Boca Juniors se enfrentaram nas oitavas de final da Libertadores. Após perder por 1 a 0 na Bombonera, o Timão empatou por 1 a 1 no Pacaembu, mas acabou eliminado em uma partida marcada por erros da arbitragem do paraguaio Carlos Amarilla.

Ainda no primeiro tempo, Marín deu um tapa com a mão na bola dentro da área, mas Amarilla não marcou pênalti nem o expulsou. A arbitragem também anulou um gols legais de Romarinho e de Paulinho, com impedimentos mal marcados. E deixou de marcar uma penalidade em Emerson Sheik.

Os três lances seriam muito claros de reversão caso existisse o VAR.

Corinthians sofre com arbitragem e é eliminado pelo Boca Juniors da Libertadores

Corinthians sofre com arbitragem e é eliminado pelo Boca Juniors da Libertadores

A infame cotovelada de Pelé em 1970 (que o juiz não viu)

Na semifinal da Copa do Mundo de 1970, Pelé se envolveu em um dos lances mais controversos de sua carreira. Após sofrer provocações e até uma pisada de Roberto Matosas, o Rei acertou uma cotovelada no rosto do uruguaio perto da linha de fundo.

O árbitro não viu a agressão e ainda marcou falta contra o Uruguai, evitando a expulsão do brasileiro. O Brasil venceu por 3 a 1 e, na sequência, conquistou o tricampeonato mundial, mas o episódio ficou marcado negativamente na campanha.

Pelé dá cotovelada em uruguaio, mas árbitro não marca nada em 1970

Pelé dá cotovelada em uruguaio, mas árbitro não marca nada em 1970

Final da Copa do Brasil de 1992

O Fluminense lamenta até hoje a perda do título da Copa do Brasil de 1992 para o Internacional. Após vencer por 2 a 1 nas Laranjeiras, o Tricolor precisava apenas de um empate no Beira-Rio para ser campeão.

Nos minutos finais, porém, o árbitro José Aparecido de Oliveira marcou pênalti após queda de Pinga na área, em lance contestado pelos cariocas. Célio Silva converteu a cobrança e garantiu o título ao Inter.

Aqui, vale o mesmo da polêmica de Wright. O árbitro de vídeo chamaria o de campo para apontar uma possível simulação? Difícil de cravar.

Em 1992, Internacional vence o Fluminense por 1 a 0 no 2º jogo da final da Copa do Brasil

Em 1992, Internacional vence o Fluminense por 1 a 0 no 2º jogo da final da Copa do Brasil

Sorte de campeão da Itália (2006)

Erros de arbitragem: pênalti marcado para a Itália, em 2006

Erros de arbitragem: pênalti marcado para a Itália, em 2006

Nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2006, a Itália venceu a Austrália por 1 a 0 em uma partida marcada por um pênalti polêmico nos minutos finais. Fabio Grosso entrou na área, deixou a perna após um carrinho de Neill e caiu, levando o árbitro Luis Medina Cantalejo a marcar a penalidade.

Totti converteu a cobrança e garantiu a classificação italiana, evitando a prorrogação. O lance, que poderia ser facilmente revisado pelo VAR, ajudou a Itália a avançar no torneio e, dias depois, conquistar o tetracampeonato mundial na Alemanha.

Batalha dos Aflitos, em 2005

A famigerada partida no estádio dos Aflitos entre Náutico e Grêmio, pela Série B de 2005, teve clima tenso desde o início. Mas o estopim foi um chute do time pernambucano cuja bola bateu no braço do volante Nunes no limiar da entrada da área. O posicionamento somado à forma como o braço estava próximo ao tronco gerou revolta gremista.

Resultado: três expulsos do do clube gaúcho por reclamação, que já tinha perdido Escalona antes. O Náutico acabou desperdiçando a cobrança, e Anderson, do clube gaúcho, marcou gol heroico da vitória e do título da Série B.

Se o VAR tivesse feito uma intervenção e o árbitro acatasse, o jogo provavelmente não teria uma narrativa tão dramática, que o levou a ganhar a famosa alcunha.

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