Habilidades em IA passam a pesar na carreira de líderes brasileiros. Veja como se preparar
A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitos executivos brasileiros, mas saber utilizá-la é apenas uma etapa da transformação.
Para quem ocupa cargos de liderança, o desafio agora é entender como incorporar a tecnologia às decisões, melhorar processos e preparar equipes para trabalhar em um ambiente cada vez mais automatizado.
Um levantamento da Page Executive, divulgado em 2026, mostra que 75% dos executivos brasileiros entrevistados utilizam inteligência artificial generativa em suas atividades profissionais.
Na América Latina, o índice chegou a 74%, ante 41% em 2024, segundo a pesquisa Executive Compensation & Talent Trends 2026.
Os números indicam que o uso da tecnologia ganha espaço entre profissionais experientes.
A questão, portanto, passa a ser como desenvolver competências que permitam transformar esse contato em resultados para o negócio.
O que as empresas esperam de líderes que conhecem IA
Dominar ferramentas específicas não é suficiente para conduzir uma transformação dentro de uma organização.
A liderança precisa reconhecer quais atividades podem ser automatizadas, avaliar os resultados produzidos pela tecnologia e identificar situações que exigem análise humana.
Isso significa saber interpretar informações geradas por ferramentas de IA, comparar cenários e questionar respostas que pareçam inconsistentes.
A capacidade de conectar esses recursos às necessidades da empresa também ajuda a evitar investimentos em soluções que não resolvem problemas concretos.
Um relatório divulgado pela aliança de escolas de negócios CEMS em 2026, reforça a importância do pensamento crítico, da curiosidade intelectual e da tomada de decisões éticas.
A análise, divulgada pela FGV, alerta para os riscos da confiança excessiva nas respostas automatizadas.
Como desenvolver habilidades em inteligência artificial
O primeiro passo é identificar tarefas recorrentes da própria rotina que poderiam ser executadas com apoio da tecnologia.
Preparar relatórios, organizar informações, resumir documentos e comparar alternativas são exemplos de atividades que podem ser testadas com ferramentas generativas.
A experimentação, porém, precisa vir acompanhada de avaliação.
Compare o resultado produzido pela IA com o trabalho realizado sem ela, verificando a qualidade das informações, o tempo economizado e a necessidade de correções. Esse processo ajuda a entender onde a tecnologia oferece ganhos reais.
Outra competência importante é aprender a formular boas instruções, conhecidas como prompts.
Quanto mais claros forem o objetivo, o contexto e os critérios esperados, maiores serão as chances de obter respostas úteis.
O papel da liderança na adoção da tecnologia
A preparação não deve ficar restrita ao uso individual. Líderes precisam estabelecer critérios para a utilização da IA pelas equipes, orientar a proteção de dados confidenciais e definir quais decisões não podem ser tomadas sem supervisão humana.
A comunicação também ganha importância. Explicar por que uma ferramenta será adotada, ouvir dúvidas e compartilhar aprendizados ajuda a reduzir resistências e evita que a tecnologia seja incorporada sem objetivos claros.
As ferramentas mudam rapidamente, mas a capacidade de avaliar informações, compreender riscos e tomar decisões responsáveis continua essencial para quem conduz pessoas e negócios.
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