No JN, Flávio erra sobre 'Dark Horse' e nega aquecimento global

Apontado como um dos maiores matadores de aluguel do Rio, Adriano nunca foi condenado por nenhum homicídio. Após a sua morte, em 2020, uma escuta de uma conversa da irmã dele levantou suspeitas sobre a atuação da Justiça em casos envolvendo o miliciano. Tatiana Magalhães da Nóbrega disse que "o jogo do bicho pagou a absolvição dele" (aqui). Adriano também foi absolvido em outro caso de homicídio.
"Acho que tem eventos climáticos extremos. Tem épocas cíclicas que fazem mais calor, tem épocas que fazem mais frio, que chovem mais, e não acho que isso [aquecimento global] tenha a ver diretamente só com a influência do ser humano".
FALSO. Já existe um consenso na comunidade científica de que o ser humano é responsável pelo aquecimento global. Segundo o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de 2023, principal órgão científico do mundo que estuda o assunto, a emergência climática foi desencadeada especialmente pela atividade humana, a partir das emissões de gases de efeito estufa (leia aqui na página 10, em inglês).
Embora tenham existido, de fato, períodos naturais de resfriamento e aquecimento do mundo, a atividade humana está fazendo com que a mudança climática seja excessiva, de acordo com a ONU (aqui). Além do aumento da temperatura, outras evidências demonstram os efeitos da emergência climática, como o recuo das geleiras, o crescimento drástico de desastres relacionados ao clima e o aumento do nível do mar.
Realmente eu disse que a empresa que fazia, que fez as urnas eletrônicas, ou parte delas no Brasil, era uma empresa venezuelana. Falei errado. (...) Então, tirando essa parte que de fato eu falei equivocadamente, fui bem claro em dizer que jamais questionei a questão do processo eleitoral.
FALSO. Embora tenha admitido que errou ao afirmar que as urnas eletrônicas brasileiras teriam a mesma origem dos equipamentos da empresa venezuelana Smartmatic, Flávio já deu outras declarações nas quais questionou o sistema eleitoral brasileiro. Em setembro de 2018, ele disse que "é impossível garantir a lisura das urnas sem o voto impresso" (aqui e abaixo). Em 2 de outubro, cinco dias antes do primeiro turno daquele ano, Flávio concedeu uma entrevista ao jornal O Globo na qual falou que "nós temos o direito de desconfiar da urna eletrônica" (aqui).
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