Forças do Iêmen dizem ter atacado houthis perto do Estreito de Bab el-Mandeb
As forças governamentais do Iêmen, apoiadas pela Arábia Saudita, afirmaram neste sábado, 12, ter atacado combatentes houthis na costa do Mar Vermelho. A ofensiva ocorreu um dia depois de os rebeldes pró-Irã assumirem o controle da região estratégica.
“As forças armadas destruíram hoje veículos e armas e eliminaram membros da milícia terrorista houthi, apoiada pelo regime iraniano, nas proximidades do porto de Moca”, informou a agência oficial de notícias Saba.
As forças regulares também atacaram áreas na periferia de Moca, cidade localizada às margens do Mar Vermelho, e a estrada que leva a Dhubab, mais ao sul.
Os houthis, que até recentemente controlavam grande parte do norte do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa, avançaram em direção ao sul nos últimos dias e tomaram Moca na quinta-feira.
Depois, os rebeldes assumiram o controle da costa e das ilhas no sul do Mar Vermelho. Com isso, passaram a controlar o Estreito de Bab el-Mandeb, que dá acesso ao mar a partir do Oceano Índico.
Os houthis prometeram garantir uma navegação “segura” pelo estreito, com exceção da Arábia Saudita, sua inimiga. Desde 2015, o governo saudita apoia militarmente as autoridades iemenitas reconhecidas pela comunidade internacional.
Maior exportadora mundial de petróleo, a Arábia Saudita está agora encurralada entre Bab el-Mandeb, controlado pelos houthis, e o Estreito de Ormuz, no outro extremo da península, bloqueado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio.
Petroleiros e navios comerciais vindos da Ásia atravessam Bab el-Mandeb para chegar ao Mar Vermelho e, depois, ao Canal de Suez e ao Mediterrâneo. A rota também é utilizada no sentido inverso, em direção ao Oceano Índico.
Em caso de bloqueio, a única alternativa, muito mais cara, é contornar o continente africano pelo Cabo da Boa Esperança.
Os confrontos registrados no Iêmen desde a semana passada deixaram centenas de mortos dos dois lados. A maioria das vítimas era formada por combatentes, mas também houve mortes de civis.
Cerca de 46 mil pessoas precisaram deixar suas casas, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
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