Lexa avalia cenário feminino no funk: 'O mais difícil é permanecer'

Cantora fala sobre machismo no gênero e incentiva novas artistas a se jogarem na carreira
Com 31 anos de idade e 12 anos de carreira, Lexa conhece de perto os desafios de ser uma mulher no funk. A cantora, que iniciou a vida no funk em 2013, cantando de forma independente em bailes do Rio de Janeiro, diz que o cenário mudou e que as portas estão mais abertas para artistas mulheres, mas que ainda vê muitos obstáculos.
“E acho que sim [as portas estão mais abertas], as coisas foram acontecendo, mas infelizmente faltam muitas mulheres ainda no funk. Acho que o mais difícil é permanecer”, afirmou a cantora em conversa com a Quem.
Lexa fala sobre mulheres no funk
Lexa relata que o surgimento de novas artistas não significa necessariamente que elas vão conseguir se estabelecer nesse cenário, que ainda é tão machista. “Surgem algumas mulheres maravilhosas, mas infelizmente às vezes não conseguem, porque eu sinto que a gente vive num ambiente, num cenário machista com essas mulheres. Falam que não é, mas é. Eu sou e eu posso falar com propriedade sobre isso”, declarou.
A cantora, que se consolidou como um dos nomes femininos do gênero, defende que mais mulheres ocupem esse espaço e tenham a oportunidade de desenvolver suas carreiras. Ela dá dicas e faz um apelo: "Eu quero mais que mais mulheres surjam, apareçam mulheres, se joguem, brilhem. Me mandem mensagem! Porque eu acho que a união faz a força também".
Entre as inspirações da própria artista estão nomes de mulheres que também construíram trajetórias de destaque na música. Lexa cita Anitta, Ludmilla e Ivete Sangalo, além da norte-americana Jennifer Lopez. “Tenho tantas inspirações! Minhas amigas são grandes inspirações: Anitta, Ludmilla, a Ivete é uma grande inspiração... Fora a Jennifer Lopez, que eu sou apaixonada”, contou.
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