Guillermo del Toro revela por que desistiu de sequência de ‘O Labirinto do Fauno’

De acordo com o cineasta, a experiência ao trabalhar no longa não foi das melhores e, por anos, ele nem conseguia apreciar o filme
Beatriz Sandoval
Um clássico cult do cinema, O Labirinto do Fauno (2006) poderia ter ganhado uma uma sequência pelas mãos de Guillermo del Toro. Intitulado 3993, o projeto seria o terceiro filme de uma trilogia espiritual iniciada com A Espinha do Diabo (2001), mas nunca chegou a sair do papel e, recentemente, o cineasta revelou o porquê.
Em uma conversa no Reddit, Del Toro revelou que a sua experiência durante as gravações de O Labirinto do Fauno não foi das melhores e o levou a desistir de retornar para o terceiro capítulo de sua trilogia:
“O terceiro se chamava 3993. Eu nunca o escrevi, porque filmar O Labirinto do Fauno foi tão ruim que eu não queria voltar, para ser completamente sincero. A experiência de A Espinha do Diabo foi muito boa, porque eu estava protegido por Pedro Almodóvar e Agustín Almodóvar. A companhia deles coproduziu o filme. Mas a experiência de O Labirinto do Fauno foi tão ruim que eu decidi não voltar”, declarou, sem especificar o que tornou o trabalho tão traumático.
Del Toro ainda disse revelou que os problemas foram tão grandes que, durante anos, não conseguia nem mesmo revisitar o filme como espectador:
“Durante muitos anos, eu não conseguia assistir ao filme objetivamente, porque a filmagem foi muito difícil. Angustiante, até. Durante a nova transferência em 4K e a correção de cores, finalmente comecei a apreciá-lo visualmente. Mas a história sempre me faz chorar”, confessou.
Apesar disso, o cineasta não descarta a possibilidade de revisitar O Labirinto do Fauno e, caso tivesse a oportunidade, faria pequenas alterações: cortaria cerca de dez minutos da duração e reduziria algumas tomadas. De resto, Del Toro considera que o longa continua visualmente atual, mesmo quase duas décadas após seu lançamento.
FONTE: Reddit
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Paulistana e estudante de Jornalismo na Universidade de São Paulo, Beatriz escreve sobre cinema, séries e música na Rolling Stone Brasil. Tem na literatura e no design dois de seus grandes hobbies e acredita que ir ao cinema sempre pede um balde pipoca na mão.
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