Laudo descarta perturbação mental de diarista acusada de matar casal em MG

Em agosto, a Justiça pediu a produção do laudo em razão de haver dúvida quanto à higidez mental da acusada, diante de elementos colhidos até o momento. O Judiciário destacou que a acusada indicou ter agido sob "surto psicótico" no momento do crime e depoimentos colhidos indicaram que a mulher tem histórico de instabilidade emocional, ideação suicida e já foi submetida a atendimento psiquiátrico de urgência, incluindo no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Também há confirmação de que a presa faz o uso contínuo de medicação controlada. Ela está presa preventivamente (por prazo indeterminado) por latrocínio (roubo seguido de morte).
Em razão da decisão de agosto, o andamento do processo criminal em relação à Paola ficou suspenso. A medida cumpre os requisitos do CPP (Código de Processo Penal).
Em agosto, a defesa da ré apontou que o exame era fundamental. Segundo Bruno Correa Lemos, o procedimento ajudaria a esclarecer as condições psíquicas de Paola, "especialmente em relação à sua capacidade de compreender o caráter dos fatos".
Relembre o caso
O advogado Cláudio Atala Inácio, 75, e a esposa, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 76, foram mortos a facadas em junho. Os dois foram encontrados mortos no imóvel onde moravam, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.
A polícia não encontrou sinais de arrombamento no apartamento, mas identificou uma gaveta revirada onde eram guardadas semijoias. Familiares também relataram o desaparecimento de objetos, como celulares e uma bolsa de grife.
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