Quem é o suspeito indiciado pela morte de tio de Boulos em briga de trânsito em SP
"A dinâmica do ocorrido deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos da investigação", afirma Tolintino, em nota assinada em conjunto com a advogada Ana Paula Caliman. A ocorrência é investigada pelo 5º Distrito Policial (Aclimação).
Conforme o boletim de ocorrência do caso, ao qual o Estadão teve acesso, Carlos Boulos estava dirigindo uma caminhonete Hyundai Hilux preta quando parou na avenida na noite de sábado, 3, para discutir com o motorista de um veículo que teria colidido com a traseira de seu carro.
Nesse momento, o carro avançou sobre ele, que caiu no chão e bateu a cabeça. Conforme o boletim, o motorista desse segundo veículo, um Fiat Palio, teria fugido sem prestar socorro, em ação que chegou a ser filmada por testemunha.
O documento aponta que Carlos foi encaminhado a um hospital após ser socorrido por uma ambulância que passava pelo local logo depois do atropelamento, mas não resistiu aos ferimentos.
"Meu tio Carlos era uma das pessoas mais generosas com quem convivi. Uma alma única. É desolador o que ocorreu. Partiu vítima de uma violência humanamente inexplicável", escreveu Guilherme Boulos em publicação nas redes sociais nesta terça. "Vá em paz, meu velho! Te amamos muito!"
Conforme apurou o Estadão, Rodrigues foi intimado após identificação da placa do carro e compareceu na delegacia na segunda-feira, 5, acompanhado de um advogado. Ele afirmou que não conhecia a vítima e foi liberado após prestar depoimento.
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