Porto x Nápoles. "Golo do Porto é bem anulado"

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Apito inicial para mais um Sem Falta, da Rádio Observador. Noite de Liga dos Campeões, a primeira vitória dos Dragões nesta edição da competição, 4 x 1 frente ao Napoli, no jogo apitado pelo inglês Michael Oliver, que eu acho que, Pedro Henriques, dispensa apresentações e não dispensou também Vergara de um amarelo ao primeiro minuto de jogo. Foi o amarelo mais rápido das últimas edições da Liga dos Campeões, pelo que estive a ver.
Sim, e foi sobretudo o mostrar às equipas, neste caso tanto Porto como Napoli, aquilo que ia ser a conduta dele sob o ponto de vista disciplinar. Olhou para uma equipa portuguesa, olhou para uma equipa italiana, com muitos estrangeiros, e sabe que há sempre muita fricção e muita latinoidade. Portanto, ele nesse aspecto quis chorar o jogo. Vamos lá. O Vergara faz um dente deslizante, não para o movimento e com ambas as pernas varre claramente as pernas do Bednarek. E quando digo pernas, não foi ao nível dos pés, foi mesmo a virar completamente o Bednarek do chão. Portanto, uma entrada durinha, negligente, mesmo com o Vergara a fazer o sinal que foi a primeira, o fato é que não tem a ver com o número de faltas que ele fez, ser a primeira por parte do jogador, tem a ver com a infração em si. Livre direto, cartão amarelo, bem mostrado.
Temos depois ao minuto quatro, Pedro, o gol anulado ao Porto, a PP por fora de jogo. Bem anulado também.
Claro, bem anulado. No momento do passe, em profundidade e bem de longe do Martin Fernandes, o PP está adiantado em relação ao último adversário. O assistente cumpriu o protocolo, deixou a jogada finalizar, levantou a bandeirola, deu fora de jogo, o VAR confirmou, gol bem anulado ao Porto.
Ao minuto 14, na área do Porto, Ólmo, o avançado ponta de lança da equipe do Napoli, queixava-se de um toque, de uma eventual falta.
E não houve carga.
Não houve carga.
Houve toque. É isso.
Isso. Mas havia motivos para pênalti, Pedro?
Não, sem motivo para pênalti. Houve ali uma carga correta, vamos dizer assim, um contacto lateral entre o Chior e o Ólmo, em que o Chior, ao nível da anca e da perna, no sentido de disputa do espaço e daquela bola que está ali à frente dos dois, embora o Óslmo é que leva a bola, há um contacto lateral. E como acontece nestas situações, o contacto para mim foi ligeiro e inconsequente para aquilo que normalmente acontece a seguir. Quem ataca tem tendência a sentir esse contacto e a deixar-se cair. Portanto, ele deixa-se cair, ele não foi carregado de forma incorreta ou ilegal, por forma a perder o controle da bola. Portanto, para mim, tudo certo, sem motivo para apontar pênalti.
Minuto 21, Pedro, amarelo para Anguissa, da equipe do Napoli. Também bem mostrado.
Sim, entramos na fase dos agarrões. Os napolitanos foram muito penalizados por diversos agarrões que foram cometendo. Este foi um deles. Agarrou a camisola do Gabri Veiga, fez de forma evidente, persistente e ostensiva e foi muito bem advertido.
Temos depois ao minuto 35, mais um amarelo para Rahmani Apor, da equipe do Napoli também.
Exatamente. Com o braço esquerdo, de frente pro Gabri Veiga, primeiro foi à zona do pescoço e depois agarrou na camisola e puxou de frente, também uma vez mais, de forma muito ostensiva, muito evidente. Mais um cartão amarelo bem mostrado.
Ao minuto 36, amarelo para McTominay. Aqui, acredito, também bem mostrado.
Agarrão. O Frohler ia entrar na área, foi fora da área ainda, daí o livre direto, mas ia entrar na área com perigo e aqui também pelo agarrão, por si só já dava pra cartão amarelo, mas porque aqui, mais do que o agarrão, é o cortar de uma jogada de perigo, chamado ataque prometedor, e cartão amarelo bem mostrado.
Ao minuto 38, há um gol anulado ao Napoli por fora de jogo. Pedro, e aqui também acredito que foi bem.
Aqui a diferença é que o Kevin Bruin está à frente da linha da bola quando o seu colega lhe passa a bola. Portanto, o jogador, se estiver em linha ou atrás da linha da bola, no momento em que o colega passa a bola, nunca está em fora de jogo. Impedimento do número de adversários que tem pela frente. Neste caso concreto, ele até só tinha o guarda-redes pela frente, mas a questão é que ele está à frente da linha da bola. E, portanto, bem anulado por fora de jogo este gol, uma vez mais, o árbitro assistente a deixar a jogada terminar e a levantar a bandeirola no fim, cumprindo o protocolo para que o VAR possa intervir e eventualmente reverter alguma análise incorreta. Gol bem anulado à equipe do Napoli por fora de jogo.
E para fecharmos os lances desta primeira parte, que foi bem mais atribulada, sobretudo do ponto de vista disciplinar, ou totalmente mais atribulada do ponto de vista disciplinar do que a segunda, ao minuto 45 mais um, temos amarelo para Gabri Veiga.
Sim, por pisar de forma durinha, negligente, o pé direito do Glimur e, portanto, livre direto e cartão amarelo bem mostrado.
Já na segunda parte, ao minuto 65, na opinião, Marin, na área do Napoli, não faz pênalti, num lance em que reclamaram também os homens do Porto.
Sim, reclamaram porque ficou a ideia que, eventualmente, quando o Alberto Costa, com o pé direito, rematou, e foi um remate ali de perto, que a bola podia ter sido dominada, jogada, controlada, como queiram dizer, pelo braço esquerdo do Rafa Marin. Mas depois, com a repetição, percebe-se que a bola vai ali meio peito, meio ombro e, portanto, em nenhum momento tocou no braço ou na mão e, por isso, sem qualquer infração para pênalti neste caso.
Interessante é que no lance que vamos analisar a seguir, o último deste jogo, Marin cometeu um pênalti sobre Samu, acabou por ser expulso. Resta saber se, na sequência das decisões, esteve bem Michael Oliver, quer no pênalti, quer na expulsão.
Exatamente, é essa a pergunta certa. Pênalti e expulsão. O pênalti é clarinho, o Rafa Marin com a mão direita em volta do braço direito e sobretudo do tronco do Samu, agarra e puxa e faz com que ele caia e, portanto, pontapé de pênalti bem assinalado. O cartão vermelho é porque com esta infração, o Samu estava vigilado, anulou uma clara oportunidade de gol. E eu relembro, de forma muito rápida, que aquela questão da lei da dupla penalização, em que muitas vezes se comete pênalti e, por exemplo, anular uma clara oportunidade de gol e o vermelho passa pra amarelo, é sempre que um jogador que comete essa infração tenta jogar a bola. E para tentar jogar a bola, só há uma hipótese: é quando tu utilizas o pé, a perna, o joelho, ou seja, no fundo os membros inferiores, que é com isso que tu tentas jogar a bola. A partir do momento que utilizas as mãos, porque agarras, porque empurras, porque puxas, o cartão vermelho mantém-se, porque isso não é considerado jogar a bola. Isto é a definição de lei, não sou eu que estou a dizer. E, portanto, pontapé de pênalti pelo agarrar e puxar de Rafa Marin a Samu, anula uma clara oportunidade de gol. Utilizando a mão, cartão vermelho. Tudo certo.
Resta saber que nota merece a equipe liderada por Michael Oliver nesta vitória do Porto, a primeira em sete Ligas dos Campeões, por 4 x 1 frente ao Napoli. Acredito que vá merecer boa nota, Pedro.
Muito boa nota, nota 8, porque repara que não tive aqui nada pra dizer que tivesse sido menos correto. O pênalti e o vermelho, começando por aí, decisões corretas. Os amarelos, que foram cinco cartões amarelos mostrados, todos também corretos. Os dois gols anulados, também tudo correto. Por parte dos árbitros assistentes, nem foi preciso o VAR, o VAR só se limitou a confirmar. E, portanto, daí eu ter que privilegiar todas estas decisões bem tomadas em campo, num jogo com poucas faltas, 19 faltas, com uma nota 8, porque realmente foi uma arbitragem de categoria, sobretudo assente nesta questão, que é a parte disciplinar, amarelos e vermelhos todos certos, o pênalti tudo certo, os dois gols anulados tudo certo. E, portanto, quando tens isto, está tudo correto. Nota 8.
Nota 8 para Michael Oliver no apito final de mais um Sem Falta, da Rádio Observador. Esta quinta-feira vamos ter também o Benfica-Lech Poznan pra fechar esta semana, esta jornada europeia. Pedro Henriques, um grande abraço, um bom descanso. Até amanhã.
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